Entre Páginas – Clockwork Angel

Por , 27 de abril de 2011 22:34

Desde a primeira vez que vi a capa linda e resplandecente de Clockwork Angel na tela do computador, sabia que mais cedo ou mais tarde teria que colocar as mãos no livro da Cassandra Clare. E o fato de a série The Infernal Devices se passar no mesmo universo de Os Instrumentos Mortais, só serviu para atiçar ainda mais a minha curiosidade. Quando me deparei com o livro em exposição na prateleira da livraria (e por um preço ótimo), não me contive!

Quando Tessa Gray atravessa o oceano para encontrar seu irmão na Inglaterra vitoriana, algo aterrador a está esperando no Submundo de Londres. Sequestrada pelas misteriosas Dark Sisters, que são membros de uma organização secreta chamada de Pandemonium Club, Tessa logo descobre que possui o poder de se transformar em outra pessoa. O Magister, a figura sombria que dirige o clube, não medirá esforços para reclamar o poder de Tessa para ele. Sem amigos e sendo caçada, Tessa se refugia com os Caçadores de Sombra, guerreiros dedicados a erradicar os demônios do mundo. Logo ela se descobre fascinada por – e presa no meio de – dois melhores amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, cujo humor volátil deixa todo mundo de braços atados. Enquanto eles mergulham em um perigo que ameaça destruir os Caçadores de Sombra, Tessa percebe que ela poderá ter que escolher entre salvar seu irmão e ajudar seus novos amigos a salvarem o mundo… e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.

O cenário por si só já é fascinante: a Londres de 1878. Imagine as ruas da cidade repletas de homens de cartola e mulheres de vestido rendado, passando à sombra de suas sombrinhas. Sim, é exatamente nessa época que se passa a história de Clockwork Angel.

O livro é o primeiro volume da trilogia The Infernal Devices, uma espécie de pré-sequência de Os Instrumentos Mortais (outra série que eu adoro), que se passa cerca de 130 anos antes da história de Jace e Clary.

Na obra, acompanhamos Tessa Gray em sua busca por seu irmão Nathaniel, que havia deixado Nova Iorque um tempo antes para se aventurar no velho continente. Porém, ao invés de ser recebida por seu parente querido no porto, ela acaba sendo sequestrada por duas irmãs cruéis, que a mantém prisioneira. É justamente durante sua estadia ali, que a moça descobre algo surpreendente acerca dela mesma: ela pode se transformar em qualquer pessoa, basta que ela segure um objeto que pertenceu a esse outro alguém.

E essa é apenas a sua primeira descoberta! Ela acaba conhecendo e convivendo com os Caçadores de Sombra (quem já leu Cidade dos Ossos já ouviu falar deles!), com quem acaba aprendendo bastante sobre o Submundo e sobre sua real origem.

Ao longo do livro, estão presentes algumas características marcantes da escrita da Cassandra Clare, como a narração em terceira pessoa (com um foco maior no ponto de vista da Tessa), a descrição de cenas de ação paralelas (é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, gente! Tripliquem a emoção!!) e até mesmo a concepção dos personagens, que acabam lembrando bastante a turma de Os Instrumentos Mortais. Não sei se é porque eu li City of Falling Angels bem recentemente, mas não pude deixar de notar a semelhança entre os personagens das duas séries.

Por falar nos personagens… A autora caprichou mais uma vez em sua criação. Como já se era de esperar, todos possuem uma carga emocional muito forte. Will, lindo, sedutor e ultra sarcástico, é daqueles que não se apega (aparentemente) a nada e a ninguém. A única pessoa com quem ele se dá um pouco melhor é Jem, uma figura um tanto peculiar que, por trás de um grande coração, esconde um segredo bem sombrio!

Já do lado de Tessa, temos uma mocinha bem atípica para seu tempo. Ela seria uma espécie de mocinha de algum livro da Jane Austen, com um inclinação para a ação. Determinada, guerreira (figurativamente) e inteligente, ela cativa a todos… Inclusive a Will (mas que não dá o braço a torcer!).

Uma coisa bem legal são as alusões aos livros do “futuro”. Quem já conhece as outras obras de Cassandra se surpreende com alguns personagens conhecidos (os imortais, claro) e com alguns sobrenomes que perduraram através dos anos. Um fato bem divertido é que muitas armas e aparatos típicos dos Caçadores de Sobras de Cidade dos Ossos e Cia., ainda estão em fase de criação e de teste em Clockwork Angel (cenas aliás, que tiram muitas risadas!). Porém, se você não leu nenhum outro livro da autora, não se preocupe! Dá para compreender tudo sem problemas!

