Pop Music Festival – Diário de bordo

Por , 20 de março de 2011 21:36

Eu tinha em mente uma espécie de “diário de bordo” da aventura, mas acabou ficando bem grandinho… Eu prometo que vale a pena ler tudo!

Um gostinho:

O trem estacioniou na estação do Morumbi. Com um vocalista hiper carismático, os rapazes do Train capricharam! Abriram logo de cara com um dos hits, If It’s Love e empolgaram a galera!

As primeiras notas de Pienso En Ti começam a ser entoadas e eis que surge ela, toda altiva em seu manto cor de rosa: Shakira. A estrela da noite começava a brilhar.

O dia 19 de março finalmente chegou. Às 10h30 da manhã eu já me encontrava na fila da pista, do lado de fora do Estádio do Morumbi. Não havia chovido durante a semana inteira, mas é claro que São Pedro quis tornar essa experiência muito mais emocionante e preparou um dia digno de Forks para as mais de 50 mil pessoas que tomariam conta de cada centímetro disponível no estádio.

Como é melhor precaver do que remediar, me garanti com uma capa de chuva (tá, eu e mais 90% das pessoas), que se tornaria um tanto quanto inútil no final do dia. Mas eu estou me adiantando… Vamos voltar para o “antes”.

Os portões abririam às 15h, então resolvemos providenciar nosso almoço por volta das 13h30. Cabe contextualizar: eu estava com um grupo de 3 venezuelanas + 1 peruano (que conhecemos na fila). Ou seja, eu era a única brasileira. Mas esse é só um parênteses.

Tendo definido quem iria até o Subway (lanchonete mais próxima) e quem continuaria na fila, as tramitações para o almoço começaram a ser feitas (eu fiquei no segundo grupo). Porém, às 14h a fila andou. É. E agora? As meninas não estavam lá.

Enfim, depois de muita preocupação, elas finalmente conseguiram chegar. Ufa! Aliás, essa segunda parte da fila foi bem divertida! Para começar, perderam um ingresso. É, pois é! É incrível a capacidade humana de se perder até mesmo as coisas mais importantes! Só que a pessoa em questão teve muita sorte, pois seu ingresso era nominal e a fila inteira começou a gritar seu nome. E não é que devolveram o convite??? A mesma coisa aconteceu com o nosso amigo peruano. Ele perdeu a malha que estava usando (tinha deixado pendurado na grade) e conseguiu resgatá-la! Incrível, não é mesmo? Ainda resta uma esperança…!

Os portões por fim foram abertos. Tentamos correr, mas a “tropa de choque anti-corrida” estava forte e tivemos que “caminhar” apressadamente até a grade da pista. A sorte é que estávamos logo no começo da fila, o que nos garantiu um ótimo lugar! Apesar do “empurra-empurra”, consegui ver tudo bem de pertinho. Quer dizer, o mais perto que os meros mortais da pista comum conseguem ver!


O show teve início por volta das 16h30 (antes do esperado), com a banda brasileira Chimarrutis. Não sabia muito o que esperar dessa apresentação, uma vez que não conhecia muito o trabalho deles e nem sou muito chegada em reggae. Mas essa foi uma grata surpresa. Os integrantes do conjunto foram bem carismáticos e capricharam no set list! Tivemos direito à Paralamas, Guilherme Arantes e… chuva! Muita chuva!!!

Aliás, as gotas de São Pedro seguiram uma espécie de padrão esquisito ontem: choveu em todo final de show. É isso mesmo! As apresentações começavam com tudo sequinho e terminavam debaixo d’água! A única exceção foi o começo da performance da Shakira, mas essa é uma história para depois…

Após o conjunto nacional, foi a vez de o trem estacionar na estação do Morumbi. Com um vocalista hiper carismático, os rapazes doTrain capricharam! Abriram logo de cara com um dos hits, If It’s Love e empolgaram a galera! A parte mais engraçada foi durante a música She’s On Fire, quando seis meninas batizadas de “Trainettes” foram convidadas a subir no palco e realizar uma dancinha “sexy”. Segundo o cantor: “Jump is not sexy. This (rebola) is sexy!”. E assim foi. Além da dança, as meninas também tiveram que entoar o refrão, o que arrancou risadas do vocalista e da plateia.

Até este momento, a “convivência” na pista estava agradável. Sem empurrões, todo mundo com espaço para respirar… Mas aí, o cantor teve a “brilhante” ideia de dar uma volta no meio da galera. Já deu para imaginar o resultado, não é mesmo?

