Nota Musical – Review do show do Muse: tour do CD Drones

Por , 28 de outubro de 2015 9:00

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Existem algumas bandas que simplesmente precisam ser vistas ao vivo. Muse é uma delas.

Eu confesso que sou uma ouvinte bem chata no que se diz respeito a vocais muito agudos e guitarras muito pesadas, mas a qualidade musical do conjunto britânico fez com que eu superasse meu preconceito e me apaixonasse pelo seu som.

Tendo dito isso, quando a banda anunciou que faria mais um (!) show no Brasil para divulgar o seu novo álbum, Drones, eu sabia que teria que ir. Já havíamos conferido a apresentação deles no Lollapalooza do ano passado e eu havia me impressionado bastante – mesmo com o vocalista Matthew Bellamy estar sofrendo com uma faringite que fez com que ele ficasse mais contido nas notas mais altas (e que, diga-se de passagem, não foi o suficiente para fazê-lo desafinar… Muito pelo contrário! Ele arrasou!).

Pois bem. No dia 24 de outubro a equipe do Café estava presente em peso, com ¾ de seus integrantes ocupando um camarote do Allianz Parque.

Logo ao chegar, notamos que o clima estava bem frio… Dentro e fora da pista. Tanto a pista premium como a comum demoraram bastante para encher e passaram longe da lotação máxima. O mesmo aconteceu com as cadeiras do estádio – tanto que quem havia comprado uma cadeira na área superior foi convidado a descer para a inferior. Acreditamos que parte disso se deva não ao poder de fogo do conjunto, mas a uma combinação de fatores entre os quais se destacam os valores altíssimos dos ingressos e o fato de ser fim de semana do ENEM, o que acaba impedindo que muitos jovens venham de outras cidades para conferir o show.

 

Perto das 20h, o palco foi assumido pela banda Maglore, que fez o show de abertura. Nesse momento as pistas ainda estavam bem vazias e a sensação que eu tive lá de cima foi a de que o grupo não empolgou tanto quando poderia… É verdade que a turma que estava bem em frente ao palco vibrou e acompanhou as músicas, mas não foi o suficiente para desviar a atenção do público dos quiosques da Heineken e dos vendedores ambulantes.

Muse2Agora, quando o Muse subiu ao palco, a história foi bem diferente…

Eles “chegaram chegando” com a contagiante Psycho, do seu novo álbum… E a galera foi à loucura!

Com muitos efeitos de luz, vídeos que ajudavam a compor o clima à lá 1984 e solos instrumentais impressionantes, a banda entregou um espetáculo pontuado por um bom mix de músicas novas e antigas, que despertou um certo ar de nostalgia nos fãs das “antiga”.

E a plateia fez bonito: cantou a plenos pulmões desde o hit mais famoso do grupo até a faixa menos conhecida e não desanimou em nenhum minuto.

Aqui eu destaco as performances excelentes de Plug In Baby, Dead Inside, Madness, Starlight e Mercy, que teve direito a chuva de papel picado e efeitos especiais.

Muse3Falando da minha impressão 100% pessoal, adorei ver as melhores faixas de Drones ao vivo e conferir versões de algumas músicas preferidas. Também achei bem bacana esse equilíbrio entre álbuns novos e antigos – ao contrário de muitas bandas que deixam os hit antigos no fundo do baú. Só senti falta de mais músicas no setlist e da presença de algumas músicas consagradas como Hysteria e Panic Station.

Mas, fazendo um balanço, posso afirmar que amei demais esse show e com certeza assistirei mais apresentações da banda!

 

Confira o setlist do show de São Paulo

Psycho

Reapers

Plug In Baby

The Handler

The 2nd Law: Unsustainable

Dead Inside

Resistance

Muscle Museum

Citizen Erased

Munich Jam

Madness

Supermassive Black Hole

Time Is Running Out

Starlight

Uprising

Mercy

Knights of Cydonia

 

Fotos: UOL

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