Entre Páginas – Never Judge a Lady by Her Cover

Por , 29 de novembro de 2014 20:30

Com Rules of Scoundrels, Sarah MacLean criou uma das melhores séries de romances históricos que já tive a oportunidade de ler. Com uma escrita impecável, histórias incríveis e personagens marcantes, Sarah conseguiu criar um universo que permeia 7 livros e duas séries para culminar no livro Never Judge a Lady by Her Cover, o último livro dos Scoundrels. É um desfecho memorável, intrigante e bem feito para esta série que é já pode ser considerada um clássico do gênero.

Atenção! Esta resenha contêm spoilers dos outros livros! Já foram lançados, na ordem: A Rogue By Any Other Name, One Good Earl Deserve a Lover e No Good Duke Goes Unpunished.

 

 NEVER JUDGE A LADY BY HER COVERDe dia, ela é Lady Georgiana, irmã de um duque, arruinada antes de sua primeira temporada no pior tipo de escândalo. Mas a verdade é muito mais chocante, nos cantos mais escuros de Londres, ela é Chase, o misterioso, desconhecido fundador da casa de jogos mais lendária da cidade. Durante anos, sua dupla identidade nunca foi descoberta. . . Até agora. Brilhante, impulsivo, bonito como o pecado Duncan  West está intrigado com a mulher bonita, arruinada que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e pecado. Ele sabe que ela é mais do que parece, e ele promete desvendar todos os segredos de Georgiana, revelar o seu passado, ameaçando o seu presente, e arriscar tudo o que ela tem de mais valioso. . . Incluindo seu coração.

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Nota Musical – Review show do Jake Bugg em São Paulo

Por , 28 de novembro de 2014 11:44

Um artista tem que ser muito bom, para dentro da minha lista de prioridades eu querer ver ele duas vezes no mesmo ano. E é com muito orgulho , que informo que Jake Bugg, não só ganhou o direito a isso, como entregou um show incrível. Pela segunda vez no mesmo ano! =D

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Quando o show do Jake Bubb terminou no Lolla 2014, eu fiquei triste por não ter tido a oportunidade de ver ele no slide show que ele fez do festival. Cheguei em casa e passei os dias escutando cada vez mais as suas músicas e não parecia que eu tinha visto o suficiente dele.

Alguém deve ter ouvido as minhas preces, porque ontem ele passou em São Paulo, fazendo a terceira apresentação em 2014 na cidade paulista, e eu não só comprei o ingresso assim como abriu, como agora após ter visto ele ao vivo, tenho certeza que vai ser difícil ele voltar um dia e eu falar, ‘Ah não, já vi.’.

Jake não é o mais simpático ou expansivo no palco, mas é essa mesma atitude que o faz tão único. Não encaro o seu jeito ‘marrento’ como prepotente ou arrogante. Ele é assim, e pronto.

Há muito tempo também troquei a minha expectativa em relação a reações dos artistas em shows. E admito, prefiro mil vezes alguém como o Bugg que fica caladão e solta poucas frases ao longo do seu show, mas faz todos os momentos dele memoráveis tocando e cantando como nunca.

Sem telão e na pista normal, li em alguns reviews que ele ficou parte das músicas com os olhos fechados, sentindo e focando na sua música, como ele mesmo descreve esses momentos. E eu lá atrás não reparei e mesmo se estivesse na frente não ligaria.

foto 5Passei metade do show quase nessa mesma situação, realmente me embalando nas canções que eu conhecia tão bem.

Devagar e sem perceber, as músicas dos dois CD’s de Jake encheram todas as minhas playlist e serviram de base para (quase) tudo que eu fiz nesse ano.  E por isso, salivei (e cantei) atrás de todas as canções que ele entoou ontem.

Ele começou o show com Messed up Kids pontualmente às 21:30, e durante por uma hora e meia cantou os seus grandes hits como Songs About Love, Me and You e Trouble Town.

Saiu Simple as this e entrou Slide, que ao vivo ganhou outros ares.

A noite se encerrou com a magnifica Lightning Bolt, mas o ponto alto da noite é Broken, que mesmo atrapalhando por uns gritinhos das fçãs mais animadas, ainda consegue carregar a sua sobriedade e profundidade.

Bugg, ainda tem um caminho bem grande e acredito que com os anos ele vai aprender a ter uma presença um pouco diferente no palco, porém eu gosto dele assim. Com composições que poderiam ser fácil uma coleção de poemas, tocando muito e passando sempre pelo Brasil, ele pode continuar sendo ‘marrento’ para sempre.

Nota Musical – Review Paul McCartney em São Paulo

Por , 27 de novembro de 2014 11:34

Nada como poder dizer (e ter essa experiência) que você viu um Beatles tocar. E eu, ao lado das 45 mil pessoas que compareceram ontem, dia 26/11, no Parque Allianz, podemos lhe dizer que valeu muito a pena ver Paul McCartney tocar.

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Cada um tem a sua banda favorita, e elas, de um jeito ou de outro, tem a sua importância no cenário musical. Mas poucos têm a mesma dimensão de influência e marcaram a sua geração (e as próximas que viriam), como os The Beatles.

