Chá das Cinco – As peças que Shakespeare viu #WillShake

Por , 6 de setembro de 2015 17:00

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Aristóteles já estava vivo e escrevendo sobre as suas teorias, quando o teatro já existia. Essa forma de cultura é tão antiga que ir atrás da sua real origem é um desafio para o melhor historiador do mundo.

2000 anos depois da Grécia antiga, um jovem William iria sentar em 1569 em Stratford e assistir a sua primeira peça, e isso iria transformar a trajetória do teatro em si.

Quando a companhia Queen Elizabeth’s Men desembarcou nessa pequena cidade há mais de 100 km de Londres, o destino da família Shakespeare seria selado.

Não se sabe qual peça foi encenada, nem mesmo se era uma comédia ou tragédia. A única certeza que a maioria dos estudiosos concordam que é William viu essa apresentação, e que ela pode ter sim um papel bem influente na sua formação.

Essa companhia praticava o estilo de teatro inglês renascente que seria o mesmo estilo seguido por Shakespeare e outros autores da época como Ben Jonson.

Esse foi um período muito importante como referencia para as gerações futuras e durante décadas depois, ainda teria as suas peças repetidas e encenadas novamente.

O teatro da época era baseado em Londres, mas as companhias faziam percursos itinerantes pelos país, tendo assim a oportunidade de mostrar essa forma de diversão para um público maior. Geralmente essas peças eram encenadas nas praças.

Uma realidade do teatro da época, que também iria abrange William, era a oportunidade das pessoas de várias classes sociais verem as peças. Obviamente, havia muitas pessoas famintas ou que moravam isoladamente nas fazendas de ovelhas, e para elas a última preocupação deveria ir ver uma peça.

Mas é reconfortante saber que uma peça de Shakespeare era vista pela rainha e pelo seu guarda. Como isso não é o suficiente para fazer uma nação crescer junta?

Voltando a quem interessa, sabemos que definitivamente Shakespeare ou viu ou encenou a peça de Plautos, The Two Menaechimi, já comentamos dela por aqui, e não há tradução para português. Na época não havia nem mesmo tradução para o inglês, e os jovens pupilos a treinavam assim.

Outro grande autor ancestral é Terence, sendo que o seu trabalho é datado em 186 A.C., mas a primeira edição impressa só seria feita em 1470.

O trabalho dele foi utilizado durante a idade média e renascença pelos monastérios, para auxiliar na conversão. Não seria o primeiro trabalho utilizado para esse propósito e dentro da literatura temos diversos exemplos, como A Divina Comédia de Dante.

Sem uma educação e uma vivencia documentada, fica difícil tentar entender como cada peça dessas influenciou o nosso autora, mas quando analisamos o seu trabalho, percebemos que ele é formado não só de referências britânicas, mas de toda uma cultura que não se adquire da noite para o dia e que requereu um conhecimento do trabalho de outros autores.

Shakespeare pode ser o maior e hoje ser o grande marco do teatro, mas ele ainda assim teve a base de outros trabalhos e não mencionar eles, seria um erro que não estava disposta a correr.

Break a Leg: Shakespeare além das peças

 *  The Two Menaechmuses – pode ser encontrado no livro Plautus: Casina. The Casket Comedy. Curculio. Epidicus. The Two Menaechmuse, que contém todas as obras de Plauts – 537 páginas

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