Entre Páginas – White Cat
Foi só a Lívia, do Wishing a Book começar a falar desse livro que eu já fiquei muito ansiosa para colocar minhas mãos nele. Afinal, White Cat, da autora americana Holly Black, parecia ser uma história bem diferente de tudo o que eu já havia lido. Então, apelei para a Camila (da Coluna K) e ela me trouxe de Nova York, em uma tacada só, o primeiro e o segundo volume da série The Curse Workers. E agora eu me pergunto: por que demorei tanto pra começar a ler???
Cassel vem de uma família de curse workers – pessoas que têm o poder de mudar suas emoções, suas memórias, sua sorte, pelo simples toque de suas mãos. Uma vez que o curse work (ou “trabalho amaldiçoado” em uma tradução livre) é ilegal, eles são todos criminosos. Mas não Cassel. Ele não possui o toque mágico, portanto ele não é uma aberração – uma criança correta em uma família deformada – se você ignorar um pequeno detalhe: ele matou sua melhor amiga, Lila. Agora ele está andando enquanto dorme, movendo-se pela noite por causa de pesadelos relacionados a um gato branco. Ele também percebe que seus irmãos estão mantendo segredos. Quando Cassel começa a suspeitar ser parte de uma grande trapaça, ele deve desenterrar seu passado e suas memórias. Para descobrir a verdade, Cassel deve superar os trapaceiros.
Trapaças, planos infalíveis, mistério e magia. Adicione a isso personagens carismáticos, um passado sombrio e uma escrita de tirar o fôlego. Já deu pra sentir as surpresas que White Cat reservam?
Para “piorar”, vale lembrar que a Holly Black é uma das BFF’s da Cassandra Clare, que é conhecida por torturar os seus leitores a conta gotas com as seus enredos complicados, e ela não fica nem um pouco atrás no quesito “autora cruel”. Isso porque, com uma trama repleta de reviravoltas, ela consegue prender o leitor desde a primeira linha até o ponto final.
Ao longo do livro acompanhamos a jornada de Cassel e sua tentativa (frustrada) de tentar ser a única pessoa “normal” em uma família de curse workers (pessoas que têm o poder de mudar suas emoções, suas memórias, sua sorte, pelo simples toque de suas mãos). Desde pequeno, ele vive às sombras dos irmãos mais velhos e da vontade de ser tudo aquilo que eles são mas que, por um mistério do destino – ou da genética – está longe de seu alcance.
Somado a isso, o garoto também deve conviver com as consequências de suas ações passadas e com o fantasma de Lila, sua ex-melhor amiga que foi assassinada por ele. E, agora, para piorar a situação, ele começa a ter sonhos esquisitos com um misterioso gato branco e a andar enquanto dorme.
O mais legal da narrativa da Holly Black é justamente a sua habilidade de deixar pistas ao longo do texto que te ajudam a desvendar, pouco a pouco, todos os mistérios que cercam o protagonista. Porém, por mais que você consiga descobrir alguns dos desfechos, é impossível prever para que lado a história irá se voltar.
Além disso, White Cat também conta com personagens super carismáticos! Não tem como não simpatizar com a família de Cassel – desde seu avó aposentado até sua mãe presidiária pra lá de protetora! Sem falar em Sam, seu companheiro de quarto e em Zacharov, o melhor líder mafioso desde Corleone.
Tudo isso torna uma missão impossível não correr atrás da continuação, Red Glove, assim que o livro termina. E foi exatamente o que eu fiz… Mas, como o primeiro volume ainda não saiu por aqui e pouca gente teve a oportunidade de lê-lo (rolam boatos de que os direitos da série já foram comprados por uma editora brasileira, mas ainda não há previsão de lançamento) vou esperar mais um pouco para comentar sobre o segundo por aqui.
“As mentiras mais fáceis de serem contadas são aquelas que você gostaria que fossem verdade”.
Ficha Técnica:
Título: White Cat
Autor: Holly Black
Editora: McElderry Books
Páginas: 310
Avaliação: 5/5 estrelas























