Chá das Cinco – As crendices de uma Era #WillShake

Por , 2 de setembro de 2015 17:00

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Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!

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Já parou para pensar o quanto agregamos costumes de outros povos? Como parte da nossa culturas, crendices e modo de viver, é o resultado de um emaranhado de culturas diferentes?

Com a Inglaterra de Shakespeare não era diferente. Na era que tem dois personagens que pode se usar como referência (Shakespeare e a própria Rainha Elizabeth), as tradições, costumes e superstições como é de esperar de um período tão conturbado na história, que tudo tinha um significado.

Quando se pensa em anos, não parece que faz tanto tempo (400 anos), mas 400 anos onde o mundo se transformou tão dramaticamente, nos deixa em um ponto bem longe do que era.

Ainda vamos falar com mais detalhes sobre a vida desse tempo, mas imagina acordar em uma era, onde a Terra ainda era o centro do universo.

Apesar de ter defendido a sua tese antes, somente no ano de 1543 que Copérnico publicaria a sua teoria Heliocêntrica que o Sol, e não a Terra era o centro do universo.

Ideia que foi refutada diversas vezes antes de ser aceita como a verdadeira.A passagem de um cometa no céu ainda era caracterizado como mau agouro para os reinos e Edmond Halley só iria nascer 1656 para analisar e prever que o cometa que as pessoas viam no céu a cada período de tempo era na verdade, o cometa Halley que por causa da sua trajetória passa pela terra a cada 75 anos.

Mas em 1590, ano que Henry VI, primeira peça assinada por Shakespeare foi encenada, tudo isso era um futuro distante e inimaginável, até mesmo para o nosso poeta.

E a Inglaterra tendo passado por tantas transformações carregavam nas suas tradições e medos, a mesma colcha de retalhos que temos em nosso país.

O Saúde ou ‘Deus te Crie'(o ‘Bless you’ deles) que soltamos quando alguém espirra até hoje, tem origens além dessa época e era falado lá, porque se acreditava que quando uma pessoa abria a boca para espirrar o espírito do demônio podia entrar em seu corpo.

E nada de rir, estamos falando de uma época onde a religião tão importante que rir de qualquer costume poderia lhe fazer ser acusado de heresia. E nem importava se quem estava no trono era a Rainha Mary (Católica) ou a Rainha Elizabeth (Protestante).

Mas antes de ser um país com hábitos cristãos, a Inglaterra era um país tomado pela magia e havia alguns parâmetros chamados de ‘Magicas simpáticas’ que as pessoas acreditavam fielmente, vindo do costumes dos Celtas.

Dos Celtas os ingleses acreditavam no poder das plantas e no poder dos nomes, dos Anglo-Saxons veio a crença no poder dos animais, dos romanos as cores e dos Danes (Tribo Alemã que inspirou trabalhos como Beowulf). Até os Vikings tiveram papel nos costumes com a sua crença que o número 12 dava sorte e a nossa mania em até hoje contar tudo em dúzias.

Alguns agouros dá época, permanecem até hoje, como derramar sal, deixar uma porta aberta atrás de você e um gato atravessar o seu caminho.
E porque é tão importante entender que o escritor do nosso desafio vivia em uma época tão diferente e cheia de referências que podem nos parecer estranhas? Exatamente para entende-las quando a lemos.

Shakespeare bebe bastante da cultura folk do seu país, e por isso, entender que entrar em uma floresta para aquele povo era considerado muito perigoso, entre outros fatos que são extremamente esclarecedores.

Amanhã tem resenha de Como Quiserem!

Break a Leg: Shakespeare além das peças

  • BeowulfBeowulf- Autor Desconhecido, 213 páginas
  • Mini-Série Cosmos – Ano de Lançamento 2014 (Tem no netfilix!)

 

 

 

 

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