Oscar 2013

Por , 26 de fevereiro de 2013 1:57

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Ah, o Oscar! Glamour, celebridades, tapete vermelho, piadas sem graça… e, é claro, prêmios!

Atire a primeira pedra o cinéfilo de plantão de não curte acompanhar de perto a tão esperada Entrega do Oscar, realizada sempre nessa época do ano pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood!

Os olhos do mundo se voltam para o Dolby Theatre, em Los Anges, por onde desfilam as principais estrelas do cinema americano! E rolou literalmente de tudo…!

 

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O apresentador Seth MacFarlene

A edição desse ano já começou de forma inusitada. Depois das críticas à performance da dupla de apresentadores do ano passado (Anne Hathaway e James Franco), o mestre de cerimônias Seth MacFarlene (conhecido por ser o criador da série Family Guy e do polêmico TED), resolveu “brincar” com a interpretação da mídia e literalmente cantou e dançou para tentar conquistar o público. Porém, apesar de contar com algumas performances bem interessantes, essa sequência de abertura foi um tanto quanto interminável – assim como toda a premiação!

Aliás, canto e dança foi o que mais se viu durante a cerimônia (parecia até que estávamos assistindo ao Grammy)! O prêmio todo foi uma grande homenagem ao gênero musical e contou com drops de filmes consagrados (como Chicago e Os Miseráveis) e apresentações por vezes surpreendentes e, por outras, cansativas. Talvez a culpa disso seja justamente do exagero. Foram muitas músicas, muitos números.

Shirley Bassey

Shirley Bassey

Mas algumas dessas performances merecem destaque! A plateia foi abaixo com a apresentação de Shirley Bassey do hit “Goldfinger”, em homenagem aos 50 anos de James Bond (e tinha como ser de outra forma?)! Outra que também surpreendeu foi Barbra Streisand que, mesmo não estando com a voz na sua melhor forma (ei, eu sou muito fã da cantora, viu?), conseguiu emocionar com a consagrada “The Way We Were”, entoada em homenagem ao compositor Marvin Hamlisch, falecido no último ano.

No quesito “prêmios”, podemos dizer que a Academia até que foi bastante “democrática”. Desta vez não tivemos nenhum grande vencedor, do tipo que leva 11 estatuetas para casa. Pelo contrário! O filme que conquistou mais categorias foi As Aventuras de Pi, com direito aos prêmios de Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original (de Mychael Dana) e Melhores Efeitos Visuais. Já o Oscar de Melhor Filme, o mais cobiçado da noite, ficou com Argo, que também levou os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição!

Jennifer Lawrence

Jennifer Lawrence

E entre os melhores atores, surpresas! Se por um lado já se esperava que Daniel Day-Lewis levasse a estatueta de Melhor Ator por Lincoln (com o melhor discurso da noite! – também quero ver Lincoln por Meryl Streep!), por outro fomos surpreendidos pela premiação de Jennifer Lawrence por O Lado Bom da Vida! Com a simpatia e desembaraço que só a atriz possui, ela conseguiu tropeçar, dar a volta por cima e realizar um discurso emocionante! Já nas categorias de Melhor Atriz e Ator coadjuvante, quem brilhou foi Anne Hathaway e Christoph Waltz, por Os Miseráveis e Django Livre, respectivamente. E olha que não foi fácil… Só tinha ator fera concorrendo!

Michelle Obama, da Casa Branca

Michelle Obama, da Casa Branca

E, se até aqui você ainda não havia se surpreendido, aposto que pulou da cadeira quando ninguém menos do que a primeira dama dos Estados Unidos surgiu no telão para anunciar o vencedor de Melhor Filme! Alguém viu isso chegando?! Seja para fazer média, esnobar o Globo de Ouro (que teve a participação do ex-presidente Bill Clinton) ou para corroborar o discurso pró-EUA de Argo, a presença de Michelle Obama arrancou exclamações!

Ufa! Lendo assim, parece interminável, né? E foi! Ao todo, tivemos mais de 3h30 de evento que, somada aos milhares de números musicais, deu a sensação de ser eterna…

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Ben Affleck e a equipe de “Argo”

Na minha opinião, na tentativa de se falar de tudo e de ressaltar a todos, a impressão é a de que a premiação se tornou um verdadeiro “Frankenstein”. O ar “descontraído” parecia por vezes “perdido” e confuso. Fui só eu que interpretei dessa forma? Posso até estar sendo um pouco “cri cri”, mas me peguei por vezes pensando: “falta muito para terminar”? “Ah, não! Mais um número”!

Acredito que o Oscar ainda não se encontrou nessa tentativa de mesclar a tradição com a modernidade… Mas vamos ver que surpresas a edição do próximo ano nos aguarda, não é mesmo?

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