Em Cena – Eugene Onegin de Tchaikovsky

Por , 9 de junho de 2015 19:05

Então, finalmente, essa pessoa que nasceu e cresceu em uma pequena cidade de Minas Gerais (moro a 8 anos em Jundiaí, mas vocês sentiram o drama, né?) tem a oportunidade de participar de um evento único: uma ópera!

eugene onegin

Não há nada de mal se você não gosta desse gênero bem falado mais um pouco famigerado da música. Falar que gosta de ópera é ter na manga a carteirada cultural, ou seja, a pessoa fala algo que não há contestação: mesmo quem não gosta (geralmente) respeita.

O meu gosto de ópera nunca foi por isso, até porque também ouço entre outras coisas, One Direction.

Eu não tive parentes ou pais que gostassem, e nunca fui em um eventos desses quando pequena, mas sempre gostei.

E o meu gostar, sempre foi aquele de apreciar até então, de longe. De ver na TV, de ter alguns CD’s de Ópera (Tipo, Carmem <3), então quando tive a oportunidade de ver a montagem de Eugene Onegin de Tchaikovsky no Theatro Municipal de São Paulo não perdi.

Fazia uns anos que eu ensaiava de ir, mas sempre ou não conseguia ou não encontrava ingresso.

Eu havia participado da visitação um mês atrás e sabia o que esperar do local sem deixar a minha boca cair, mas não há sensação melhor do que entrar ali e ele estar em pleno funcionamento.

Podem dizer o que for, mas o teatro não fica devendo nada para grande salões de Londres e Paris, em alguns momentos, principalmente na entrada, perto da escadaria você se sente em outro mundo, mas esses detalhes vamos deixar pra outro post, hoje eu vim falar de Eugene.

A ópera foi baseado em um livro, de mesmo nome do autor Alexandre Pushkin (já devidamente marcado no Goodreads para ler) e é inteira em russo, mas fique tranquilo, há legendas para nos ajudar a entender e acompanhar tudo o que acontece no palco.

a minha vista

a minha vista

Eu literalmente, não conseguiria entender uma palavra do que estava acontecendo sem o auxilio delas, e por isso, acredito que foi um importante passo para tornar as óperas mais acessíveis para o público geral.

Sabe o que também é acessível? O preço!

Com um valor quase simbólico de R$ 50,00 (inteira ainda!) eu consegui curtir o espetáculo, mesmo não estando no local que gostaria.

Estava sentada nas galerias lá em cima, não tinha uma visão completa do palco (faltava aquele pedacinho da frente na esquerda) e a cadeira não era a mais confortável do mundo, mas nem mesmo isso conseguiu abalar a minha experiência.

A Ópera é trágica (Ópera + Livro Russo = Tragédia pura!), mas mesmo assim, como as outras obras russas que já li tem um tom político e de ‘aprendizado’ dos personagens muito grandes. Eles aprendem e crescem (ou não) com as suas atitudes e experiências.

Apesar do nome, a grande estrela da história é Tatiana com quem cantamos de esperança e choramos com a decepção.

Nem se preocupe porque não vou pagar de entendida e começar a falar dos figurinos, cenografia e da orquestra.

Quem frequenta sempre, pode ter encontrado algum defeito, mas para uma marinheira de primeira viagem, foi tudo perfeito.

Uma grande dica que dou é referente ao estacionamento, na rua de trás do teatro, paralela com a Praça Ramos de Azevedo tem vários estacionamentos para quem decidir ir de carro, só fique atento porque há 4 na sequência e os seus valores são (sem brincadeira!): R$ 50,00, R$ 40,00 R$ 30,00 e R$ 20,00, isso porque uma parede os divide!

Ou seja, para quem vai vale a pena andar MEIO METRO, para pagar R$ 10,00 ou até R$ 30,00 mais barato.

No todo, a experiência foi positiva e com certeza vou voltar para ver outras montagens com certeza, esperando um dia conseguir entrar naquele lugar sem me deslumbrar novamente.

Crédito da foto: Bol

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