Nota Musical – Review Duplo de Wilder Mind, do Mumford and Sons

Por , 13 de maio de 2015 9:00

Já falamos da banda aqui, quando eles estavam divulgando o segundo CD e bem acreditando que o grupo iria pisar no Lolla 2014.

Dois anos depois, Mumford and Sons lança o seu Wilder Mind. E a nossa opinião sobre o segundo álbum? Bem… a Sabrina adorou e a Fanny passou bem longe.

Por isso, viemos comentar o terceiro CD da banda, que dividiu a nossa opinião.

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Sabrina

 

Antes de tudo, acho válido destacar que nunca acompanhei o conjunto muito de perto… Claro, já gostava bastante do “hino” I Will Wait e de sons como os de White Blank Page, mas meu conhecimento da discografia do Mumford and Sons nunca foi mais profundo do que isso (até porque nunca fui muito fã de banjo me julguem).

Por isso mesmo, quando os primeiros singles de Wilder Mind começaram a sair (e a Fanny começou a amaldiçoar) eu… amei!!!

Foram só os primeiros acordes de Believe começarem a tocar no meu Spotify para eu aumentar o som e praticamente sair pulando pela casa. Aí saiu Snake Eyes e eu me apaixonei perdidamente pela música (que permanece até hoje no meu repeat).

E então aí saiu o CD completo. Por acaso calhou de eu estar na casa da Fanny nesse dia e tudo o que ela me falou a respeito foi: “eu ODIEI… mas logo em seguida pensei ‘a Sabrina vai amar!’. E gente… eu realmente amei!

Por quê? Bem, o CD simplesmente reúne tudo o que eu mais adoro: um vocal suave e agradável, melodias contagiantes, letras bonitas e aquele ‘felling’ que temos ao ouvir uma música, que nos leva a aumentar o som no máximo e cantar junto (já adianto que esse é um CD ideal para ouvir na estrada). Fica até difícil escolher apenas algumas faixas para indicar: não posso deixar de fora a minha “queridinha” Snake Eyes, Believe, Hot Gates, Cold Arms e Monster.

Ufa! Tendo dito isso, acho que vale destacar um ponto de simpatia com a opinião da Fanny. Para quem é muito fã de um artista, é realmente um baque quando percebemos que eles mudaram completamente o seu som, a sua essência. Como já frisei antes, nunca acompanhei muito de perto o trabalho do Mumford (e talvez até por isso tenha gostado tanto do novo álbum, pois ouvi com quase nenhuma referência anterior), mas mesmo assim vejo claramente a mudança drástica no estilo do conjunto. Mas vamos deixar essa parte para a Fanny.

 

Fanny

Agora, já faz quase 4 anos que acompanho o Mumford and Sons.

Quando os conheci eles estavam virando queridinhos do público após estourar com o seu CD de estreia, Sigh no More, em 2009.

Em 2012, a banda trouxe o seu Babel, que além de os catapultarem de vez para a graça do público principalmente americano (o CD foi o mais vendido na semana), ainda de quebra fez SÓ eles ganharem o Grammy de Álbum do Ano, literalmente o prêmio mais importante da música atual.

Depois de uma turnê extensa eles resolveram tirar o ano passado para trabalhar no novo CD e as mais diversas entrevistas dos membros da banda davam como certo que o tão característico banjo presente em quase todas as músicas dos dois CD’s estaria fora do próximo projeto.

Até aí, tudo bem, porque nem mesmo o público aguentava mais uma música com o banjo carregado forte, mas ninguém esperava que do outro lado o resultado seria tão diferente.

Saiu a ‘simpática banda’ tocadora de banjo e com um violoncelo no palco e entrou outra completamente diferente. Só que essa banda ‘completamente diferente’ só tem de diferente com o trabalho que o Mumford and Sons fez até agora, e em vários (vários mesmos) momentos do CD’s eles soam como qualquer banda: Snow Patrol, Coldplay, Imagine Dragons e Bastille. Menos com Mumford and Sons. =/

Nada contra nenhuma das bandas acima, algumas até curto bastante, mas não precisamos de mais uma tocando a mesma coisa.

Canções como Tompkins Square Park, The Wolf, Wilder Mind e principalmente Believe, são as minhas grandes provas disso.

Ditmas fez a minha cara cair.

Snake Eyes soa como eu imaginava que seria esse novo rumo da banda, mas ainda assim não me encantou.

As mais próximas do que a banda já foi são Just Smoke e Broad-Shouldered Beasts.

Minha maior ‘birra’ (se é que podemos chamar disso), é porque senti que foi uma transição forçada. Taylor Swift virou pop, já Lady Gaga largou o pop e tantas outras bandas e grandes cantores mundiais já mudaram o seu estilo, o Mumford não é exclusivo nisso.

Mas enquanto algumas transições são naturais e outras podemos caracterizar quase como uma experiência, Wilder Mind me soa como uma tentativa de provar que eles conseguiam fazer músicas sem banjo, longe do nu-folk que eles iniciaram.

Só que quando você é uma banda em crescimento e com um Grammy nas costas, você precisa provar algo para alguém?

Sei que não vou jogar o CD no limbo e nunca mais escutar, que algumas músicas podem crescer no meu apreço e se tornarem ‘boas’ de acordo com o tempo. Sei até mesmo que quando eles pisarem no Brasil estarei lá, mas pra mim a banda nadou para longe, só para morrer do outro lado.

Ainda preferiria (quem diria!!) o tão característico banjo, do que tudo isso que Wilder Mind trouxe.

 

Ficha Técnica:

C1035x1035-unnamed_zpsozcjnw3hD: Wilder Mind

Banda: Mumford and Sons

Ano: 2015

Nota da Sabrina: 5 estrelas

Nota da Fanny: 2,5 estrelas

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