Entre Páginas – White Cat

Por , 31 de agosto de 2011 12:00

Foi só a Lívia, do Wishing a Book começar a falar desse livro que eu já fiquei muito ansiosa para colocar minhas mãos nele. Afinal, White Cat, da autora americana Holly Black, parecia ser uma história bem diferente de tudo o que eu já havia lido. Então, apelei para a Camila (da Coluna K) e ela me trouxe de Nova York, em uma tacada só, o primeiro e o segundo volume da série The Curse Workers. E agora eu me pergunto: por que demorei tanto pra começar a ler???

Cassel vem de uma família de curse workers – pessoas que têm o poder de mudar suas emoções, suas memórias, sua sorte, pelo simples toque de suas mãos. Uma vez que o curse work (ou “trabalho amaldiçoado” em uma tradução livre) é ilegal, eles são todos criminosos. Mas não Cassel. Ele não possui o toque mágico, portanto ele não é uma aberração – uma criança correta em uma família deformada – se você ignorar um pequeno detalhe: ele matou sua melhor amiga, Lila. Agora ele está andando enquanto dorme, movendo-se pela noite por causa de pesadelos relacionados a um gato branco. Ele também percebe que seus irmãos estão mantendo segredos. Quando Cassel começa a suspeitar ser parte de uma grande trapaça, ele deve desenterrar seu passado e suas memórias. Para descobrir a verdade, Cassel deve superar os trapaceiros.

Trapaças, planos infalíveis, mistério e magia. Adicione a isso personagens carismáticos, um passado sombrio e uma escrita de tirar o fôlego. Já deu pra sentir as surpresas que White Cat reservam?

Para “piorar”, vale lembrar que a Holly Black é uma das BFF’s da Cassandra Clare, que é conhecida por torturar os seus leitores a conta gotas com as seus enredos complicados, e ela não fica nem um pouco atrás no quesito “autora cruel”. Isso porque, com uma trama repleta de reviravoltas, ela consegue prender o leitor desde a primeira linha até o ponto final.

Ao longo do livro acompanhamos a jornada de Cassel e sua tentativa (frustrada) de tentar ser a única pessoa “normal” em uma família de curse workers (pessoas que têm o poder de mudar suas emoções, suas memórias, sua sorte, pelo simples toque de suas mãos). Desde pequeno, ele vive às sombras dos irmãos mais velhos e da vontade de ser tudo aquilo que eles são mas que, por um mistério do destino – ou da genética – está longe de seu alcance.

Somado a isso, o garoto também deve conviver com as consequências de suas ações passadas e com o fantasma de Lila, sua ex-melhor amiga que foi assassinada por ele. E, agora, para piorar a situação, ele começa a ter sonhos esquisitos com um misterioso gato branco e a andar enquanto dorme.

O mais legal da narrativa da Holly Black é justamente a sua habilidade de deixar pistas ao longo do texto que te ajudam a desvendar, pouco a pouco, todos os mistérios que cercam o protagonista. Porém, por mais que você consiga descobrir alguns dos desfechos, é impossível prever para que lado a história irá se voltar.

Além disso, White Cat também conta com personagens super carismáticos! Não tem como não simpatizar com a família de Cassel – desde seu avó aposentado até sua mãe presidiária pra lá de protetora! Sem falar em Sam, seu companheiro de quarto e em Zacharov, o melhor líder mafioso desde Corleone.

Tudo isso torna uma missão impossível não correr atrás da continuação, Red Glove, assim que o livro termina. E foi exatamente o que eu fiz… Mas, como o primeiro volume ainda não saiu por aqui e pouca gente teve a oportunidade de lê-lo (rolam boatos de que os direitos da série já foram comprados por uma editora brasileira, mas ainda não há previsão de lançamento) vou esperar mais um pouco para comentar sobre o segundo por aqui.

“As mentiras mais fáceis de serem contadas são aquelas que você gostaria que fossem verdade”.