Bom, pelo pequeno tamanho da review, acho que já deu pra perceber que eu A-DO-REI o livro, não é mesmo??? Mal posso esperar pela continuação, Clockwork Prince, que sai nos EUA em setembro deste ano. O terceiro e último livro da série, Clockwork Princess só chega às livrarias americanas no final de 2012. Haja coração pra aguentar a espera…!

“Eu adoro Wilkie Collins”, Tessa exclamou. “Oh – Armadale! E The Woman in White… Você está rindo de mim?”

“Não de você”, disse Will, sorrindo, “mais por causa de você. Eu nunca tinha visto ninguém se entusiasmar tanto com livros antes. Você pensaria que eles são diamantes”.

Alguém se identifica??

Ficha Técnica:

Título: Clockwork Angel

Autor: Cassandra Clare

Editora: McElderry Books (Simon & Schuster)

Páginas: 479

Avaliação: 5/5 estrelas

Parolagem Com Sentido – Jack Mais Uma Vez Perdido

Por , 26 de abril de 2011 18:45

Como na semana passada falei um pouco sobre o quarto filme da série “Piratas do Caribe”, resolvi trazer mais um pouquinho sobre a história hoje.

No quarto filme “Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas” (Pirates Of The Caribbean: On Stranger Tide), Jack Sparrow (Johny Depp) se encontra com uma bela mulher. Porém, ele acaba ficando em uma grande dúvida quanto ela ser seu real amor – ou apenas mais uma golpista o usando para encontrar a Fonte da Juventude.

A trama começa a se desenrolar quanto ela força Jack a embarcar no navio de Barba Negra (Ian McShane), e como de costume Jack se apavora com a situação. Mas, dessa vez, há duas coisas a temer: a mulher e o pirata. E nessa louca aventura, o capitão do Pérola Negra, acaba reencontrando o seu pai.

A história do filme é baseada no livro “On Stranger Tides”, de Tim Powers, que foi adaptado pelos diretores do primeiro filme (Terry Rossio e Teddy Elliot).

O elenco conta com Keith Richards (Capitão Teague), Geoffrey Rush (Barbossa), Stephen Graham (Scram, pirata ajudante de Sparrow), Sam Claflin (o missionário Philip), Astrid Bergès-Frisbey, Kevin McNally, Gemma Ward, Max Irons e Penélope Cruz como a misteriosa mulher.

O roteiro e o trailer deixam qualquer um com muita vontade de ver o filme. E pelo que já foi mostrado esse não é um filme de se perder!

A estréia prevista nos cinemas brasileiros é para o dia 20 de maio, e o melhor? Terá versões em 2-D, 3-D e em IMAX 3-D.

A. Claudia Marioto. Supersticiosa, pisciana, blogueira no Qual Seu Mundo, indecisa, adoradora de Tumblr  e movida à música.

Nota Musical – Cary Brothers

Por , 25 de abril de 2011 21:28

Essa é mais uma da série: você já ouviu e não percebeu. Sim, porque apesar de não ser muito conhecido no mundo artístico, Cary Brothers já marcou presença em seriados consagrados da televisão americana, como Grey’s Anatomy, ER, Bones, Smallville e One Tree Hill.

Originário de Nashville, Tennessee, Brothers (sim, ele é um só!!) é dono de um som agradável, que varia entre o rock clássico e o lento. Com uma voz aveludada e com acordes suaves, o músico já lançou dois CD’s: Who You Are (2007) e Under Control (2010).

Sem dúvida nenhuma, é uma ótima escolha para um dia de chuva, de sol, de vento… É só dar o play!

Destaque para The Glass Parade, Can’t Take My Eyes Off You, Jealousy e Ghost Town


Blá Blá Blá – Navegando por águas imaginárias

Por , 23 de abril de 2011 18:37

O mar estava bravo. A água jogava a grande embarcação para um lado e para o outro, testando a força de vontade (e o estômago), do pequeno grupo de tripulantes que ali se encontravam. O capitão gritava para os marujos recolherem a vela, enquanto virava o leme a estibordo.

Em terra firme, o som da fúria de Poseidon foi substituído pelo ruídos constantes das rodas de dezenas de charretes que insistiam em abrir passagem na grande praça com chão de paralelepípedos. Pela calçada, donzelas com sombrinhas e homens de cartola admiravam a bela tarde de domingo.

