Summer Soul Festival 2012 – Diário de Bordo

Por , 25 de janeiro de 2012 18:13

Uma pitadinha de Dionne Bromfield aqui, um toque de Rox ali, um tempero à lá Florence and The Machine, com um picadinho de Seu Jorge com Bruno Mars para acompanhar.

O resultado dessa mistura? Um mega show!

Um conselho para você, que quer se aventurar em festivais como este? Use filtro solar.

Sol, calor e música. Tem combinação melhor? (Er… Na verdade tem, né? Poderia estar mais “fresquinho”, mas ainda assim é melhor o sol do que a chuva, não é mesmo?).

E lá estava eu, no meio de 982792 milhões 22 mil pessoas, enfrentado o calor e o sol de rachar na fila para entrar na Arena Anhembi, em São Paulo. Tudo para conferir de pertinho as performances dos 5 artistas que se apresentariam no palco do Summer Soul Festival. (Ok, é nessa parte que eu comento que, na realidade, só estava ali porque precisava assistir ao show de Florence and The Machine e que estava um tanto curiosa para assistir à apresentação do Bruno Mars. Mas vocês entenderam…).

O mais engraçado é que, logo na fila, era fácil reconhecer quem estava ali para ver a Florence (geralmente uma galera mais bem vestida, ou com um ar “cult” – ou tinha mais de 15 anos) e quem estava ansioso pelo Bruno Mars (na sua maioria meninas com faixas escritas com gliter, acompanhadas pelas mães, ou pessoas que usavam chapéu mesmo com o calor infernal – marca registrada do cantor). Já dos fãs dos outros artistas, não havia nem sinal… Mas não posso afirmar que eram inexistentes, pois tinha um menino do meu lado que sabia TODAS as letras das músicas da Dionne Bromfield (que pelos leigos é conhecida como “a afilhada na Amy Whinehouse”).

Já passava das 16h quando os portões foram abertos. A fila começou a andar e… Uma surpresa: os ficais estavam pedindo RG e carteirinha de estudante! (Quando foi a última vez que fizeram isso???) É claro que eu estava sem a carteirinha, então parti para a estratégia “se-você-falar-demais-o-cara-se-perde” e já saí afirmando que “estava sem a carteirinha, mas meu nome estava no ingresso”. E deu certo.

Quem está acostumado com festivais, já sabe: no começo, é tudo uma maravilha! A pista ainda está vazia, as pessoas estão mais sossegadas, tem espaço para sentar… E tem muita gente que só chega na hora do seu artista preferido. Se bem que, para tarde de um dia útil, tinha muita gente! Até parece que o povo não tinha mais o que fazer…! Mas a galera resistiu bravamente até às 18h40, que foi quando o primeiro show começou.


Dionne Bromfield
abriu o festival esbanjando simpatia. Apesar de não ser grande conhecida do público, a mocinha não se intimidou (nem mesmo com a galera que ficava chamando pela Florece ¬¬) e mandou ver! Confesso que o seu tipo de repertório não faz muito o meu gênero, mas para quem gosta, é um prato cheio! (Não disse que o rapaz que estava do meu lado conhecia todas as músicas? Pois é… Sempre tem alguém!).

Além das faixas de seu novo CD, a cantora não deixou de fazer uma homenagem à madrinha de carreira, e entoou um pot-pourri com Ain’t No Mountain High Enough e Tears Dry On Their Own. Sem dúvida, o ponto alto da sua apresentação (tirando o seu guitarrista, que era simplesmente a ca-ra do baterista dos The Wonders!).

Depois do primeiro show, iniciou-se um certo buchicho acerca de quem seria uma tal de Rox, a próxima a subir no palco. Ela iniciou sua apresentação com uma versão da melodia meio retrô/meio sombria da Nancy Sinatra, velha conhecida dos cinéfilos: Bang Bang. Sim! Se você já assistiu Kill Bill, já ouviu essa música!