O quarteto de Liverpool foi mais longe do que poderia imaginar e conhecer pelo menos uma parcela disso é incrível. Sério!

Paul tem segmentado a sua carreira solo desde que saiu da banda lá na década de 60, e mesmo os seus CD’s não vendendo tanto, ou tendo tanto influência como a sua banda original, a estigma da banda seguiu a face dela.

Trazendo a turnê do seu CD lançado ano passado, e fazendo a décima apresentação em menos de 5 anos em terras nacionais, Paul apresenta as suas músicas solos com a mesma certeza e vontade que as antigas e para alguém como eu, poderia espoe

O show começou quase às 22 horas da noite e cumprindo a risca o que seguiu nos outros shows, teve quase 3 horas de duração.

Intercalando músicas da sua carreira solo, e do novo CD, com as MUITO esperadas dos Beatles, a apresentação foi bem dosada e em nenhum momento a plateia se deixava de entreter.

McCartney pode não ser o melhor frontman da história, mas ganha vários pontos ao soltar frases em português, mas quase de forma espontânea. Não há uma força de barra, não há o tão manjado ‘vocês são a melhor plateia que já tive’, e com isso, ele conquista a todos os presentes.

Mesmo para quem não conhece bem todas as músicas, não dá para sair de um show desse porte e dessa magnitude sem estar pelo menos satisfeito. Junto com tudo isso, o clima de nostalgia e de que ‘estou vendo uma lenda viva’, ajuda a criar um consenso na plateia de que realmente você está vendo uma lenda viva.

Os pontos altos são principalmente quando as músicas dos Beatles são tocadas, e ontem, canções como We Can Work it Out e Ob-la-di Ob-la-da, foram recebidas com vivas.

O grande ponto alto da noite, é quando Hey Jude é entonada e selando de vez a ligação da plateia com aquele momento.

 Setlist do show de 26/11:

  • Magical mystery tour
  • Save us
  • All my loving
  • Listen to what the man said
  • Let me roll it
  • Paperback writer
  • My valentine
  • Nineteen Hundred and Eight Five
  • The Long and winding road
  • Maybe I´m amazed
  • I´ve just seen a face
  • We can work it out
  • Another day
  • And I love her
  • Blackbird
  • Here today
  • New
  • Queenie eye
  • Lady Madonna
  • All together now
  • Lovely Rita
  • Everybody out there
  • Eleanor Rigby
  • Being for the benefit of Mr Kite
  • Something
  • Ob-la-di Ob-la-da
  • Band on the run
  • Back in the USSR
  • Let it be
  • Live and let die
  • Hey Jude
  • Day tripper
  • Get back
  • I saw her standing there
  • Yesterday
  • Helter Skelter
  • Golden Slumbers/ Carry that weight/ The End

Crédito da foto e do setlist: Ricardo Alexandre do R7

Entre Páginas – 1 Página de Cada Vez

Por , 26 de novembro de 2014 14:08

Há um bom tempo no mercado estrangeiro, os livros interativos entram em cena no Brasil cada vez mais. As pessoas estão tomando vontade de soltar a criatividade e se deixar desligarem um pouco da rotina do dia-a-dia.

1-pagina-de-cada-vez-capaPense em alguma coisa que deixa você inseguro e escreva o que é em letras enormes. Use o espaço todo! Olhe bem para o que você escreveu. Agora vire a página. No seu primeiro livro, o artista gráfico americano Adam J. Kurtz usa provocações divertidas como esta para fazer o leitor refletir sobre sua vida ao mesmo tempo em que testa a própria criatividade. Como o título diz, cada página traz uma brincadeira diferente. Pode ser uma pergunta, uma sugestão de desenho ou um pedido para que você crie uma lista de músicas para seu amor verdadeiro ou das melhores fatias de pizza que comeu na vida. O autor também pede para o leitor colar objetos inusitados nas páginas do livro e compartilhar nas redes sociais algumas das anotações feitas nele. Uma maneira espirituosa e lúdica de buscar o autoconhecimento.

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Pipoca Salgada – Jogos Vorazes: A Esperança – Parte I

Por , 24 de novembro de 2014 14:13

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A saga iniciada em Jogos Vorazes deu um novo tom ao cinema jovem. Uma heroína como não se via há muito tempo entrou em cena para brigar como se fosse gente grande. Jogos Vorazes deu um novo fôlego ao mercado de filmes distópicos e provou que tinha fôlego para continuar.

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Entre Páginas – Ligeiramente Casados

Por , 21 de novembro de 2014 9:00

Nada me deixa tão feliz quanto o lançamento de um bom romance histórico. Sei que a cada mês vou encontrar algo novo na livraria, e a cada nova autora que é lançada a minha felicidade só aumenta. Então queridas leitoras não deixem de exigir mais e mais traduções do gênero, ainda temos muitas autoras boas que não tem livros publicados no Brasil. Mary Balogh desembarca no Brasil com o primeiro livro da série Irmãos Bedwyn, Ligeiramente Casados.