De repente, um grande disco voador encobriu o sol radiante e transportou toda a população para um mundo futurista, onde os cavalos deram origem a carros voadores, os longos vestidos de cetim foram trocados por vestes confeccionadas com um tecido estranho  e era impossível descobrir quem possuía ossos e quem possuía titânio sob a pele.

Mas o vento bateu, levando cores, vozes e páginas. Porém, esse mundo fantástico não se perdeu… Está a apenas um braço de distância.

Book Blogger Hop #6

Por , 23 de abril de 2011 18:05

Book Blogger Hop é um meme semanal, criado pelas meninas do Murphy’s Library. Toda semana elas lançam uma pergunta sobre o universo dos livros.

A pergunta desta semana é:

Você compra mais de uma versão de um livro que gosta?

Geralmente não. É que livro infelizmente é uma coisa tão cara que eu prefiro comprar um diferente do que eu já tenho. A única exceção é quando leio algum ebook pelo qual eu me apaixono. Aí acabo comprando a versão impressa. Mas, se eu já comprei o livro (mesmo que seja em inglês), acabo não comprando novamente (a não ser que eu ganhe a versão brasileira, como foi o caso de Crescendo).

E você? Costuma comprar mais de uma versão?? Deixe sua opinião!!

Sessão Pipoca – A Garota da Capa Vermelha

Por , 22 de abril de 2011 19:59

Valerie está apaixonada pelo forasteiro Peter, mas seus pais a prometeram em casamento ao rico Henry. O casal planeja fugir, mas a irmã mais velha de Valerie é morta pelo lobisomem que vaga pela floresta que rodeia o vilarejo onde moram. Ela começa a desconfiar que o lobisomem pode ser alguém que ela ama e descobre que tem uma ligação singular com o monstro que os une inexoravelmente, tornando-a ao mesmo tempo suspeita e isca.

Com Amanda Seyfried, Lukas Haas, Gary Oldman, Billy Burke, Virginia Madsen

Em cartaz nos cinemas

Esqueça tudo o que você sabe sobre a “Chapeuzinho Vermelho”. Sim, porque, apesar de terem traduzido o título do filme como A Garota da Capa Vermelha, lá está a menina dos contos de fadas, com sua capa (com capuz) vermelha. Parece familiar?

Desde que eu ouvi falar sobre o livro dos autores Sarah Blakey-Cartwrigth e David Leslie Johnson, fiquei super curiosa para conferir essa “releitura” da tão conhecida história da menina e do “lobo mau”. Essa curiosidade só aumentou com a versão cinematográfica, estrelada pela Amanda Seyfried e dirigida por Catherine Hardwicke (sim, “aquela de Crepúsculo!).

Na telonas, a história ganhou um ar mais sombrio e misterioso. Afinal, quem será o “metade-homem” e “metade-lobo” que assombra o pequeno vilarejo? Só assistindo o filme para descobrir…

Cafelícia – Chá de Cadeira

Por , 21 de abril de 2011 21:14

Nada como sentar em uma xícara, tomando um livro e lendo uma cadeira. Quer dizer, nada como sentar em um livro, tomando uma cadeira e lendo uma xícara (bem, se você for daquelas mulheres que leem borra de café, talvez essa frase faça algum sentido…). Não, não, não. Nada como sentar em uma cadeira, tomando uma xícara de café e lendo um livro. Ufa!!!!!

Ficou confuso? É, eu também. Mas a culpa não é completamente minha. O designer coreano Kwon Sunhan resolveu brincar com a ordem das coisas e criou uma cadeira em formato de, bem, uma xícara!

Tenho certeza de que os amantes da bebida negra adoraram essa novidade, não é mesmo? (Eu achei bem legal, confesso!). E a peça ainda tem diteiro a asa e tudo!! Não diria que dá pra pendurar a bolsa, já que a asa da xícara é inteiriça, mas a ideia é bem criativa! Já imaginou uma cafeteria com cadeiras como essa? Um charme!

E aí? O que acharam?? Não parece muito confortável, mas é divertida!

O Rei das Águas Claras

Por , 18 de abril de 2011 22:34

“Marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo… Sítio do Pica-pau Amarelo…”

Muito antes dos primeiros acordes da música de Gilberto Gil surgirem na televisão, Emília e sua turma já aprontavam muito nas páginas dos livros. E, muito antes disso, Monteiro Lobato já se consagrava como um dos principais autores da literatura brasileira.

