Pipoca Salgada – O Grande Hotel Budapeste #Oscar2015

Por , 20 de fevereiro de 2015 8:00

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No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

Quando peguei para ver o O Grande Hotel Budapeste não estava animada, semanas antes até rolou um ‘quem vai ver’ para fazer o review aqui para o Café entre eu o Will. Na verdade, os dois teriam que ver porque gostamos de já assistir a premiação com pelos menos os filmes que concorrem ao maior prêmio da noite vistos.

Pode não parecer, mas isso ajuda a deixar a premiação mais interessante.

E apesar de alguns reviews negativos, o filme começou promissor e na primeira meia hora eu fiquei vidrada na tela, interessada pela própria história como pela fotografia do filme.


Alguns podem não gostar, mas tanto a fotografia e montagem desse filme tem um aspecto que eu amo, onde a realidade conversa com a imaginação para deixar a história com um tom único e em vários momentos me lembrou do meu filme favorito ( Amelie Poulain) exatamente por esses detalhes.

Mas acontece que apesar dos esforços do elenco que está magnifico, e o roteiro que está interessante, a impressão que fica é que o filme se perdeu no meio de tudo o que ele queria contar.

GRAND BUDAPEST HOTEL_c371.JPGAlém do fato de o filme ficar na linha tênue entre o drama e a  comédia (o que não é um mal caminho e é bem característico dos filmes de Wes Anderson), mas a própria história do M. Gustave, fica muito dividia pelo filme. Dá para acompanhar tudo o que ele faz, mas o personagem meio que se perde o seu propósito a medida que a história vai ficando ainda mais imaginativa.

Já estou familiarizada com o trabalho de Wes Anderson, e sei o que posso encontrar, mas outros filmes dele como Moonrise Kingdom e os Tenenbaums, me encantaram bem mais do que a história desse.

Eu ri bastante com as diferenças de humor dos personagem e como alguns se encaixam tão facilmente no característico vilão de desenho animado. Poucos diretores conseguem fazer isso, e Anderson é um deles.

O filme é de Ralph Fiennes e como o excepcional ator que ele é, consegue dar vida a cenas que não consigo mais imaginar sem o seu toque. O ator que interpreta Zero é bom, mas achei a  Saoirse Ronan um pouco apagada, apesar de ter um papel de destaque na trama.

Mas O Grade Hotel Budapeste não é um filme que vou me lembrar por muito tempo, e ainda indico os outros filmes da carreira dele antes de você ver esse.

#Oscar2015 O filme concorre nas categorias de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Fotografia, Edição, Design, Figurino, Maquiagem e Trilha Sonora

 

Ficha Técnica:

Título: O Grande Hotel Budapeste

Título original: The Grand Budapeste Hotel

Gênero: Comédia/Drama

Direção: Wes Anderson

Ano de Produção: 2014

Distribuição: Fox Filmes

Tempo: 1h39min

Nota: 6 de 10

Um comentário para “Pipoca Salgada – O Grande Hotel Budapeste #Oscar2015”

  1. Elisa disse:

    Olá, Fanny
    Você fez o comentário que este filme (que amei muito) lembrou o Amelie Poulain (exatamente o que pensei quando vi o filme). Quais outros filmes você indicaria que tenha esta mesma sensação? Amelie é o meu predileto, agora o Budapeste entrou no ranking. Obrigada!

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