Blá Blá Blá – A Distopia dos nossos dias

Por , 14 de fevereiro de 2015 12:10

No universo de Jogos Vorazes, crianças são colocadas em um campo de batalha para lutarem entre si, e mostrar para o resto da sociedade seu poder.

No futuro não tão distante de Divergente, a sociedade é dividida em facções para garantir funcionalidade de um sistema, mas elas não interagem entre si.

Já na sociedade criada em Feios, as pessoas são transformadas em lindas, porém uma parte do cérebro é retirada para elas ficarem mais suscetíveis, e mesmo sabendo disso, elas ainda preferem escolher a beleza.

Em Water Wars, todos lutam por um bem mais precioso, a água.

Todas essas distopias, foram trabalhos de ficção para entreter o publico. Porém, o seu entretenimento é em cima de um mecanismo da natureza humana, conhecido e não tão desconecto assim.

Assim como aconteceu com os livros de Isaac Imovc, 1984 e tantos outros trabalhos de ficção do século XX, as distopias publicadas nos últimos cinco anos, acabaram prevendo em partes não o futuro de 50 anos, mas infelizmente o presente.

Estamos longe de viver em uma sociedade utópica, como Thomas Mann idealizou em 1561, onde ele descrevia que o trabalho de um rei (o cargo de soberania da época) era: “Eles querem que você devote a sua energia em fazer a vida deles mais confortáveis e os protege-los das injustiças. Então o seu trabalho é checar se eles estão bem, não que você está – assim como o trabalho de um pastor, é especificamente falando, alimentar as ovelhas, e não ele.”

Mas o nossa cidade, o nosso estado, o nosso país, a sociedade, o mundo inteiro, está a beira de um colapso, e não há alguém cuidando de nós, eles estão todos preocupados com si próprios.

E isso está vindo de uma OTIMISTA master.

Desde o ano passado com as tensões a flor da pele para todos os lados, parece que o mundo se tornou uma panela de pressão prestes a explodir e fica até difícil imaginar o que estará do outro lado.

Palestina e Israel vivem o eterno conflito, deixando ambas as populações em atenção 24 horas, e alimentando o ódio das gerações futuras.

O ISIS está cada vez mais forte, recrutando e fazendo lavagem cerebral em jovens do mundo todo para lutar por um ideal que eles não entendem a magnitude.

E as grandes potências que foram tão rápidas em invadir o Iraque há mais de 10 anos, para ‘salvar o povo’ de Saddam Hussein, ou que ‘libertou’ a população do Afeganistão do Talibã, está vendo esse grupo ainda mais cruel e extremista se fortalecer sem fazer nada efetivamente.

Quando a guerra civil estourou na Síria, expondo para o mundo, o quanto a população estava insatisfeita com o seu governo atual, pouco foi feito pelo ocidente de forma mais drásticas, e assim aumentou a miséria da população e deu espaço para que o ISIS tomasse espaço dentro de um país já dividido.

O ISIS está cada vez mais se torna confiante, audacioso e cruel. Ainda no ano passado eles causaram uma total destruição no Iraque matando muitas pessoas de outras origens ou que não acreditavam/converteram ao Islã

Isso só mostra que não aprendemos NADA com os erros do passado, e mais uma vez estamos vendo uma legião que se acha superiores destruir um povo inteiro. E parece que enquanto isso não atingir solo americano/europeu, nada será feito.

Obviamente os conflitos na região vão tão longe na nossa história que até a bíblia pode ser usada como base para tentar entende-los, só que é aquele ditado: se sempre for olho por olho, no final todos vão ficar cegos.

E como eu digo, o mundo aos poucos, e somando os eventos que podem parecer isolados, vai criando uma bomba-relógio, que muito estão ignorando.

Olha que já tivemos atentados que ferindo a liberdade de expressão, atos terroristas derrubando um avião que poderia estar a cura da AIDS e outro perdido que ninguém viu e ninguém sabe o que aconteceu.

Por fim, e mais perto de nós, temos a seca que fica cada vez mais próximo do estado mais poderoso e rico do nosso país, com ameaças de racionamento de água e energia, e uma perda que nem conseguimos prever, porque isso nunca aconteceu.

Não adianta apontar dedo para ninguém como muitos estão fazendo por aí, porque todos falharam. Nós falhamos como cidadãos e como seres humanos.

Podemos voltar no tempo, e determinar quais ações (ou a falta delas) nos trouxe para as eventuais consequências que a resolução desses vários tópicos em abertos nos trará.

Os próximos passos do mundo serão cruciais para a sua sobrevivência, e o meu maior medo é que o dinheiro/petróleo/armamento fale mais alto.

No final, quem paga a maior cota é a população.

Quantas vidas poderiam ter sido poupadas se os EUA tivessem entrado antes na 2° Guerra Mundial? Quantas vidas poderiam ter sido salvas se a loucura de Hitler tivesse sido segurada a tempo?

Não sei a resposta para essas perguntas e não sei o que o futuro realmente nos aguarda, mas que a sorte esteja sempre ao nosso favor.

Um comentário para “Blá Blá Blá – A Distopia dos nossos dias”

  1. Luciano disse:

    *Thomas More

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