O sol continuou escondido o dia todo, mas durante a lindíssima Drops of Jupiter tivemos a oportunidade de visualizar um de seus raios entre as nuvens. Foi lindo. Mas, como de praxe, durante a última música, que não poderia ser outra além do sucesso Hey, Soul Sister, a chuva veio com tudo! Emoção lá em cima! (Só um parênteses: choveu tanto que a chuva acabou se tornando uma fonte de inspiração para os artistas. Tivemos direito a conferir uma performance especial de Umbrella, da Rihanna, feita pelo Train).

A noite já começava a cair quando Ziggy Marley, filho do Bob Marley, subiu ao palco. E a apresentação foi exatamente como euimaginava: dolorosamente interminável (literalmente). Para começar, deixo claro que não gosto de reggae. Na minha doce ignorância, acho os acordes todos parecidos e as músicas gigantescas. Imagine aguentar uma hora disso, tendo ficado mais de 5 horas em pé. É. Foi mesmo doloroso! Mas tenho que admitir que para quem gosta do gênero, o show foi muito bom! (Até para quem não gosta muito também, mas convenhamos: 5 horas em pé!!).

20h45. O estádio estava lotado e debaixo de chuva (herança do final da apresentação anterior – não disse que choveu no final de TODOS os shows???). As primeiras notas de Pienso En Ti começam a ser entoadas e eis que surge ela, toda altiva em seu manto cor de rosa: Shakira. A estrela da noite começava a brilhar.

Como ela mesma disse, finalmente a colombiana voltou ao Brasil e, naquela noite, era paulista. O show foi incrível! O público tinha todas as músicas na ponta da língua, desde as antigas Inevitable e Ciega Sordomuda até às mais recentes, como She Wolf e Loca.

A cantora usou e abusou da passarela construída no meio da pista premium onde, inclusive, montou um set acústico com direito a muita dança, percussão e sensualidade. Aliás, um dos momentos mais divertidos foi quando ela convidou quatro meninas da plateia para ensinar as mulheres a dançar como ela. A gente até tentou, mas com o aperto da pista ficou meio difícil!

Para mim, um dos pontos altos da noite foi, sem dúvida, a performance da música título do novo CD, Sale El Sol. Não sei se é porque eu realmente gosto dela, ou porque estava meio nostálgica por causa do dia chuvoso, mas foi realmente lindo!

O gran finale, para variar, foi debaixo de MUITA água! Nessa hora minha capa de chuva já se resumia a frangalhos e eu tive que entoar a letra de Waka Waka mais ensopada do que peixe no oceano. Sério! Mas cada segundo valeu a pena!


Ok, já deu para imaginar o estado da minha pessoa na saída do show. Não fiquei para conferir a apresentação do Fatboy Slim, portanto meu relato vai ficar com um furo… Mas depois de mais de 7 horas em pé, chega uma hora em que já superamos todos os nossos limites.

Completamente ensopada, abençoei à minha ideia genial de ter comprado uma camiseta na fila e ter guardado meu casado dentro da bolsa. Ou seja: roupas secas!!! Mas me deparei com um pequeno problema de logística: onde me trocar? Me recusei a voltar para o banheiro químico (o mais nojento que já vi na vida! Sério! Mas vocês não precisam de mais detalhes, não é mesmo?). A solução foi perguntar mesmo. O primeiro produtor me disse que não poderia me ajudar, mas como eu era mulher, poderia “passar um xaveco” nos produtores das áreas restritas. Engoli o riso e fui atrás dos meus interesses de um lugar que servisse aos meus propósitos. Consegui uma escada de serviço, no meio do breu, e com uma gradezinha que dava lá para baixo. Já imaginaram o malabarismo, né?

Depois de parcialmente seca, outro problema: as avenidas de acesso ao estádio estavam totalmente bloqueadas. E aí? Como conseguir um ponto de referência para que alguém me buscasse? Depois de perguntar para dois policiais (dentre milhares) e ouvir respostas não muito animadoras, decidi me aventurar pela avenida, sozinha, no escuro e morrendo de medo (sou medrosa sim, tá?). Encontrei com um grupo que ia até a metade do caminho que eu precisava percorrer, e eles me indicaram a direção. Quase Suspirei de alívio quando finalmente cheguei a uma farmácia 24 horas. Ufa! Sobrevivi!

Fotos: UOL

2 comentários para “Pop Music Festival – Diário de bordo”

  1. Juliana Mangi disse:

    Amei flor! Tô louca pra chegar o Rock in Rio pra eu poder me lançar numa aventura dessas… Vamos? rs…
    Beijos

    [Responder]

    Ai, Ju!!!
    Você não sabe como eu quero ir no Rock in Rio! Principalmente no dia da Katy Perry e da Rihanna!!!!
    Quem sabe não consigo????
    Beijocas!!

    [Responder]

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