Combo: Fala Série! + Entre Páginas – The Lying Game
De mãos dadas com o meu vício por livros e café está o meu vício por séries de TV. É só começarem a anunciar o ínicio da fall season (época do ano em que voltam todas as séries renovadas e/ou novas tramas passam a ir ao ar) que eu já abro um milhão de abas no browser do computador, assisto a todos os trailers e faço uma listinha das séries que eu irei acompanhar ao longo do ano. E foi assim que eu me deparei com The Lying Game.
A manchete já dizia: “Da mesma autora e dos mesmos criadores de Pretty Little Liars”… Ok, a premissa já me fisgou! Para quem não conhece, PLL (para os íntimos) é uma série que envolve meninas ricas, com roupas da moda e visual hollywoodiano, que moram em uma cidade do interior e têm que lidar com o assassinato da líder da gangue e com a constante ameaça de uma tal de “A”. Eu comecei a assistir a série no ano passado e me vi presa ao enredo e ao mistério que permeia os episódios. Porém, confesso que, apesar de gostar da história, tive uma certa “preguiça” de dar o play na segunda temporada. Então, com o espaço para dramas adolescentes em aberto, fui atrás de The Lying Game… E não me arrependi.
A história não é a mais original de todas – quem acompanhou todas as reprises de A Usurpadora no SBT já está vacinado contra tramas que envolvem trocas de lugares entre irmãs gêmeas – mas me conquistou bastante.
Na série, acompanhamos Sutton, uma menina rica que decide se embrenhar na busca pela mãe biológica. Suas pesquisas a acabam levando até Emma, sua irmã idêntica à Nina Dobrev, a Elena de The Vampire Diaries, que viveu em lares adotivos durante toda a vida. As duas decidem então se encontrar para resolverem este mistério juntas, mas esse não era bem o plano que Sutton tinha em mente… A garota sugere que Emma fique em seu lugar e viva a sua vida como se ela fosse a própria Sutton, enquanto a “verdadeira” viajaria atrás de novas informações. Porém, o que ambas não sabem é que o buraco é mais embaixo tem muita gente que, por algum motivo, não quer que o passado seja desenterrado e fará de tudo para manter o mistério guardado a sete chaves.
Recheada de intrigas, esbanjamento de dinheiro e romance, a série agrada os espectadores que gostam de um bom teen drama (sim, eu me incluo, tá?). E foi justamente para tentar descobrir um pouco mais sobre a história que fui correndo atrás do livro. E acontece que…
…o livro é beeeem diferente da série! Sério, do tipo “mudou o sentido”. Sabe por quê?
Eu tinha uma vida pela qual qualquer um mataria.
Até que alguém o fez.A pior parte de estar morta é que não há mais por que viver. Não há mais beijos. Não há mais segredos. Não há mais fofoca. Só isso é o suficiente para matar uma garota novamente. Mas eu estou prestes a ter algo que ninguém mais tem – uma segunda chance, graças a Emma, a irmã gêmea há muito perdida que eu nunca pude conhecer.
Agora Emma está desesperada para saber o que aconteceu comigo. E a única forma de descobrir é sendo eu – escorregar na minha antiga vida e unir todos os seus pedaços. Mas ela poderá rir de piadas internas com minhas melhores amigas? Convencer meu namorado de que ela é a garota pela qual ele se apaixonou? Fingir ser uma filha alegre e desenvolta enquanto dá um abraço de boa noite em meus pais? E ela poderá desvendar o mistério, mesmo que perceba que o meu assassino está observando cada gesto seu?
Que o jogo de mentiras comece.
Só pela sinopse já dá pra notar a grande diferença entre a série e o livro: sim, na obra da Sara Shepard, Sutton está morta. E antes que você brigue comigo, dizendo que eu revelei um grande spoiler, perceba que a história já começa depois de sua morte – aliás, é a própria que narra os acontecimentos.
O mais engraçado é que o foco da narração é mais ou menos duplo. Apesar de Sutton possuir a “voz”, é Emma que nós acompanhamos ao longo do livro – a não ser por alguns momentos reflexivos em que sua irmã tenta resgatar suas memórias ou comenta algo sobre os outros personagens. Aliás, esse é um fator bem interessante e que enriquece a narrativa. Ao mesmo tempo em que temos uma narradora em primeira pessoa, o que restringe o seu grau de conhecimento acerca dos acontecimentos, ela também conhece as pessoas melhor do que outro narrador conheceria. Porém, sua memória não está muito definida…
Também é bastante interessante o contraste entre as duas irmãs. Como eu já citei acima, é bem estilo A Usurpadora mesmo! A Sutton não chega a ser má, mas também não era nenhuma santinha…! E Emma se vê tendo que viver a vida da irmã que ela nunca chegou a conhecer, ao mesmo tempo em que tem que lidar com um universo completamente diferente do seu.
Apesar de o mistério do livro ser muito mais consistente do que o da série (afinal, um assassinato é muito mais instigante do que a busca por uma mãe biológica), ele ainda é bastante introdutório. Isso significa que estamos apenas na pontinha do iceberg e que ainda teremos muita coisa pela frente… (o que, levando em conta que a outra série da Sara já está no oitavo livro – e longe de acabar – não é algo muito animador).
Sempre durma com um olho aberto. Nunca tenha nada como garantido. Seus melhores amigos podem ser justamente seus inimigos.
Só nos basta esperar para saber que surpresas nos esperam em Never Have I Never (tentem traduzir esse título!) e na série da ABC Family!
Obs: Rolam boatos de que os direitos de The Lying Game já foram adquiridos pela editora Rocco e que a previsão de lançamento é para o ano que vem!
Ficha Técnica:
Título: The Lying Game
Autor: Sara Shepard
Editora: Harper Teen
Páginas: 307
Avaliação: 3/5 estrelas






























