BláBláBlá – Os Dez Mandamentos

Por , 23 de março de 2015 17:00

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A primeira novela bíblica do mundo está chegando na Rede Record de Televisão, a emissora paulista que se orgulha do trazer para a programação histórias do livro mais vendido do mundo em todos os tempos, aposta que essa novela vai quebrar paradigmas não só no Brasil, mas no mundo.

A história começa em 1300 a.C quando um menino nasce e sua mãe escrava faz de tudo para que não matem o seu filho, já que por um decreto do Faraó Seti I (Zé Carlos Machado), declarando seu ódio pelo povo hebreu manda matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. Como ela sabe que as filhas do Faraó sempre se banham nas águas do rio Nilo, ela envolve o filho em um cesto besuntado e coloca ele na correnteza. Mas manda sua outra filha acompanhar todo o trajeto até o menino ser encontrado. A princesa Henutmire (Mel Lisboa/Vera Zimmermann) encontra o cesto e adota o menino colocando o nome de Moisés (Enzo Simi/Guilherme Winter), ele cresce sendo parte da realeza egípcia o lado do seu tio-irmão Ramsés (Edu Pinheiro/Sérgio Marone). Ao longo da trama ele descobre sobre seu passado e então começa a ser confrontado pelo povo de sua descendência sabendo que Deus o escolheria para liderar todos os hebreus escravos do Egito. Mas antes disso ele vai sofrer grandes golpes e vai se ver abandonado por todos que ele considerava família até que então consiga cumprir sua missão.

Sabemos que a Rede Record sabe sim, fazer minisséries e séries para a televisão adaptando a bíblia de uma forma coesa e sem mexer muito nas tramas. Foi por causa dessa ousadia que os fizeram investir nesse tipo de produção, que é um desejo de muita gente religiosa, e não só evangélicos como muitos pensam.

Após 5 produções de sucesso (“A História de Ester”, “Sansão e Dalila”, “Rei Davi”, “José do Egito” e “Milagres de Jesus”) a direção encontrou uma história forte que poderia ser levada ao ar em 150 capítulos adaptando livremente os livros bíblicos: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Com muitas tramas para encher os olhos do público ávido por histórias desse tipo, o folhetim promete trazer desde o nascimento de Moisés, passando pelo começo de sua fase adulta, a briga com Ramsés e a transformação do príncipe do Egito ao Profeta que todos conhecemos e que levou os hebreus à terra prometida por Deus.

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A história de Moisés foi recentemente contada por Hollywood no filme “Êxodo: Deuses e Reis (2014)” e muitos dos espectadores reclamaram que o filme apesar de ser uma megaprodução e com bons efeitos especiais, deixou de fora muitas verdades deturpando assim a bíblia. A Rede Record tem nas mãos uma mina de ouro, se souber usar ao seu favor. Porque falando de uma novela, ela pode começar a exportar o folhetim para muitos países, e não pode decepcionar o público criando muitas tramas que não condizem com o que eles esperam.

Entre um dos erros das adaptações da Record é não ter um maior cuidado de tirar o sotaque de seus atores, parecendo que a população inteira do Rio de Janeiro é na verdade a população do Egito. Pode ser um ponto bobo, mas que conta pontos na hora de fazer o telespectador mergulhar de cabeça na história. E não só isso, sabemos que a Rede Record tem o mal hábito de modificar o horário de suas produções o que pode ser decisivo para quem quer acompanhar seus folhetins abandonar o barco.

Com ótimos atores nos papéis principais, e contando com uma equipe de mais de 430 pessoas, gravações de efeitos especiais e pós-produção em Hollywood e locações no Deserto do Atacama (Chile), Monte Sinai, Mar Vermelho e Rio Nilo (Egito), “Os Dez Mandamentos” tem tudo para ser um grande êxito (tendo em vista a polêmica que Babilônia anda enfrentando de rejeição do público) e finalmente alavancar o horário da emissora como nos anos dourados em que ela conseguia bater a Rede Globo com suas novelas fantasiosas e carnavalescas.

“Os Dez Mandamentos” estréia hoje 23, às 20h30.

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