Nota Musical – Interpol #CafenoLolla

Por , 24 de março de 2015 9:00

 

interpol-band

Poucas são as oportunidades que temos a chance de ver bandas da cena independente do rock, e menores ainda são as chances de vê-la duas vezes, ainda no Brasil é mais raro ainda. Eu já fui há um show do Interpol, no maravilhoso Planeta Terra (também vi The Strokes), portanto já conheço “os caras”. Ou não?

Nos meados de 2011, eu já era uma fã do rock alternativo, já curtia muito Interpol, sabia várias músicas e estava ansiosa pelo show. Como bons garotos rockeiros, tocaram impecavelmente (com pouca interação com o público, cá entre nós, mas faz parte do estilo), e engatamos um coro junto com a banda em Evil, não há como não gritar Rosemaryyyyyyyyyy! Foi um show sensacional, e somente eles valem o meu ingresso para o Lollapalooza.

Acompanhando a bando desde o início, com o álbum de estréia Turn On the Bright Lights, passando por Antics, Our Love  to Admire e Interpol, são sempre músicas que estão presentes no meu ipod, e que dificilmente enjoam. A banda, apesar dos percalços (saída do baixista), conseguiu ao longo de todos esses anos manter sua originalidade sem perder sua essência em meio ao mercado musical. Fica até dificil dizer qual CD é o melhor, são tantas músicas boas, faixas imperdíveis que nenhum CD por si só é superior ao outro.

interpolelpintorConfesso que a pausa de 4 anos da banda, fez com que eu relaxasse um pouco, mas sem nunca deixar de ouvir pelo menos uma música houve, e deixei para ouvir o último álbum El Pintor, no momento em que faço este texto (com certeza Anywhere é uma excelente trilha sonora para este momento). Só tenho que admitir que a banda, como poucas, conseguiu evoluir mais ainda, num álbum original, mas sem perder suas raízes, e mais importante, a marca da banda de guitarras bem arranjadas e o excelente vocal de Paul Banks.

Não espere um supershow, daqueles que o a banda interage com o publico, esses meninos não fazem este estilo, na verdade espere um show impecavel, com kusicas certeiras com vocais e instrumentos tocados a perfeicao, num ritmo constante, sem erros. O vocalisa Paul Banks tambem tem o seu charme, e apesar de pouco falar, canta com tamanha paixao que é impossivel não curtir o show de inicio ao fim.

Interpol, não é uma banda de um álbum só, não há como não gostar de pelo menos uma música de cada CD deles, e definitivamente, sejam as músicas antigas, sejam as novas, estarei lá no coro. Fico feliz que após quatro anos sem ve-los a boa música permanece. Só sinto a banda não receber a devida atenção que merece.

 

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