Pipoca Salgada – Não se faz mais Romcom como antigamente

Por , 12 de junho de 2015 12:05

 romcom

(ˈrɒmˌkɒm)n

1 – Um filme ou série de TV que se baseia nas relações amorosas de seus personagens.

 

Quando éramos mais novas, tínhamos uma inundação de vários tipos de filmes: filmes de ação absurda com personagens sarados e machões, com crianças engraçadas e com poderes, filmes de superação teve o seu grande momento também e por fim, as Romcoms.

De todos os gêneros citados acima, o que mais sofreu foram às comédias românticas. O restante ainda continua sendo feito como sempre, mas as comédias românticas foram modificadas para tentar agradar gregos e troianos, mas perderem o seu público foco: as mulheres.

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É ótimo para um estúdio quando um filme consegue atrair uma abrangência grande de público? Sim, eles amam. Mas até eles mesmo sabem, que um filme pode ter um público especifico e esse não deve ser menosprezado.

O que acontece é que ao longo dos anos, quando um tipo de filme é explorado a exaustão e passa a virar piada, as atrizes, atores, roteiristas e diretores renomados começa a fugir desse circulo para assim não prejudicar a carreira.

A Comédia Romântica sempre foi aquele filme para ver abraçadinha com o namorado (ou o edredom, dependendo do caso), para ver com as amigas e suspirar pelo aquele cara perfeito.

E aí ouvimos que as mulheres fantasiam como uma situação que não acontece que um cara assim não existe e são envergonhadas porque gostam de uma situação absurda que nunca aconteceria na vida delas?

Isso também é:

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Mas a indústria ouviu isso, e nos últimos anos constatamos um fato triste as comédias românticas (boas) como conhecemos e amamos, sumiram.

Não confundir com os Romances Dramáticos, como O Diário de Uma Paixão, que são filmes muito bons mais recentes. Só que parece que desde que a Meg Ryan se afastou de Hollywood e a Sandra Bullock deixou de ser escalada para as mocinhas dos filmes, esse gênero morreu.

Tom-Hanks-Meg-RyanEm parte, é pelo próprio preconceito e pressão que as jovens atrizes sofrem de se tornarem ícones indies e evitarem esse tipo de filme. A única que fugiu dessa exceção um pouco foi Emma Stone que fez filmes como A Mentira e Amor a Toda Prova, mas dificilmente veremos jovens atrizes como Jennifer Lawrence, Kristen Stewart, Emma Watson e tantos outras como a mocinha em um filme assim.

Se o roteiro é bem feito, como isso pode prejudicar a carreira delas? Amanda Seyfried pode não ter ganhado o Oscar com o seu, Cartas para Julieta, mas ela definitivamente ganhou o coração de diversas mulheres (e talvez homens), que vão seguir a sua carreira com mais carinho depois desse filme.

E cartas para Julieta defini muito bem o porquê uma comédia romântica pode ser legal:

  • Um casal irresistível que não pode ficar junto por alguma razão;
  • Roteiro bacana;
  • Mostrar as belezas do lugar, seja cidade ou campo;
  • Personagens secundários legais e cativantes;
  • Música tema linda e que vai entrar na sua playlist;
  • Um final awww.

Não há nada de mal (ou errado) em um final awww, não há nada demais que o seu personagem não tenha algum desvio grande e o seu filme de 1 hora e 30 minutos não precisa ser sombrio.

2011moviescouplesHoje em dia, se você quiser ver uma boa comédia romântica com as amigas, vai ter que dar a sorte de que algumas delas não tenha visto (como a Thais que não tinha visto Kate e Leopold, e esses dias  foi a escolha da vez), porque não há (ou não chega para o público brasileiro) filmes bons assim.

Geralmente, o que  caracterizam hoje como ‘comédia romântica’ nem sempre são filmes leves. Sabe que você pode ver Enquanto você dormia com a sua prima de 7 anos e a sua avó de 75, sem ter nenhuma cena constrangedora?

Sabia que A verdade Nua e Crua e Sexo Sem Compromisso não caí nessa categoria?

E aí estava outra grande graça desses filmes antigos. Podia até ter algumas cenas constrangedoras para essas situações (Sally fingindo orgasmo em Harry e Sally), mas não era uma regra geral. Ás vezes você só quer sentar com os seus pais em uma sexta-feira à noite e ver um filme que não vai ter nada disso.

Sim, há momentos que você quer ver um filme que concorreu a palma de ouro, Oscar ou um grande clássico do cinema, mas há o momento que você só quer deitar no sofá, comendo besteira e vendo o Bill Pullman paquerando a Sandra Bullock.

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Você pode até falar ‘mas isso não existe’, ‘como assim eles vão ficar juntos assim?’, mas é a qualidade desse filme em termos de romance, que você não encontra facilmente me filmes hoje em dia, sem o personagem estar morrendo ou estar prestes a descobrir que está morrendo.

A tristeza é que o filme é de 1995! 20 anos!

Faz tanto tempo, que o mocinho do filme (Peter Gallagher) fez o pai do mocinho (Ben McKenzie) de uma série há 10 anos atrás (The O.C.)!

Ainda falta muito arroz e feijão para os filmes hoje em dia superar esse, e só espero que caia a ficha dos produtos de Hollywood que ainda há público para filmes assim.

Se até o famigerado 3D voltou a moda, porque não?

2 comentários para “Pipoca Salgada – Não se faz mais Romcom como antigamente”

  1. Eduarda disse:

    Saudade desses filmes. Recentemente encontrei um que eu ainda não tinha visto: The Goodbye Girl.

    [Responder]

    Sabrina Inserra disse:

    Oi Eduarda, tudo bem?
    Opa! Indicação anotada! 😉
    Beijos

    [Responder]

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