Encontrando John Green

Por , 27 de março de 2013 16:00

selosemanajohngreen

 

Uma breve biografia

 

john_greenJohn Green nasceu em Agosto de 1977, na cidade de Indianapólis, Estados Unidos. Ele se formou no ano 2000 em Inglês e Estudos Religiosos. No início de sua carreira, Green escrevia críticas de livros para periódicos como a Booklist Magazine e para o New York Times.

Foi em 2005 que ele publicou seu primeiro livro, Quem É Você, Alasca? ganhador do prêmio Michael L. Printz, da ALA (American Library Association) de 2006, por “excelência em literatura para jovens adultos.”

Em 2007, John e seu irmão Hank Green criaram o Brotherhood 2.0, um projeto no qual eles não poderiam se comunicar via texto durante um ano. Os vídeos entre os dois fizeram tanto sucesso que após o término do projeto original, John e Hank criaram o website Nerdfighters e continuam postando vídeos toda semana sobre os assuntos mais diversos. Se vocês nunca pararam para ver os vídeos dos “vlogbrothers” como eles são conhecidos, eu sugiro começar com os vídeos de Thoughts from Places: meu preferido é o de Los Angeles após o tsunami + terremoto no Japão.

Logo após Alasca, Green escreveu o divertido O Teorema Katherine, e Paper Towns. Green também é o autor de Will Grayson, Will Grayson juntamente com David Levithan, e teve histórias publicadas em 21 Proms e Let It Snow. Finalmente em 2012, dois anos após seu último lançamento, John Green publicou A Culpa é das Estrelas, expandindo ainda mais sua influência pelo mundo.

Uma coisa que todas as histórias contadas por Green tem em comum são suas narrativas carismáticas e personagens com os quais nós conseguimos nos identificar de uma forma ou outra. Ele nos conta histórias simples mas fascinantes, que nos  tocam fundo, nos fazem pensar, rir e chorar, independente da nossa idade.

Green e a criadora da capa de Katherine

Green e a criadora da capa de Katherine

Conhecendo John Green

Foi no evento de lançamento de A Culpa é das Estrelas que eu tive a honra de ficar frente a frente com John Green por cinco segundos. Para promover seu novo livro, John e Hank Green saíram pelo país fazendo mais um show do que uma sessão de autógrafos, e a primeira parada foi aqui em Boston. O evento estava marcado para às 19:00 e começou pouco tempo depois, com o Hank Sock apresentando John Green. Mr. Green entrou no palco para alegria geral das (cerca de) 500 pessoas no auditório. Extremamente formal vestindo um terno cinza, ele leu um pouquinho do capítulo 2 de A Culpa é das Estrelas. Hank então subiu ao palco e cantou uma música que compôs especialmente para o livro.

A noite seguiu com John e Hank respondendo a perguntas dos fãs, e se eu tivesse que escolher apenas um momento inesquecível, ele seria quando John falou sobre Esther Earl, a quem o livro é dedicado. Esther era uma nerdfighter de Massachusetts que faleceu em 2010 vítima de câncer. A família de Esther estava presente e o público os aplaudiu de pé, por todas as coisas que Esther fez por essa comunidade, pela inspiração que ela foi e continua sendo para todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la. John Green foi uma dessas pessoas. Ele disse que seu novo livro não teria sido possível se ele não tivesse conhecido Esther, mas que gostaria de lembrar que o livro não é a história de Esther, mas sim uma obra de ficção na qual ele vem trabalhando desde muito antes de conhecê-la.

Antes das 21h, os irmãos Green se dirigiram à uma mesa no corredor para assinar os livros e CDs. E nós esperamos. E esperamos mais um pouco. E só para as coisas não ficarem muito monótonas, nós esperamos mais um pouco. Já passava das 23h quando entramos na fila, onde tivemos que – adivinhem! – esperar novamente, por mais de uma hora, mas sempre com bom humor. Logo após passar pelo laptop que ainda mostrava o livestream do show no YouTube e mandar um “hello to my friends watching this in Brazil(a Sabrina estava assistindo!!!) nos deparamos com uma mesa e um livro a ser assinado pelas pessoas presentes no evento. Como eu sou conhecida por minha originalidade, escrevi um “Hello from Brazil – Love, Vania” em uma das últimas páginas. Yay me!

Somente faltando apenas algumas pessoas para terem seus livros autografados antes de mim, e podendo ouvir cada resposta que ele dava a seus fãs, foi que a minha ficha caiu. Olhei pra minha amiga que havia me acompanhado, embora não conhecesse os trabalhos de Green, e falei algo como “Caraca, Marci! O John Green está bem ali!” e ela me olhou com uma expressão que perguntava silenciosamente se eu havia batido a cabeça ou algo parecido. Mas eu estava prestes a “conhecer” um dos meus autores favoritos, o terceiro Jota da minha trindade, e somente ao ouvir sua risada tão familiar por conta de seus vídeos, e vê-lo à apenas alguns metros de distância foi que eu me dei conta de que: 1. ele realmente estava ali e eu ia falar com ele, e 2. Oh céus, o que eu vou falar pra ele?

Tentando me lembrar do que Hank e John escreveram no programa (sim, o evento tinha um programa!) sobre conhecer os fãs (basicamente eles diziam que os fãs ficavam nervosos mas eles também, pensando se iam dizer a coisa certa ou se nós iríamos nos decepcionar e gostar menos deles depois de uma breve interação), eu ergui a cabeça e segui em frente. A Marci foi primeiro, e arrancou risos do John quando pediu o seu Quem É Você, Alasca? dedicado à Bellatrix e o meu Paper Towns dedicado à Tonks (longa história). Quando chegou a minha vez, eu disse um “oi” extremamente empolgado e ele respondeu da mesma forma. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, eu soltei a frase mais óbvia que veio à minha mente: “você deve estar realmente cansado,” e ele sempre um cavalheiro, disse que estava, mas que valia a pena e então me agradeceu por ter esperado tanto tempo. Agora que eu havia começado, eu estava disposta a ir até o fim apesar de estar tremendo de ansiedade, e disse que era eu que tinha que agradecer: pelos vídeos dele, pelos livros, por compartilhar suas palavras tão bonitas e por ser uma inspiração. Ele sorriu, meio tímido, e agradeceu novamente, terminando de assinar meus livros e me desejando uma boa noite.

Foi a vez de Hank Green então, e a Marci pediu outro hanklerfish no exemplar dela de A Culpa é das Estrelas (John Green assinou toda a primeira edição do livro e em alguns exemplares Hank desenhou um anglerfish – batizado de hanklerfish porque bem, ele é o Hank). Eu dei meu programa para ele assinar e me lembro de ter dito “oi” mas nada mais. Eu sei que falei mais alguma coisa, mas o nervosismo por ter acabado de estabelecer um diálogo com John Green era tão grande que eu não me recordo.

Mais de um ano e diversos eventos depois, essa continua sendo a noite literária mais divertida que já tive a oportunidade de participar. Não apenas pela interatividade, mas porque ser fã de John Green é poder abraçar nosso lado nerd, celebrar a literatura, o direito de lermos o que nos dá prazer, é ser tratado de igual pra igual por alguém que te inspira. É ser awesome e não se esquecer disso nem por um minuto!

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