Fala Série! – Moonlight
(Post originalmente publicado na coluna #PsychoSeries, no Psychobooks)
Um vampiro atormentado conhece uma humana e se apaixona por ela. Oh, wait!
Não, não se trata de uma adaptação televisiva de “Crepúsculo”, mas sim de Moonlight, uma série veiculada pela CBS em 2008 e que chegou às telas brasileiras através da Warner.

Aliás, acredito que o contexto do seu lançamento explica algumas “cositas”… Afinal, se por um lado a série de livros da Stephenie Meyer ainda não era tão conhecida no Brasil, ela já acumulava um sucesso considerável nos States. Logo, por que não investir em um seriado que explora (e muito bem) o tema vampiresco? (Sim, ela veio antes de “The Vampire Diaries!)
Ao longo da sua primeira e única (sninf sninf) temporada, acompanhamos a história de Mick St. John, um vampiro transformado há 50 anos por ninguém menos do que o grande amor da sua vida: Coraline. Porém, a mulher é também o seu grande ressentimento, afinal, além de enganar o seu jovem marido, a vampira o transformou contra a sua vontade – e no dia do seu casamento! Repudiado pela sua nova condição, o rapaz a abandona em meio a um incêndio e a vê morrer.
Muitos anos depois, encontramos Mick já “condicionado” a essa nova vida, trabalhando como detetive particular. E é justamente ao investigar um de seus casos que ele se depara com Beth Turner, uma repórter investigativa com uma quedinha por situações perigosas e inusitadas. A partir daí, os dois passam a formar uma espécie de “dupla dinâmica”, sempre metida em investigar casos que envolvam a presença de elementos sobrenaturais.
Assim, à primeira vista, a série pode não apresentar nada de muito surpreendente… Mas é só assistir a um episódio que você se vê fisgado pela trama! E não é para menos…! Além do elenco bem carismático, que conta com o galã Alex O’Loughlin (“Hawaii Five-0”), Jason Dohring (o Logan de “Veronica Mars”) e Sophia Myles (“Tristão e Isolda”), o seriado também surpreende ao apresentar mais uma faceta dos seres de caninos afiados.
A mitologia de “Moonlight” é bem… misturada. Apesar de seu amigo Joseff ser um vampiro mais de raiz que se alimenta “direto da fonte”, Mick prefere levar uma vida mais pacata e sobrevive de bolsas de sangue (rola o maior mercado negro no necrotério… Argh!). Ambos podem sair de dia, mas a luz do sol direta por muito tempo faz mal ao seu organismo. Inclusive, temos um episódio (“Fever”) que explora bem esse aspecto! Porém, o que mais chama a atenção – e é o grande mistério da história – é uma possível “cura” para o vampirismo, que Mick busca a todo custo.
Maaaas… Não posso revelar mais nada sem que seja um baita spoiler para quem quer conferir a série, então vou parar por aqui.
Outro fator que merece destaque é a trilha sonora dos episódios. “Moonlight” é uma daquelas séries que você assiste com o papel e a caneta do lado para anotar cada música – sério, já descobri muitas bandas legais por causa dela!
Mas, apesar do momento propício para os vampiros, de um enredo interessante e de um romance de tirar o fôlego, a série acabou não sendo renovada para uma segunda temporada, o que pegou de surpresa os fãs da série. Só nos resta relembrar…