O show em si não foi nada demais. É bem verdade que a moça canta bem, e tem um baita vozeirão, mas ela me perdeu quando perguntou: “Quem aqui gosta de reggae?”. Ah, não! Lá vem o bendito reggae!!! Sinto uma tradição nem um pouco agradável se firmando nos festivais em que eu vou: não importa qual seja o conjunto, toda vez que espero ansiosamente por um show, tenho que aguentar o reggae. É o preço a se pagar, né? Bob Marley me assombra! Pelo menos desta vez a tortura demorou menos do que a performance interminável do Ziggy Marley no Pop Music Festival, o que já é algo a se comemorar…

Rox encerrou com um cover um tanto quanto esquisito de Only Girl (In the World), da Rihanna (demorei para reconhecer a música), que até levantou um pouco a galera. Mas nessa altura, já estava todo mundo contando os minutos para a próxima apresentação, que seria…

Florence and The Machine! Ai meu pai do céu! Que show! Sério! (Prepare-se para a rasgação de seda, porque a hora é agora)! Florence Welch subiu ao palco toda altiva e poderosa, com um vestido esvoaçante e detonou! Foi só as primeiras notas de Only It For a Night começarem a soar, que a plateia começou a cantar… e não parou mais! (O que é uma coisa surpreendente, uma vez que a banda não faz um sucesso tão grande por aqui – pelo menos não que eu saiba – e mesmo assim, todos sabiam as letras das músicas – mesmo as do CD novo!).

Aliás, a cantora já começou falando português com a galera (o que sempre conta pontos positivos) e fez a maior finta com a bandeira do Brasil! A apresentação foi tão, mas tão boa (olha eu aqui rasgando seda de novo!) que fica até difícil destacar os melhores momentos. Eu, particularmente, me emocionei mais com Cosmic Love, You Got The Love e Cosmic Love (que são as minhas queridinhas do primeiro álbum). Agora… Dog Days Are Over foi, inquestionavelmente, a música que mais repercutiu na galera, que pulou, cantou e botou a casa abaixo!

Depois de tanta emoção, só tinha uma coisa em mente: “ÁGUA!!!!!”. Entre empurrões e esbarrões, conseguimos sair do meio da multidão e corremos para a área de comes e bebes. E aí, podemos perceber a quantidade de gente que estava na Arena. Não importa para onde você olhava, sempre tinha muita gente! Em pé, sentada, andando, dançando…

Resolvemos ouvir o show do Seu Jorge à distância, enquanto recuperávamos as forças e dávamos descanso para as nossas pobres pernas (afinal, já passavam das 22h30!!). Cá entre nós, sim, é legal prestigiarmos os nossos artistas brasileiros, mas creio que a escolha não poderia ter sido mais aleatória. Era um festival de soul. Seu Jorge = samba e músicas para churrasco (como ele mesmo afirmou em seu álbum mais recente). Oi? Alguém me explica o que tem a ver? Mas, mesmo assim, o show também contagiou a plateia, que dançava, cantava e curtia todas as faixas consagradas do cantor.

A meia-noite já havia chegado quando a “principal” atração da noite deu as caras: Bruno Mars em carne, osso e simpatia levou a turma ao delírio! Sério, gente! Tenho que reconhecer que o cara é um showman completo!! Faz tempo que eu não via um show tão bem elaborado, coordenado e contagiante! Confesso que eu mesma não estava ali para vê-lo, mas mudei de ideia (ou “virei a casaca”, como minhas amigas fizeram questão de ressaltar) assim que ele subiu no palco. Mas também… Foi mesmo uma apresentação impecável!

Comemorei (e cantei muito) ao som de Billionaire, me encantei com a ótima Granade e me emocionei com as belíssimas Just The Way You Are e Talking to the Moon (um bis mais do que pedido). E não parou por aí…! A plateia vibrou com o mashup incrível de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana com Billie Jean, do Michael Jackson, e com o ótimo cover de Seven Nation Army, do White Stripes. Resumindo: um show simplesmente im-per-dí-vel! (Vindo de uma pessoa que “nem era tão fã de Bruno Mars assim”).

Você, paulista, já pegou a avenida 23 de maio na hora do rush? É como a via estava às 2h da manhã da quarta-feira. Acredita? Imagina toda aquela galera que lotou a Arena Anhembi, dentro de carros. Dá para ter uma noção do engarrafamento, né?

Mas, uma vez chegando em casa, temos que fazer um balanço dos danos físicos: pernas-para-que-te-quero e uma pele mais queimada do que linha de largada, porque né? “Ia chover!!! Para que passar protetor solar”? Nunca lembrei tanto daquele Filtro Solar, dublado por um certo apresentador de um certo reality show. Pois é. Um conselho para você, que quer se aventurar em festivais como este? Use filtro solar.

 

Fotos: G1

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