Pipoca Salgada – Meia-noite em Paris

Por , 23 de fevereiro de 2012 19:39

Nunca fui uma grande entendedora de cinema. Tudo o que sei é que gosto de boas histórias, protagonizadas por bons personagens (e bons atores, claro), localizados em um bom cenário e envolvidos por uma boa trilha sonora. E, sim, é claro que uma boa qualidade técnica também é importante, afinal, assim como a escrita de um autor é parte fundamental de um livro, o olhar do diretor e a sua materialização em imagens são partes vitais de um filme.

Mas, infelizmente, meus conhecimentos vão apenas até aí. A única experiência que trago no currículo são horas e horas de filmes assistidos, desde que me entendo por gente (o que, dependendo do referencial, nem é tanto tempo assim…!). E o que descobri em “toda” essa minha trajetória cinematográfica?

Que eu realmente gosto dos filmes do Woody Allen. Pronto, falei. Sei que esse é um diretor e roteirista controverso e que suas obras são capazes de dividir os cinéfilos em correntes de amor e ódio, mas eu gosto. (E sim, gosto é mesmo uma coisa subjetiva, mas se você já acompanhou este blog até aqui sabe que o que não falta nos textos é opinião, então…).

Logo, foi com imenso prazer que dei o play inicial em Meia-noite em Paris, o filme mais recente deste diretor. E me encantei instantaneamente! Mas também… Tem como não se encantar? O longa já começa com lindas imagens da cidade luz, banhada por uma trilha sonora bastante simpática – e com os créditos! (Alusão ao cinema de antigamente?).

SINOPSE

O filme conta a história de Gil Penders, um roteirista americano que está às voltas com um romance que está escrevendo durante uma viagem com a noiva por Paris. Enquanto ela o arrasta esbaforidamente pelas ruas da cidade, em busca de “Diores” e “Chanéis”, ele olha para as ruas e lamenta ter nascido em outra época, que não os anos 20. Porém, em uma certa noite, ao caminhar de volta para o hotel, Gil é abordado por um curioso carro antigo, que o leva por um passeio por Paris… Em plena era de ouro!

CRÍTICA

Imagine você, de volta à década de 20, entre as mulheres de vestidos rendados, jazz e arte?! Essa experiência por si só já seria uma coisa incrível, não é mesmo? Adicione a essa mistura autores aclamados como Francis Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, artistas como Picasso, Dalí e Matisse e uma boa pitada de Cole Porter (que, inclusive, domina a trilha sonora). Tem como errar?

O fato é que o filme mexe direto com aquele pedacinho nostálgico que guardamos dentro da gente e que sempre vem à tona quando descobrimos uma faceta do passado que faz com que nós desejemos ter vivido nele ao invés de no presente. Aliás, esse é justamente o mote principal do filme: nunca estamos satisfeitos com a nossa própria época, não importa qual seja ela. Mas… Será que não está na hora de valorizarmos também o aqui e o agora?

Vejo muita gente reclamando desta geração. Não temos (?) uma causa política para defender, nem jovens questionadores (?) e aprendemos (?) a viver quase que completamente online. Será?

Com suas cores vibrantes, atuações que, senão perfeitas, contagiantes – e bem caricatas! Apesar de sutil, o filme tem um “pezinho” no exagero – e um universo por vezes mais lúdico que real, o filme nos deixa com essa pulga atrás da orelha. E conquista!

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Roteiro, o longa está no páreo do Oscar, com indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original e tem grandes chances de ganhar pelo menos uma estatueta. Será uma boa aposta para o bolão? Não sei. Mas um ótimo filme para ser visto e revisto… Com certeza!

 

 

Ficha Técnica

Título: Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)
Lançamento: 2011
Direção: Woody Allen
Com: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.
Duração: 100 min
Gênero: Comédia Romântica

2 comentários para “Pipoca Salgada – Meia-noite em Paris”

  1. Vania disse:

    Amei, amei, simplesmente amei esse filme! Fui sem saber ao certo o que esperar e saí do cinema extremamente feliz! Fitzgerald aparecendo foi o ápice pra mim hahaha

    [Responder]

    Sabrina Inserra disse:

    Idem!!!! Só dava eu: “Noooooossa!!! É o Fitzgerald!!!!” *___*
    Hahahaha… Tem como não amar?
    Beijocas!!!!

    [Responder]

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