O Noveleiro – I Love Paraisópolis [FINAL]

Por , 8 de novembro de 2015 12:17

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Depois de provar por A + B que uma trama que se passa em uma das maiores favelas da América do Sul consegue sim ter audiência, a Rede Globo já pode aplaudir de pé a novela “I Love Paraisópolis que chegou ao fim nessa sexta (6) com grande êxito.

Quando começou a mostrar as chamadas em sua programação a Rede Globo queria que a novela fosse seu novo sucesso, mas temia um pouco por conta da ótima “Alto Astral que estava fazendo bonito no horário. É difícil tirar do ar algo que o público se apegou com tanto carinho e que deixa não só a emissora feliz (pelos pontos do IBOPE) quanto toda a equipe pelo belo trabalho e desenvolvido. Assim Alcies Nogueira e Mário Texeira assumiram para si a bronca e disseram que estavam prontos para levar ao horário o que o povo queria de ver.

A história empolgou e emplacou desde o primeiro capítulo, trazendo uma melhor estreia de novela das 19h desde “Cheias de Chame (2012), e fazendo que através das semanas “I Love” ultrapasse por cima até da novela toda poderosa das 21h “Babilônia” (2014-2015) se tornando a maior audiência da emissora.

Vimos que desde o começo a trama estava bem definida, e nos apresentou quem era os mocinhos e quem eram os vilões. Mas ao passar do tempo os mocinhos de Bruna Marquezine e Maurício Destri como Marizete e Benjamin respectivamente, foram sendo esquecidos e dando lugar a novos protagonistas Grego e Margot vividos por Caio Castro e Maria Casadevall. Não é que a história de Mari e Ben foi sendo esquecida, eles apenas foram encontrando a sua felicidade em meio aos problemas assim como na vida real e tentando o “felizes para sempre” enquanto a vida se encarrega de colocar outros protagonistas para tecer novos caminhos. Podendo afirmar que quem levou a novela nas costas foram mesmo os coadjuvantes. Tatá Werneck que foi vendida como a segunda protagonista da trama logo se mostrou apenas uma coadjuvante com a sua Dandra, mas que sempre que aparecia em cena fazia com que o público gostasse do resultado.

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Em um último capítulo bem característico para as produções da TV, teve vilão sendo humanizado e pagando por todos os seus pecados e assim se regenerando e libertando de vez das auguras do passado. Muitos acontecimentos felizes e momentos de euforia, casais encontrando a sua paz e os maus pagando por seus erros. Pedidos de casamentos e o tão aguardado final feliz como o público gosta.

O time de atores da novela pode se orgulhar por trazer leveza, comicidade e drama certo aos seus personagens. Entre os destaques que já falei para Caio Castro e Maria Casadeval (ambos já demonstraram química em “Amor à Vida” [2013]), temos Letícia Spiler com a sua ótima Soraya que aprontou muitas e que viva na corda bamba entre a maldade e a bondade, Nicette Bruno e sua Izabelita com problemas de Alzheimer e sua ótima abordagem. Destaque também para Ilana Kaplan, Luana Martau, Frank Menezes, Priscilla Marinho, Babú Santana, Zezeh Barbosa.

A novela que passou a maior parte da sua trama em uma favela, fez com que a Rede Globo construísse um dos maiores cenários já feitos no Projac a sua central de estúdios. O folhetim trouxe um colorido irreal para Paraisópolis, mas a novela nunca quis ser levada a sério ou como uma obra realista. Apenas pegou um cenário que já existe trazendo alegria para um lugar que costuma ser visto como um lugar ruim e que só existe mal, o que nós sabemos que não é bem assim, já que existe sim alegria, diversidade e muitas pesoas de bem nessa comunidade.

E não é que o autores acertaram na mão e fizeram uma novela que foi divertida e que as pessoas tinham o prazer de ver!? O melhor foi ver pessoas que antes de verem se quer algum capítulo virando o nariz por a trama se passar em uma favela, e depois do sucesso a mesma pessoa assistindo e torcendo pelos personagens. Acho que já passamos do tempo em que as pessoas tenham tanto preconceito com pessoas e coisas que não estão inseridas na sua realidade.

Não vou falar que a problema não enfrentou problemas, porque enfrentou sim a temida barriga que se a trama fosse encurtada para uns 100 capítulo e não os 154 exibidos, a novela tivesse um melhor aproveitamento. Acredito que cada vez os autores e as emissoras deveriam aderir à novelas e séries mais curtos porque não dá tempo do público enjoar da trama e também não tem tempo para a temida barriga. Enfim, mesmo com os problemas de percursos a trama fecha sua história com saldo positivo e abrindo caminho para Totalmente Demais que tem a mesma missão de suas antecessoras, manter o horário ligado e acompanhando uma trama gostosa e leve.

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