Ficha Técnica:

Título: White Cat

Autor: Holly Black

Editora: McElderry Books

Páginas: 310

Avaliação: 5/5 estrelas

Parolagem Com Sentido – Sexo, OPINIÃO & Rock ‘n’ Roll

Por , 30 de agosto de 2011 18:37

Pra quem acha que o Rock in Rio só vai ter uns – e outros –  famosos cantando e nada mais, está mais do que enganado. Cada vez mais os projetos sociais vêm tomando espaço nos dias mais esperados deste ano.

O evento, em parceria com o SENAD ( Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas), criou o projeto “EU VOU Sem Drogas”, que visa a conscientização dos problemas acarretados para si e para o mundo decorrente do uso.

E nada melhor do que usar a linguagem do público para mostrar tudo isso. Além de um clipe com novos nomes como Di Ferrero, Paola Oliveira e Emicida, o vídeo conta ainda com os consagrados Hebert Viana, Sandra de Sá e Toni Garrido cantando um refrão do Eduardo Souto Neto, que não dá para esquecer tão rápido.

O mais legal de tudo, é que a página criada que permite você esclarecer todas as suas dúvidas no inteiro anonimato.

E têm mais: além de eles mudarem o conceito do verdadeiro “Rock in Rio”, ainda criaram uma nova frase, que pode ser vista nas camisetas do clipe: “Sexo, Opinião & Rock ‘n’ Roll”.

Coluna k: Spice Girls – Say You’ll Be There & Lady Gaga – Yoü And I

Por , 25 de agosto de 2011 9:09

Essa semana não vou escrever uma biblia sobre o clipe porque estou com um leve problema de tempo! rs..

Dessa vez fica só a indicação de clipe mesmo, e assim que puder comento melhor dele porque é nostalgico, mas vale a pena!

Espero que gostem! Spice Girls – Say You’ll Be There:

E aproveitando, indico tambem Lady Gaga – Yoü And I, quando ela faz uma música normal faz um clipe ainda mais sem sentido! Vale a pena tambem!

Cafelícia – Cafecatura

Por , 24 de agosto de 2011 12:00

Quando você acha que já viu a sua bebida preferida como matéria-prima para tudo… Eis que você descobre que ela também é usada como “tinta” para caricaturas!

É isso mesmo! Desde Yoda até Thor, o café está presente em todas as obras de Humberto Freitas! E o resultado é incrível!!! (Não só pelo material, mas pelo talento do caricaturista)!

 

E pra quem duvida que o artista desenha mesmo com o café… Aí vai a prova!

 

Não deixe de conferir mais imagens no blog oficial do Cafecatura!

Parolagem com Sentido – O Novo Filme de Joseph Gordon-Levitt

Por , 23 de agosto de 2011 22:40

Todos dizem que o sorriso é o remédio da alma, então nada melhor do que mudar um pouco o gênero dos filmes sobre o câncer.

E foi isso que Will Reiser resolveu fazer. Baseando-se em sua própria história – ele há seis anos teve a doença! – o roteirista convidou Joseph Gordon-Levitt para viver o jovem de 27 anos que descobre ter a doença. Como todo mundo, ele passa por todas as etapas e os altos e baixos normais, só que a diferença dele é que ele resolveu fazer tudo isso “aproveitando a vida” e com muito bom humor.

50/50 ainda conta com  Anna Kendrick e Seth Rogen, e direção de  Jonathan Levine.

O longa tem esse nome pelas chances de sobrevivência do paciente, e estréia dia 30 de setembro nos EUA e não há previsão aqui o Brasil.

Entre Páginas – Anna e o Beijo Francês

Por , 22 de agosto de 2011 12:00

Já estava namorando este livro desde a primeira vez que vi a capa da versão americana. Então já viram como eu fiquei feliz quando descobri que Anna e o Beijo Francês, da Stephenie Perkins, ia ser lançado por aqui, não é mesmo? Mas ele acabou ficando um pouquinho lado até que, convencida pelos milhões de comentários positivos da Lica, do Bookeando e da Ily, do Por Essas Páginas, acabei passando o livro na frente da minha pilha de leitura. E não me arrependi!!!

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.”

Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer.Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada… Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?