Filho de Olímpia Augusta Lobato e José Bento Marcondes Lobato, o garoto que foi criado entre Sacis árvores e animais Rabicós em um sítio, descobriu o universo dos livros aos sete anos, graças à influência do seu avô materno, Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Apaixonado por esse mundo, sempre teve o dom da palavra. Tanto que desde pequeno já ensaiava contos para jornaizinhos de suas escolas.

Por incrível que pareça, se formou em Direito (profissão bem comum entre os escritores dos últimos… bem, séculos!). Assim como outros grandes nomes da nossa literatura, Moteiro Lobato também escreveu, durante um bom tempo, para jornais brasileiros, como O Estado de S.Paulo. Aliás, foi justamente na imprensa que ele vivenciou um dos períodos mais polêmicos de sua carreira: a fatídica crítica negativa à Anita Malfatti, intitulada de Paranoia ou Mistificação.  O episódio culminou em diversos desdobramentos e serviria como mais um motivo para a realização da Semana de Arte Moderna de 1922.

Mas foi mesmo com a A Menina do Narizinho Arrebitado e sua bonequinha falante, que o autor seria imortalizado. Também, não é para menos! Quem nunca ouviu falar, nem que seja brevemente, de um tal de Pedrinho, ou nunca sonhou acordado com os bolinhos de chuva da Tia Nastácia? Ou quem nunca se imaginou sentado no banquinho de pernas cerradas, enquanto ouvia as histórias de Dona Benta?

Eu, certamente já! E fui além. Mergulhei no Reino das Águas Claras, fiz tantas perguntas quanto a Emília, me encantei com o mundo da gramática e da aritmética e ainda arranjei tempo para perseguir o Saci no meio da mata. Tentei mudar a chave do tamanho, torci por Dom Quixote e ainda bati altos papos com o Visconde de Sabugosa. É. Minha infância foi agitada!

O condutor de todas essas aventuras completaria 129 anos de idade no dia de hoje, mas continua firme e forte na condução desse trem de imaginação. Eu já garanti meu lugar no vagão. E você?

Sessão Pipoca – Eu Sou o Número Quatro

Por , 16 de abril de 2011 22:54

Em ´Eu Sou o Número Quatro´, nove crianças dotadas e os seus guardiães são os únicos sobreviventes de uma guerra sangrenta no seu planeta natal, Lorien, e instalaram-se na Terra sob a protecção de um encantamento que obriga aos seus inimigos de os matarem por ordem numérica. Três deles morrem; o Número Quatro é o próximo. Escondido numa pequena cidade, o rapaz tenta fugir ao seu destino.

Com Alex Pettyfer, Teresa Palmer, Kevin Durand, Timothy Olyphant

Em cartaz nos cinemas

“Nove de nós escaparam…

Número Um foi morto na Malásia.

Número Dois foi assassinado na Inglaterra.

Número Três foi perseguido e capturado no Quênia.

Antes de ir atrás dos outros, eles virão atrás de mim…

Eu sou o Número Quatro”.

Confesso que muito antes de colocar as mãos no livro, o que despertou minha vontade de ler o livro de Pittacus Lore foi o trailer do filme. A temática, bem diferente do que eu estava acostumada, chamou minha atenção de cara.

O livro foi bom, dentro das expectativas. Agora resta o filme, que estreia neste fim de semana nos cinemas. Estou bem curiosa para saber como ficou a adaptação! Espero que a mocinha Sarah tenha ganhado um pouquinho mais de sal na pele da Dianna Agron (a Quinn de Glee) e mal posso esperar para ver Bernie Kosar na tela.

Quem dá vida ao protagonista é o polêmico Alex Pettyfer. As pessoas falam tanto dele, mal podem esperar para vê-lo em Beastly, insistem para que ele seja o ator escolhido para viver Jace Wayland de Cidade dos Ossos (na verdade, insistem para que ele interprete todos os mocinhos dos livros sobrenaturais),… Só eu que acho que ele “nem fede, nem cheira”?

Mas, enfim… Para quem está em busca de um bom filme de ação, cheio de efeitos especiais e de “poderes de outro mundo” (literalmente), aproveitem o fim de semana e corram para o cinema mais próximo para conferir Eu Sou o Número Quatro!

iVlog #2 – Clichê e Ironia

Por , 15 de abril de 2011 18:56

E estamos de volta com mais um Vlog e o tema de hoje é clichê e ironia.

Espero que tenham gostado e semana que vem voltamos com mais um programa e mais uma figura de linguagem.

Não esqueçam que a opinião de vocês é muito importante.

Obrigado!

Ivan Aranha Borges é um Produtor Audiovisual que não têm vergonha na língua e nem papas na cara!