Cidades de Papel – Uma análise sem filme e sem livro

Por , 10 de julho de 2015 16:49
* O post representa uma opinião pessoal desta autora e não da equipe, e todos tem o direito de não gostar de um livro/filme/autor.

Fazem exatamente dois anos que meu exemplar de Cidades de Papel está na minha estante. Dois anos em que eu peguei o livro duas vezes e não consegui passar da página 13. Dois anos que por mais que eu tenta-se ler a sinopse, não consegui encarar o livro.

Cidades de Papel

Quando anunciaram que o livro viraria filme, pensei “eis a sua oportunidade de ler o livro”, mas o tempo passou e nada. Não tenho vontade de recomeçar a história e sempre que penso, qual será o próximo livro, não me vem a cabeça Cidades de Papel. Mas qual será o problema?

Vejam bem, eu li A Culpa é das Estrelas, e achei um livro bom, até vi o filme.  Chorei como muitos (menos a minha mãe),  mas não achei nada fantástico como muitos exaltaram por aí, ou a melhor leitura da minha vida, mas uma boa leitura. Um livro bem construido com uma história cativante. Foi o suficiente para eu comprar Cidades de Papel, tendo a certeza de encontraria uma excelente leitura.

Mas então veio a popularização de John Green, o fanatismo em torno da sua pessoa, dos seus atos, das suas histórias. O mundo foi invadido por John Green. A Culpa é das Estrelas fez tanto sucesso, que levou a história para outro patamar, a dos clássicos juvenis (Ao lado de Meu Primeiro Amor?).

A internet foi invadida pelos Nerdfighters (nada contra também), e eu fiquei enjoada de tanto estardalhaço em torno de sua pessoa e de sua obra. Conforme iam divulgando as primeiras informações de Cidades de Papel, a vontade de assistir o filme foi diminuindo.

Tudo que é muito “over”, acaba mais atrapalhando do que nos fazendo gostar, vejam o excesso de divulgação de cenas de Cinquenta Tons de Cinza antes do filme, as pessoas cansam antes mesmo de começar. E foi isso que aconteceu comigo.

Cansei de John Green, cansei de A Culpa é das Estrelas e cansei desse negócio de o autor se tornar mais importante que sua obra.FullSizeRender (2)

Li uma crítica ao filme,  que achei bastante interessante, a afirmação é que Cidades de Papel mistura os clássicos Conta Comigo e O Clube dos Cinco, talvez um pouco exagerado, mas não posso afirmar nada sem ter lido (ou visto) algo. Com certeza o filme, a história e seus atores tem os méritos.

Se não irei ler Cidades de Papel, não posso afirmar. Pode ser que amanha, finalmente decida pegar o livro e finalizar esta leitura. Mas tenha certeza que não encararei outros títulos do autor. A fase já passou.

 

Um comentário para “Cidades de Papel – Uma análise sem filme e sem livro”

  1. Regina disse:

    faz dois anos…

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