Sabe quando você está estressado e cansado da correria do dia a dia e só quer uma história alegre, divertida e romântica para relaxar? Anna e o Beijo Francês é a aposta certa!! Primeiro, porque o livro já começa com o cenário perfeito: Paris!!! Quem não gostaria de viver uma história emocionante às margens do Sena, com a Torre Eiffel como plano de fundo?

Segundo porque os personagens são cativantes e porque as situações pelas quais Anna passa poderiam perfeitamente acontecer com você! Por exemplo, quem nunca se sentiu completamente perdido em um país estrangeiro (pelo menos quem já foi para um)? Ainda mais se você não fala uma palavra daquela língua! – Aliás, uma das partes mais divertidas é justamente a personagem tentando se adaptar ao cardápio da cantina sem saber nada de francês!

E, para os corações mais apaixonados, a história também conta com uma boa pitada de romance! Haja suspiros para o mocinho mais sensível de todos os tempos: Étienne St. Clair! O mais engraçado é que, ao contrário dos diversos protagonistas onipotentes que invadem o universo da literatura jovem afora, St. Clair é cheio de defeitos. Mas nem mesmo a altura reduzida ou o pavor de altura são suficientes para tirar o charme do rapaz. Pelo contrário, acabam dando uns pontinhos a mais no quesito humanidade!

Já Anna encanta a todos com sua paixão pelo cinema! Achei super legal as citações de filmes antigos e consagrados e o fato de ela querer fugir do senso comum e se tornar a maior crítica dos últimos tempos! Ela é uma mocinha um tanto quanto diferente das outras e sua força equilibra perfeitamente com as fraquezas de Étienne (e vice-versa!!).

A narrativa da Stephenie flui deliciosamente e acaba antes mesmo de você se dar conta. Ela é repleta de humor e alfinetas – Nicholas Sparks que o diga! Logo no primeiro capítulo já temos uma passagem que vale toda a leitura!

Meu pai não é culto. Mas é rico.
Nem sempre foi assim. Quando meus pais ainda eram casados, éramos estritamente classe média baixa. Quando ocorreu o divórcio, todos os vestígios de decência desapareceram, e o seu sonho de ser o próximo grande escritor do Sul foi trocado pelo de ser o próximo autor publicado. Então ele começou a escrever esses romances que acontecem em Small Town Georgia sobre “pessoas com bons valores americanos que se apaixonam e então contraem doenças que ameaçam a vida e morrem”.
Fala sério.

E essa é apenas uma amostra do humor sarcástico que permeia a escrita!

Anna e o Beijo Francês é um livro sobre amor, amizade, família, falta de comunicação…! E a vida como ela é – ou, como ela seria, em uma versão (bem!!!) romantizada… Em Paris, é claro!

Ficha Técnica:

Título: Anna e o Beijo Francês (Anna and the French Kiss)

Autor: Stephenie Perkins

Editora: Novo Conceito

Páginas: 286

Avaliação: 5/5 estrelas

Book Blogger Hop #20

Por , 21 de agosto de 2011 12:00

Book Blogger Hop é um meme semanal, criado pelas meninas do Murphy’s Library. Toda semana elas lançam uma pergunta sobre o universo dos livros.

A pergunta desta semana é:

Qual o livro mais longo que você já leu?

Bom… Se a gente foi levar em consideração o tamanho físico, foi O Senhor dos Anéis… Mas como era o volume único, ou seja, “três em um”, acho que não conta. Então eu fico com A Guerra dos Tronos, que é tão grande que suas 587 páginas passam a impressão de serem, na verdade, quase mil.

Mas, se formos entrar no quesito páginas… Aí eu não sei. Por exemplo, Harry Potter e a Ordem da Fênix tem 702, mas uma página de A Guerra dos Tronos equivale a umas 3 de Harry Potter. Ou seja… Boa pergunta!

E vocês? Qual foi o maior livro que vocês já leram???

