Nata Musical – Review Short Movie de Laura Marling

Por , 1 de abril de 2015 16:00

Eu já falei dela aqui e hoje voltamos ao assunto Laura Marling para falar do seu mais novo álbum, Short Movie.

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Quando eu tento definir a música de Marling muitas vezes me encontro pensando no termo inglês exquisite (que poderia significar algo como primoroso e requintado em português).

Esse é o 5° álbum da carreira de Marling e ela tem 24 anos, a sua pouca idade aliado com a composição exquisite das suas músicas a tornam praticamente única hoje no mundo da música. Obviamente há outras várias cantoras/compositoras mas elas trilham carreiras e estilos tão dispersas uma das outras, que não há comparação nesse estilo.

Mesmo assim, ou talvez por isso, cada um dos seus trabalhos lançados foram parar nas listas de melhores do ano e ganhando prêmios ingleses importantes. Ela não estourou nas paradas e se um dia isso acontecer, com certeza, assim como tantas outras ela vai ficar afastada por um tempo para deixar esse interesse morrer.

As suas músicas não são etilizadas para um público, mas devido a sua diferença acabam se limitando por contra própria.

Nesse último CD ela foi além da sua sonoridade colocando mais guitarra e instrumentos acusticos. Muitos listaram como uma grande mudança para ela, e de certa forma é, mas não consegui encontrar o que encantou tanto com esse álbum.

Se buscar review por ai desse CD, encontraram várias praticamente cartas de amor para Laura e pouco se fala das músicas em si. Alguns citam uma passagem ou outra, e generalizam a experiência no álbum inteiro.

De certa forma, senti que essa mudança foi quase estratégica (apesar dela não admitir ou nem ao menos questionarem ela). Tenho a impressão que ela chegou no estúdio e quis fazer algo diferente e foi isso que saiu.

Canções como False Hope e Don’t let me bring you down não chegam a ser ruins, mas é um som sem coração. Gurdjieff’s Daughter começa promissor e me dá dor de cabeça antes de terminar os seus 4 minutos e 22 segundos.

Master Hunter do album Once I was an Eagle, oferece uma sonoridade forte também, só que mais convincente do que essas três juntas.

Do álbum inteiro, só duas canções dá para sentir mesmo uma entrega genuína não só nas letras e na voz, como também nos som e sõ as duas últimas músicas, Short Movie e Worship Me.

Talvez eu não esteja preparada para essa mudança dela e simplesmente não me acostumei? Pode ser isso.

O fato é que a menos que ela caia muito a qualidade ou estoure de vez, muitos críticos ainda vão ouvir as suas músicas e se não é ruim então é uma obra-prima.

Admiro muito o trabalho dela e se um dia ela voltar a pisar nesse país (ela tocou em 2011), eu vou comprar ingresso na hora, mas entre o ruim e a obra prima tem várias etapas e e o 5° CD da sua carreira, está bem no meio de ambos os pontos.

E acredite, eu estou muito triste por isso.

 

7af7acd9CD: Short Movie

Artista: Laura Marling

Ano: 2015

Nota: 3/5 estrelas

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