O Autor e Eu – Maya Banks

Por , 13 de dezembro de 2015 14:51

Minha escritora favorita é Jane Austen, esse ano descobri o talento de Thomas Hardy e William Shakespeare e a minha lista de livros que quero ler de autores convidados da flip só aumenta.

Mas há uma autora que não configuraria em nenhuma lista de autoras clássicas, que a maioria dos convidados da Flip não devem conhecer, mas que nos últimos anos aparece na lista dos autores que mais li quase todos os anos, que consegue me envolver com as suas palavras (algumas até muito eróticas) e uma das única que consegue me tirar de qualquer ressaca literária. Essa mulher tem nome e sobrenome: Maya Banks.

MayaBanks02_bio
Maya Banks mora no Texas com o seu marido e os seus três filhos, mas por trás de uma mulher que poderia se passar por uma dona de casa americana normal, existe uma escritora que já configurou em número 1 na lista dio New York Times e que escreve livros que envolve mulheres ao redor do mundo.

Ela conhece o seu público e mais importante parece que sabe exatamente como nos agradar em casa livro. Mesmo que o assunto não seja um interesse próprio, porém no final, não tem como fechar o livro sem ter gostado de pelo menos um aspecto.

Maya e Eu

Minha relação com Maya é no mínimo diferente.

Primeiro porque conheci uma Maya muito diferente de cara e por um bom tempo foi ela que ficou. E comecei exatamente por A mulher dos Colters.

Você achou que Cinquenta Tons de Cinza é HOT? Então prepara o ar condicionado de casa porque ler esse livro vai lhe causar uma combustão.

Não acredita? Olha a sinopse:

Holly Bardwell está fugindo de seus erros do passado… diretamente para os braços dos irmãos Colters.
Adam, Ethan e Ryan não estão procurando por mulheres, eles estão procurando por uma mulher. Uma mulher para compartilhar suas vidas e suas camas. Eles não querem uma mulher para deitar sobre o feno, eles querem uma mulher que os complete, e, já estão perdendo a esperança de a encontrar.
Isso até Adam encontrar Holly, caída na neve, próximo de sua cabana. Ele sabe que ela é diferente no minuto que a segura em seus braços. Mas antes que consiga realizar seus desejos, precisa enfrentar as reações de seus irmãos. Logo fica evidente que é ela a mulher que está procurando, existem alguns problemas a resolver mas está convencido que ela lhes pertence e tudo fará para mantê-la a salvo do homem que quer matá-la.

Isso mesmo pessoal, plural.

E foi lendo esse livro, que Banks se revelou o seu maior talento, a facilidade de escrever cenas eróticas mais fortes e cruas do que estava habituada nos romances históricos, só que sem perder a linha.

HIGHLANDER_MOST_WANTED_1350103810PBrinco que tem uma linha tênue para quem escreve esse tipo de gênero que não é para qualquer um.

Um pouquinho pra trás fica frio, um pouquinho para frente fica vulgar.

Isso não quer dizer que nos mais de 70 livros já publicados, Maya nunca errou.

Mas é mais fácil você ler uma situação que lhe deixa desconfortável por uma questão própria, do que por uma má condução dela, isso vindo de uma escritora que publica mais de um livro por ano.

Por exemplo, eu li a série dos colters, O legado dos Colters, ~tranqüilamente~, mas admito que em séries como Sweet e Breathless, me deixam um pouco revoltada com algumas atitudes extremamente possessivas e dominadoras dos homens em questão.

Não é nada que a mocinha não queira, nada que seja forçado a ela, mas ainda assim me incomoda um pouco. Não só nesses, mas em todos os livros com a temática, 50 tons inclusive.

Porém, há tão poucas boas escritoras mulheres que falam da sexualidade e mais especificamente do prazer da mulher, que Maya se destaca.

O(s) homem(s) de seus livros são lindos, altos, fortes e protetores, entretanto, eles estão ali para adorar e satisfazer a mocinha. É incrível como ela consegue escrever as histórias e o tornar a mulher o centro de tudo.

Hoje ainda postarei a resenha  de Descubra-me, série sobrenatural Slow Burn,  lançada pela Gutenberg que ganhará o seu último livro no ano que vem. Esse livro é muito especial para mim de diversas maneiras. =D

foto 2

Listar todos os seus livros aqui necessitaria de muito espaço, mas sendo uma escritora tão boa e tão importante para mim, ano que vem vamos ir publicando várias resenhas de livros novos e antigos de Maya, porque ela merece.

Porque precisamos de livros como os da Maya?

Outro ponto importante, talvez o que mais seja importante nesse momento no mundo para as mulheres é termos escritoras como a Maya que escrevem sobre e para o prazer das mulheres.

Somente uma mulher sabe como é ter medo de ir no mercado a noite e estacionar o carro, ou andar na rua e escutar um homem vindo atrás e já ficar alerta. Pode (e na maioria das vezes) é só um trabalhador voltando para casa, u pai de família preocupado com a sua família, mas nunca dá para saber, e aí o medo aparece.

Porque você fica com medo de que não vai ser só a bolsa que vai ser levada ou o carro, que algo mais, também vai set tirado de você.

Ser mulher não é fácil e já falamos aqui sobre isso, muitas pessoas (até mulheres), não entendem o porque de manifestações como a Marcha das Vadias, ou outros movimentos iguais.

Temos a liberdade, mas ainda somos julgadas. Quantas mulheres foram apontadas enquanto liam 50 tons pela rua, quando os homens fazem coisas muito piores?

Mesmas mulheres que tiveram que aguentar que o livro é ruim, pornográfico e etc. A minha pergunta é: E daí? E.L. James não estava tentando ganhar um Nobel,  e esse tipo de livros já estava no mercado fazia muito tempo, mas ao esfregar na cara da sociedade que as mulheres liam esse tipo de livro, as questões levantadas foram outras.

Por isso, livros como o da Maya são importantes porque são feitos para o público que precisa.

Um comentário para “O Autor e Eu – Maya Banks”

  1. Joana D'arc disse:

    Gostei de sua resenha!
    É verdade que ainda existe certo ceticismo com relação ao que nós mulheres devem ou não ler,para mim existe certa hipocrisia com relação a isso, muitas mulheres criticam ou usam a expressão “safadeza” para descrever tais livros, mas no fundo gostariam de sentir – pelo menos- uma grama do que as personagens sentem.
    Gosto de ler e leio sem nenhum preconceito, escritoras como Maya Banks, Megan Maxwell, Sylvia Day fazem bem em mostrar erotismo!

    [Responder]

Deixe uma resposta