Blá Blá Blá – Dos clichês à dramaturgia… E vice-versa

Por , 20 de agosto de 2011 0:09

Era uma vez uma mocinha endinheirada (ou pobre, mas “moça direita”), que conhece um rapaz decente, por quem se apaixona. Mas, como a vida não é tão simples, ele (ou ela) tem um irmão malvado que inveja a felicidade dos dois e fará de tudo para impedir a alegria alheia.

Ou então, no lugar do irmão pode ser o amigo de infância da mocinha, que sempre foi visto apenas como um amigo, mas nutre uma paixão secreta de anos por ela. Ele também não vai ficar feliz com a felicidade dos “pombinhos” e vai aprontar bastante para os dois.

Isso, sem falarmos na vilã invejosa, que dá um jeito de ser flagrada com o mocinho na cama (ninguém nunca repara que ele está drogado???) e de dar o “golpe da barriga” assim que tem a oportunidade.

Para “esquentar” esse enredo pra lá de original, ainda temos a anciã (que, nos dias de hoje sempre dá um jeito de se encantar com um galã sem dinheiro nem escrúpulos), a tia fofoqueira, mais um amor proibido, um relacionamento homossexual (senão é preconceito) e um assassinato – claro! Perceba que, assim que a audiência cai, a primeira coisa que o autor faz é matar um personagem importante e lançar a pergunta “Quem matou fulano de tal?”, mesmo que ninguém esteja tão curioso para descobrir quem fez esse favor cometeu esse crime.

Pronto. Em apenas 4 parágrafos, temos resumido o enredo de 98,9% de todas as novelas da dramaturgia brasileira (e mexicana, americana, coreana…). Esse 1,1% fica para as tramas um pouco mais originais, como a das novelas da Glória Perez (que se repetem entre si, mas que pelo menos apresentam uma cultura nova) e para casos como o de “A Favorita”.

Por que “A Favorita”? Bem… A novela de João Emanuel Carneiro fez jus ao “dramalhão dramatúrgico” e investiu pesado na figura do vilão e do herói. Quem não se lembra de Flora, uma das melhores personagens malignas da televisão? E de Donatela que, até a metade da novela era vista como vilã? Sim, é claro que aí entra a questão do gosto, mas eu confesso que para mim, as melhores histórias são aquelas repletas de reviravoltas inesperadas. Adoro quando o mocinho não é tão bonzinho quanto pensávamos, ou quando o vilão é tão carismático que, secretamente, você acaba torcendo por ele. Não estou justificando os seus atos, nem dizendo que o que eles fazem é o certo… Mas ainda sou do tempo em que, para uma história ser boa, ela tem que ter conflito – e o mínimo que o público espera é que ele não seja tão óbvio.

Ok, há quem diga que o sucesso das novelas reside na verossimilhança e na identificação que o público tem com a sua própria vida. Mas, cá entre nós, qual é a graça de assistir a situações pelas quais nós já estamos cansados de passar todos os dias?

Você pode até não concordar comigo, mas quais são as histórias que mais marcam? Quem não se lembra até hoje de Odette Roitman? (Ai se ela soubesse que seu caso serviria de exemplo para todas as outras novelas…!) Ou do carisma de Sinhozinho Malta? (Eu não era nem nascida, mas conheço sua fama!). Foram novelas que trouxeram algo novo, e escaparam pelo menos um pouco dos clichês.

Posso parecer um pouco radical (e olha que eu sou noveleira, hein??), mas que falta originalidade nos enredos atuais… Ah, falta!

Enquanto você rumina tudo o que está escrito aí em cima, que tal conferir uma das melhores cenas da vilã mais carismática de todos os tempos?

Coluna K: 30 Seconds to Mars – The kill

Por , 18 de agosto de 2011 9:11

Essa semana vou sair um pouquinho do pop, vou falar de uma banda que gosto muito: 30 seconds to mars.

30 Seconds to Mars é uma banda norte americana de rock. Em 2002 foi lançado o álbum de estréia da banda, mas foi o segundo álbum deles que estourou de vez com singles como “The Kill”, “From Yesterday” e “A Beautiful Lie” e vendeu 4 milhões de cópias no mundo.

