Blá Blá Blá – O Rebu

Por , 14 de julho de 2014 5:00

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Uma grande festa de gala. Um casarão. Muitos convidados. Um corpo flutuando na piscina. Todos são suspeitos. Essa é a premissa da mini-novela das 23h que a Rede Globo leva ao ar hoje (14), remake da original O Rebu (1974) de Bráulio Pedroso, vai mexer com os sentidos dos telespectadores. E os diretores e roteiristas já avisaram que não vão deixar o público piscar um só momento, pois acontecimentos terão e muitos.

Um corpo é encontrado na piscina da mansão de uma das empresárias mais ricas do país, durante uma festa. Imediatamente, perguntas ficam no ar: quem morreu? Foi acidente? Suicídio? Ou assassinato? Algum convidado ou funcionário da casa está ligado à morte? A trama de ‘O Rebu’, próxima novela das onze, se desenrola num clima de mistério, luxo e poder. Inspirada na novela original homônima de Bráulio Pedroso, exibida em 1974, a história se passa em apenas 24 horas e é narrada, simultaneamente, em três diferentes tempos: festa, onde se dão encontros e desencontros amorosos e jogos de interesses em torno de um grande negócio; o dia seguinte, quando acontece a investigação policial em torno da morte; e flashbacks com os principais personagens que poderiam ter motivações para estar envolvidos na morte da vítima.

Escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, com direção geral e de núcleo de José Luiz Villamarim. A nova novela das 23h é o resultado de um grande investimento por parte da Rede Globo, o horário das 23h é muito livre e permite-se muito mais que nos principais horários. Por sua vez, e por ir tão tarde ao ar considerando que a maioria das donas de casa estão se preparando para irem dormir, esse lançamento tem a missão de resgatar um público mais jovem, mesmo que até a estreia não sabemos ainda como é o perfil da audiência.

Assim como na sua primeira versão, a mini-novela vem de forma inovadora. A mini-novela vai ser contada ao todo em 36 capítulos, e a trama se desenrola ao longo de 24h entre o começo e fim da festa. E a partir dessa festa vários desdobramentos vão acontecendo, um emaranhado de teias e pessoas jogando por poder, e quem não ama poder, ainda mais nas mãos de uma mulher?

Na releitura, a mulher é centro do poder como na versão original. Ângela Mahler, aqui vivida por Patricia Pilar é a punho de ferro, quem manda e desmanda em tudo e todos, a anfitriã da festa. O desejo de deixar a personagem principal uma mulher partiu dos roteiristas, que assinaram O Canto da Sereia (2013) e Amores Roubados (2014), pois, hoje em pleno século 21 muitas mulheres são grandes líderes nas esferas da sociedade, a inversão de papeis com os homens é algo que deixou de ser tabú e vem se tornando cada vez menos importante.

Com uma trama enxuta e um elenco reduzido (muito por sua duração), a telenovela vem com pegada e pinta de série de TV. Para quem gostou de Amores Roubados e O Canto da Sereia deve se preparar para vivenciar novas emoções sem medidas. Com um elenco 5 estrelas e produção afinadíssima, O Rebu quer brilhar no horário das 23h, e mesmo sofrendo com o final da Copa do Mundo e a chegada do Horário Político, com certeza vai brilhar no IBOPE e conquistar um público que anseia por uma história mais ágil e cheia de mistérios.

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