Entre Páginas – Divergent

Por , 30 de julho de 2012 22:52

 

Cenários pós-apocalípticos, governos totalitários, rebeldia… Tem como não amar distopias?

Ao contrário do que acontece com romances sobrenaturais ou outras obras voltadas para o público jovem adulto, acredito que nesse gênero os autores têm um espaço maior para criar, uma vez que constroem mundos, sociedades e regimes do zero. Acho que foi por isso que eu (ainda) não consegui enjoar do estilo e sigo na minha jornada por novas distopias.

Dentre as centenas de títulos que têm sido lançados nos últimos tempos, um dos que mais chamou a minha atenção foi Divergent, da Veronica Roth. Primeiro, pela capa lindíssima. Depois, pela sinopse e, em seguida, pela escrita hipnótica.

E foi por esses e outros motivos que me inscrevi avidamente na booktour do Murphy’s Library e acabei devorando quase que instantaneamente este livro!

 

Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco facções, cada uma dedicada a cultivar uma virtude em particular—Candor (os honestos), Abnegation (os generosos), Dauntless (os bravos), Amity (os tranquilos), e Erudite (os inteligentes). Uma vez ao ano, todos os adolescentes com 16 anos devem selecionar a facção para a qual devotarão o resto de suas vidas. Para Beatrice, a decisão está entre permanecer com sua família ou ser quem ela realmente é—ela não pode ter os dois. Sua escolha surpreende a todos, inclusive a si mesma.

Durante a altamente competitiva iniciação que se segue, Beatrice se torna apenas Tris e luta para identificar quem são seus amigos de verdade—e onde, exatamente, um romance com um garoto às vezes fascinante, às vezes exasperante, se encaixa em sua vida. Mas Tris também tem um segredo, um que ela mantem escondido de todos porque foi alertada de que isso pode significar sua morte. E ao descobrir um crescente conflito que ameaça destroçar sua sociedade aparentemente perfeita, ela também descobre que seu segredo talvez possa ajudar a salvar aqueles que ela ama… Ou destruí-la.

(Sinopse traduzida pela Maeva, do Murphy’s Library)

 

Mais um mundo, mais uma sociedade dividida de uma forma completamente diferente. No mundo de Divergent, Chicago foi segregada em 5 facções (espécies de comunidades que reúnem as pessoas de acordo com as suas principais características físicas e psicológicas): Candor reúne aqueles que são honestos acima de tudo; Abnegation agrupa os altruístas, que colocam o interesse de todos acima do seu; Dauntless reúne as pessoas de maior força física e de grande determinação; Amity recebe aqueles que prezam por um mundo pacífico e sem violência; Erudite, por fim, conta com as pessoas de mente mais afiadas, sempre ávidas por conhecimento.

Ao completarem 16 anos, os jovens devem passar por uma série de testes de aptidão, que aponta qual seria a melhor facção para eles. E então, durante a Cerimônia da Seleção, devem enfim optar se permanecerão na sua facção de origem ou se mudarão para outra.

Beatrice nasceu entre os abnegados. Sua vida sempre se resumiu a fazer tudo pelos outros, sem se preocupar com interesses pessoais, aparência ou bens de valores. Porém, seu teste acaba não saindo muito bem como o planejado e ela descobre que pertence a uma nova classe (considerada um verdadeiro tabu): a de Divergente. Ou seja, a menina apresenta características chaves de mais de uma facção – o que não é nem um pouco comum.

Ela opta então por viver entre os Dauntless, os destemidos. Mas o que ela não podia imaginar é que a sua vida mudaria completamente desde então…

O livro da Veronica Roth já me fisgou logo de cara. Me vi fascinada por essa Chicago distópica e por todas as suas facetas, principalmente pelo fato de as pessoas serem divididas por suas características – lembra até um pouco os sistemas de divisão por castas e segregações raciais que existem no mundo “real”… (Não sei se isso passou (ou passará) pela mente de vocês, mas eu fiquei intrigada!)

Diferentemente do que acontece na maioria das distopias lançadas até então, desta vez não temos exatamente um governo totalitário, mas sim um cenário onde cada facção é responsável por seus membros e deve cumprir um papel determinado na evolução da sociedade como um todo. Porém, os métodos utilizados nem sempre são os mais ortodoxos…

E, como se o enredo surpreendente já não nos deixasse curiosos o suficiente, tudo é costurado por uma escrita frenética, cuja leitura flui deliciosamente (com a exceção de uma pequena queda de ritmo no meio, mas que não fez com que eu me encantasse menos com a narrativa) – mesmo em inglês.

Os personagens também são capítulos à parte. Tris foge daquela fórmula de protagonista irritante e se mostra uma garota forte – mas sem escorregar para o formato “rambo girl”. Já Four arranca suspiros como um dos principais monitores dos Dauntless e rouba a cena toda vez que aparece! Já os secundários também não ficam atrás: me encantei com Christina, me comovi com Albert, simpatizei com Will e odiei Peter (como ‘pessoa’, não como personagem!).

Juntos, eles compõem uma trama de voltas e reviravoltas surpreendentes e imprevisíveis – principalmente no final. É claro que não posso revelar o que me deixou tão abalada, mas basta dizer que em determinado momento comecei a me preocupar, afinal, o desfecho que todos estávamos esperando chega bem antes do fim do livro… Resultado? Um gancho eletrizante (e imprevisível) para a continuação, Insurgent!

Se você está atrás de uma leitura viciante, repleta de ação, suspense e tensão… Corra para Divergent!!!

Obs: O livro será lançado em breve pela editora Rocco, então fiquem ligados!!

 

*nível de inglês: fácil/médio*

 

Ficha Técnica:

Título: Divergent

Autor: Veronica Roth

Editora: Katherine Tegen Books

Páginas: 496

Avaliação: 5/5 estrelas

Onde comprar:

Compre na Cultura Compre na Saraiva

4 comentários para “Entre Páginas – Divergent”

  1. Stefany disse:

    Esse livro está no topo do topo na minha lista, hahaha, deve ser muito bom!

    [Responder]

    Sabrina Inserra disse:

    Oi Stefany!!
    É muito bom sim!
    Uma leitura viciante, impossível de largar! ;)
    Obrigada pela visita!
    Beijos!

    [Responder]

  2. mikaela disse:

    oi, sei que faz quase um ano desde a pulicação deste post e me desculpe por lhe importunar só agora com isso… Mas você poderia me dizer se é realmente parecido com Jogos Vorazes? Só ouço falarem bem deste livro, mas não gosto muito deste tipo de ‘cópia’ não, me entende? Já li diversas vezes que são muito parecidos e não quero me decepcionar. :)

    [Responder]

    Sabrina Inserra disse:

    Oi Mikaela, tudo bem?
    “Divergente” se parece com “Jogos Vorazes” da mesma forma que todas as distopias se parecem… Mas não é uma “cópia” não!
    A formação da sociedade é completamente diferente, o enredo também… Ou seja, sim, temos uma mocinha “durona”, um governo totalitário e uma certa violência, mas também temos aspectos bem específicos dessa história.
    Eu gostei bastante do livro… Se eu fosse você, saria uma chance! ;)
    Beijos!

    [Responder]

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