Um fator legal do grupo é fazer de cada clipe uma super produção, normalmente conta uma história bem legal e extremamente bem produzida.

The kill

O clipe de ‘The Kill’, pra mim, foi a música que me fez começar a gostar da banda. Eu sei que é uma coisa um pouco psicodélica demais (tem muitos elementos de ‘O iluminado’), mas foi tão bem feito que me conquistou.

É um clipe de ‘terror’ que conta a história de um grupo de pessoas que vai passar um tempo num hotel completamente deserto, teoricamente vão aproveitar a estadia para relaxar, mas quando chegam lá encontram as chaves dos quartos e um bilhete dizendo para ficarem longe do quarto 6277… Hum, intrigante…

No começo parece tudo bem com eles andando de skate por ai, jogando basquete, mas depois de uma semana um deles passa pelo tal quarto 6277 que está com a porta aberta e lógico que ele entra. Ele encontra uma bela loira saindo do banho e dai pra frente o negocio desanda, um vê uma cópia de si mesmo andando pelo hotel, o outro é servido no bar por ele mesmo, uns fantasmas aparecem e nem vou comentar do cara vestido de cachorro. No final parece que eles passam a fazer parte de toda aquela gente estranha.

Enfim, nem tem muito o que comentar, melhor assistir:

 

Pipoca Salgada – Thor

Por , 17 de agosto de 2011 14:29

E aí gente, tudo bom com vocês? Bom fiquei empolgado em falar de um filme da Marvel na semana passada, vou falar de outro essa semana, o Thor.

SINOPSE

Thor (Chris Hemsworth – Star Trek) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins – O Silêncio dos Inocentes) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman – Cisne Negro) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston – Meia-Noite Em Paris) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

CRÍTICA

Na minha opinião, a Marvel está para os jovens assim como a Disney está para as crianças. A criatividade e qualidade de suas histórias são de uma competência inenarrável, tanto que qualquer filme feito com qualquer personagem da Marvel, as salas de cinema ficam lotadas.

Porém, vamos falar hoje sobre um dos personagens da Marvel, Thor. Eu não conhecia o personagem antes de ver o filme, para mim ele parecia um personagem meio estranho e sem criatividade, até pela sinopse não parece algo muito interessante. Entretanto, ao ver o filme, mudei completamente de opinião. Ok, talvez não seja o personagem com a história que mais me interessou, porém, em relação ao filme, os cenários foram muito bem construídos, os personagens igualmente, o roteiro, as piadas engraçadíssimas, tudo foi muito bem feito, creio que, fazendo jus à história em quadrinhos.

O modo como a história foi contada, talvez seja um dos pontos mais interessantes. O filme começa com o atropelamento de um homem após um tornado no meio do deserto. Você fica meio instigado pensando “O que será que aconteceu? Como ele foi parar lá?”, e a história vai se desenrolando, sem muita pressa, contando o antes e o depois do acidente, se revezando em cenas na terra e em Asgard.

Eu gostei bastante do filme, mas vejo, ainda sim, alguns defeitos. A construção da paixão de Thor, por uma das personagens (não vou dizer qual, mas que certamente vocês não demorarão para descobrir) ficou muito vaga. Ambos não têm muitas cenas juntas e as que têm são gastas com diálogos cansativos e novelísticos, deixando assim a química de lado. Esse era um ponto que deveria ter sido muito mais explorado, pelo fato de um pedaço importante da história depender dessa paixão. Outro ponto negativo foi o 3D que, certamente, foi convertido, e não feito com a tecnologia estereoscópica, somente para ganharem mais dinheiro nas bilheterias. Não achei nada demais, aliás, seria até um pouco menos cansativo para as retinas assistir em 2d.

A Marvel, agora com a Marvel Studios, acertou mais uma vez (A Marvel Studios foi responsável pelos recentes e ótimos “O Incrível Hulk” e “O Homem de Ferro” 1 e 2). Ao assistir Thor você fica encantado com os mundos construídos, com os efeitos, com as cenas de ação, com a história, tudo foi feito com muita qualidade.