Entre Páginas – Piloto de Guerra

Por , 1 de junho de 2015 10:14

Esse livro não é uma novela nem um poema. É a paisagem interior de um homem nascido para ver o mundo de cima para baixo, implantado naturalmente num céu terrestre para quem as luzes da cidade são como as estrelas que brilham no céu para o comum dos mortais. Muitos conhecem Saint-Exupéry como escritor do clássico infantil que serve para todas as idades, O Pequeno Príncipe.

Mas poucos conhecem uma outra parte desse gênio, que escreveu um livro que encantaria pessoas durante a vida inteira. Essas mesmas pessoas tendem a dar as suas costas para os outros livros do autor, que focam mais na sua outra profissão: a de aviador.

Neste, escrito durante a 2° Guerra Mundial, Exupéry conta detalhes sobre a sua vida como Capitão Saint-Exupéry e os perigos que ele corria ao tentar defender o seu país da ocupação Nazista (Exupéry é francês).

 

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Escrito durante a Segunda Grande Guerra, quando Saint-Exupéry estava mobilizado no posto de Capitão, “Piloto de Guerra” revela sua plena maturidade como escritor. Não é uma novela nem um poema. É a paisagem interior de um homem nascido para ver o mundo de cima para baixo, implantado naturalmente num céu terrestre para quem as luzes da cidade são como as estrelas que brilham no céu para o comum dos mortais…

 

O livro, muito bem escrito, não se apega a detalhes técnicos e é uma leitura proveitosa – até para quem nunca subiu em um avião. A obra mostra a fascinação de Saint-Exupéry pela sua profissão e a certeza de que, apesar de perigosa, cada missão era necessária. O livro narra várias etapas e provações que ele e a sua equipe passaram.

Adoro ler um bom livro de um autor e me encantar, mas amo quando leio um outro livro dele que consegue ser melhor do que o anterior! Dá uma sensação de renovação e confiança no trabalho do mesmo, fora de série.

E com Piloto de Guerra, percebemos que a melhor obra do autor não reside em O Pequeno Príncipe e sim nessa obra atípica, bela e real.

“Sacrifício não significa uma amputação, nem penitência. É essencialmente um ato. É uma dádiva de nós próprios, ao ser de que nos reivindicamos. Só conseguirá compreender o que é uma propriedade, quem lhe tiver sacrificado uma parte de si próprio, quem tiver lutado para salvar e sofrido, para lhe dar beleza. Nessa altura, ganhará amor à propriedade. Uma propriedade não é um somatório de interesses: esse é o grande erro. É o somatório das dádivas.”

Infelizmente Saint-Exupéry foi um dos que tiverem que sacrificar a sua volta por um bem maior. Ao levantar voo para uma missão, ele foi abatido, e durante décadas nem a localização de seu avião era conhecida.

Em 2004, foram encontrado os destroços do seu avião no fundo do mar, perto da costa francesa, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Gosto de pensar que O Pequeno Príncipe resolveu levá-lo na calda de um cometa para ver de perto as estrelas, que ele tanto adorava.

 

O Dia D

No próximo sábado, dia 6, é comemorado O Dia D.

Para quem fugiu da escola no dia dessa aula, O Dia D, foi o Dia da Decisão, data em que tropas do mundo inteiro decidiram atacar os Nazistas.

Usando o Canal da Marcha como acesso, os países aliados conseguiram colocar 150 mil soldados dentro do continente Europeu e, junto com as tropas, foi possível enviar tanques e armamentos.

Os soldados alemães foram pegos de surpresa. Eles sabiam do ataque, mas não sabiam onde e nem como ocorreria. O dia ficou para sempre na lembrança de todos porque marcou o início do fim da 2° Guerra Mundial. Cerca de 12 mil soldados foram mortos durante a invasão.

No Museu dos Invalidez em Paris, que tem a coleção de armaduras, documentos, e roupas das guerras que os franceses tiverem que lutar. Ele percorre desde as Cruzadas até diversos itens expostos sobre a 2° Guerra Mundial. Quem tiver oportunidade, vale uma visita! Se você quer saber mais sobre o Dia D e a 2° Guerra Mundial acesse: http://www.segundaguerramundial.com.br/sgm/

 

Ficha Técnica:

Livro: Piloto de Guerra

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Editora: José Olympio Editora

Nota: 4/5 estrelas

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