LIGEIRAMENTE CASADOSÀ beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados…

 

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Fala Série – How To Get Away With Murder

Por , 20 de novembro de 2014 14:59

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How To Get Away With Murder é a nova série de Shonda Rhimes, a autora/produtora mais amada e odiada de todos os tempos. Que escreve e produz nada mais, nada menos que “Grey’s Anatomy” e “Scandal” duas séries que são de enorme sucesso nos EUA.

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Nota Musical – Trilha Sonora de A Esperança – Parte 1 Comentada

Por , 19 de novembro de 2014 9:00

Durante os últimos anos, as trilhas sonoras se transformaram em janelas para promover bandas menores e mais interessantes. Duvida?

É só pegar as trilhas sonoras de todos os filmes da saga Crepúsculo, Gatsby, Academia de Vampiros e agora de A Esperança – Parte 1, para perceber que elas estão recheadas de bandas menos comerciais e com uma qualidade sem par.

Dando um boost no tão já comentado 3° capitulo da série Jogos Vorazes, ninguém menos do que Lorde, foi convidada para fazer a curadoria da trilha, e não faltou bandas incríveis, e claro, muita música da própria Lorde.

Trilha Sonora de A Esperança- Parte 1

Confira abaixo a trilha sonora comentada do filme!

Blá Blá Blá – O Tempo

Por , 18 de novembro de 2014 22:29

 

O_Tempo_2

Houve um começo…
E houve amizades
E houve alegrias
E houve memórias

Há um presente…
E há passado
E há pessoas que passaram
E há saudades

Há um futuro…
E sempre vai haver o passado
E sempre vai haver saudades
E sempre vai haver memórias

Tem o tempo…
E coisas que nunca passarão
E saudades nunca curadas
E novas amizades
E novas alegrias
E tudo novo de novo

O tempo é algo rotativo…
Tem Começo
Tem Meio
Tem Fim

– William Souza

Nota Musical – Line up do Lollapalloza BR 2015! #CafenoLolla

Por , 16 de novembro de 2014 21:21

Olá pessoal,
E faltando menos de 5 meses para a 4° edição do Lollapalooza BR e o Line up do festival foi divulgado hoje, trazendo algumas bandas que o novo já estavam circulando como certas, como Jack White, Interpol e Foster the People e doces surpresas como Marina and the Diamonds, Alt-J e Three Days Grace.

Sem título

 

 

Ir ou não ir? Eis a questão

Desde que os festivais se tornaram comuns em terra brasileiras, passamos por alguns perrengues e tentativas frutadas (vide SWU) que não vingaram e por outras que pareciam fortes mas que não conseguiram se manter relevantes (vide Festival Planeta Terra), sobrando hoje somente dois grandes festivais no país, o Lollapalooza e o Rock in Rio, que devido ao nome e o peso que tem por trás, acabam tendo mais fôlego.

A longevidade do Lolla por aqui pode até assustar, mas se depender de nós aqui do Café, vai ter festival todo ano!

Isso porque depois de enfrentarmos o Planeta Terra, e o segundo Lollapalooza e tantos outros shows na grade não conseguindo aproveitar a programação em sua totalidade, a edição desse ano do Lolla  foi um divisor de águas, e trouxe uma mudança na nossa experiência com  o festival.

Fomos ao banheiro quando queríamos, comemos bem, tomamos bastante água sem se preocupar em sair para o banheiro. Andamos de roda gigante, sentamos antes de alguns shows  e o mais importante: Aproveitamos muitos shows!

Desde os headliners como a Thais e a Sabrina que pegaram o show do Muse, e eu que consegui quase praticamente chegar na grade do lado do gigantesco palco no show do Arcade Fire, até mesmo bandas menores, como o Capital Cities sentada na grama, entre tantas outras.

Conseguimos ver shows de bandas menores, que devido ao seu tamanho não tem a capacidade de ser headliner de um festival mas que mesmo assim, foram tão importantes como.

Por isso, estávamos esperando o anuncio oficial, mas tínhamos a certeza que iríamos os dois dias (ou só um, no caso da Sabrina que tem compromisso no dia 28), não somente por causa das bandas que conhecíamos, mas porque a experiência despertou a vontade de acompanharmos os festivais como eles devem ser: apreciando e conhecendo o maior número de bandas possíveis.

Sim, por alguns cantores/bandas acabamos enfrentando o empurra-empurra de ficar na frente, gostamos de pular e cantar junto nas músicas que amamos, e não há solução melhor do que estar com os fãs lá na frente, mas não vamos ficar só nisso. Queremos muito mais!

Então, a nossa indicação, é que se você não tem uma banda que você gosta muito que está nesse line up, é que você não dispense a chance de participar de um evento desses.

Gosta de música boa? Pegue alguns nomes aleatórios e pesquise os álbuns. Jogue o nome no youtube e escute duas músicas para ver se faz o seu estilo.

Tem medo de multidão? Não se preocupe, porque com o festival em Interlagos tem bastante espaço para fugir delas.

Voltamos para o Lolla BR 2015 e se tivermos 50% de diversão desse ano, já está valendo muito o ingresso!

#PartiuLollaBR2015