Especial Halloween – Medo

Por , 27 de outubro de 2014 9:00

Para iniciar o nosso especial de Halloween de 2014, vamos falar de um ponto muito importante para toda a indústria do terror: O Medo.

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Você com certeza já conheceu uma pessoa que tem um medo irracional e se não falou na frente dela, deve ter comentado como o medo daquela pessoa ‘é ridículo’. Talvez seja até você que tenha um medo que todos os consideram ‘fora da curva’.

Pode até existir alguns medos irracionais, mas cada medo que uma pessoa carrega é único e tem a mesma força de qualquer outro medo.

Temos duas pessoas A e B, por exemplo.

A, tem medo de ser assaltada ao voltar para casa tarde.

B tem medo de palhaço.

Atualmente, há mais de 100 tipos diferentes de pesquisas  para descobrir como o corpo reage medo, porém não há uma maneira ainda de o quantificar.

Os medos são distintos, mas a reação é a mesma. Pode ter dentro do conceito ‘humano’, um medo é mais fácil de mensurar a sua ‘importância’ para o contexto do nosso mundo que o outro. Porém, as reações do corpo são as mesmas para ambos os casos, já que os nossos cérebros são programados para serem similares em sua estrutura.

A reação ao medo pode ser diferente.

A pessoa A pode correr e a B vai optar por ficar parada, mas o que elas sentem tem o mesmo peso.

Medos iguais, reações distintas

E porque algumas pessoas que tem o mesmo medo reagem de forma diferente?
O medo é causado pela amídala, órgão importante para a entrada e envio para o cérebro das emoções para dentro do cérebro, entre eles o medo.

A primeira reação quando sentimos medo é o que os pesquisadores chama de ‘congelar’ na posição. Quando escutamos um barulho de tiro, nossa primeira reação é parar um instante, talvez endireitando o corpo para descobrir de onde está vindo, e só depois tomamos a próxima reação que o corpo irá tomar.

Isso acontece, porque não é só a amídala que envia essa informação pra o cérebro. E como temos vários caminhos que a mesma informação está chegando, o cérebro precisa de ‘um momento’ para processar isso.

Porém, como os cientistas não conseguiram saber como é a comunicação efetiva da amídala com o cérebro e tentar entender ainda mais sobre essa ligação e como ‘a memória’ do barulho do tiro, por exemplo, pode iniciar todo o processo interno de reação do corpo.

Eles usam algumas técnicas para tentar descobrir e também auxiliar no tratamento de distúrbios causados pelo medo como, ansiedade e stress pós-traumático, mas mesmo isso  não foi o suficiente para desvendar as perguntas mais importantes para se entender o medo.

Porque eu tenho os mesmo medos dos meus pais? Ou porque eu não tenho os mesmos medos que eles?

Muitos genes influenciam o medo e não há um só gene responsável por isso. Mas nós herdamos isso dos nossos pais, e por isso, podemos ter mais predisposição para reagir a determinada situação de acordo com o que carregamos no DNA.

Porém, são necessárias outras formas de combinação do ambiente para determinar isso. A pessoa tem a predisposição, mas é o histórico ligado a ela especificamente, que vai iniciar as reações do corpo.

É possível encontrar muitas crianças que tem medo do escuro, porque seus pais tem. E isso não foi passado pelo gene, mas sim pelas experiências e como essa criança aprendeu a reagir aquela situação ao ver as reações das suas pessoas mais próximas.

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