Nota Musical – Review de Anti, da Rihanna

Por , 28 de janeiro de 2016 19:59

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Essa madrugada do dia 27 para 28 de Janeiro de 2016 se tornou uma data histórica para os fã de Rihanna, a musa de Barbados lançou na internet depois de mais de 3 anos desde seu último CD, o álbum “ANTI” que já era esperado pelo grande público desde o primeiro semestre de 2015. E Rihanna ainda descontente com o seu trabalho que vinha fazendo e após liberar três singles: “FiveFourSeconds“, “Bitch Better Have My Money” e “American Oxygen“. Decidiu que o CD teria que ser refeito inteiramente, colocando os três singles apenas como singles especiais e que nada fazia parte de seu novo trabalho.

Após algumas horas depois de lançar “Work” seu novo single com parceria do rapper canadense Drake, e chegar no topo das paradas em mais de 70 países. Ela decidiu liberar através do Tidal (serviço de streaming de música do qual ela é sócia) gratuitamente seu novo filho ao mundo, colocando apenas seu e-mail com nome e sobrenome. E até mesmo se você não for assinante da rede, basta clicar esse link aqui.

E bem, ouvi o álbum todo essa noite umas 5 vezes para ter certeza do que vou falar nessa review. E eis aqui as minhas considerações…

Se você procura um CD da Rihanna com cara de festa e balada pode esquecer. Ela vem lançando nos últimos meses uma sequência de vídeos para relembrar de cada uma de suas eras anteriores, chamados de “ANTIdiary” por meio de quartos e cada quarto estaria destrancando uma fase que ela está deixando para trás. E não apenas nos vídeos ela mostrava que estava se despedindo daquela Rihanna de outrora, mas através de mensagens jogadas por redes sociais.

Em “ANTI” temos uma Rihanna muito mais madura, e séria. Se pararmos para pensar em um termo único para esse álbum, ele seria DARK. esqueça todas as cores, luzes e brilhos. Aqui o que predomina é sua voz que está mais potente do que nunca, e é sabido de todos que ela é uma das únicas cantoras do POP atual que possui timbre realmente forte e capaz de se destacar. É álbum pessoal com tudo o que Rihanna quis colocar para fora e talvez nunca pôde.

Nas primeiras batidas de “Consideration” vemos o que Rihanna quer trazer ao seu novo trabalho, flertando o tempo todo como o Hip Hop e o Soul, e ela não cansa de dizer que esse é seu momento “Eu tenho que fazer as coisas do meu jeito.”.

James Joint” é uma pequena música que nem se quer podemos considerar música, está mais para interlúdio e funciona como ponte para a próxima música do álbum. Com um vocal provocante ela fala de sentimentos aleatórios sobre sexo e drogas.

Logo em seguida vem a forte “Kiss It Better”, que eu considero uma das melhores desse CD. Tem um apelo POP, algo que pode tocar pelas casas noturnas do mundo com algum ajuste de DJ’s. É uma música forte e arrogante, mas que mostra a nova Rihanna de uma forma certa. Para mim iria facilmente funcionar como seu primeiro single, e mesmo que não tenha sido ainda espero que ela ganhe o seu lugar ao sol.

O primeiro single desse CD se chama “Work” e tem a ajuda do seu amigo e parceiro de longa data Drake. É uma música rápida e de batida mais aguçada, que traz uma letra meio doida e que por muitas vezes me perguntei se ela estaria drogada quando gravou. Mas que funciona como single, talvez a única que chegue a se aproximar de algo dos antigos CD da cantora.

Desperado” é uma dessas músicas que mais me chamaram a atenção desde a primeira vez que eu a ouvi. É uma música temperamental e que se arrasta, mas é mais uma dessas músicas que Rihanna afirma que isso tudo se trata de recusa e rejeição.

Em “Woo” temos uma música cheia de distorção lenta, e cheia de pirotecnias vocais, “Eu não me importo com você, não mais”. Estaria ela falando da sua carreira do passado ou quem sabe de algum de seus namorados de outro tempo?

Trazendo para o lado mais realista e um som como se tivesse sido gravado na sua garagem, “Needed Me” traz uma pegada mais electro e usa o tom do álbum, “Será que eles não te disseram que eu era uma selvagem?” canta a moça.

“Sim, eu disse isso, amor” canta ela em “Yeah, I Said”. É uma música repetitiva sobre afirmação sobre experiências da vida, entre elas sexuais e sobre um amor doentio que as pessoas não conseguem entender.

Uma regravação está no meio desse bolo de Rihanna, e “Same Ol’ Mistakes” regravada da banda australiana Tame Impala. Ela canta “Eu me sinto como uma nova pessoa marca”, uma das ótimas músicas desse trabalho, mais voltada para o POP.

Never Ending” é uma balada romântica doce e com uma melodia agradável acompanhada por um violão, para aqueles dias mais sensíveis. Uma delícia de música para relaxar!

O cruzamento de um hino com o Soul de Amy Winehouse, “Love On The Brain” traz uma música retrô que há alguns anos atrás você não pensaria que Rihanna estaria cantando. Com um back vocal afinado e a voz principal trazendo força e alma para uma música que estaria facilmente em algum filme hollywoodiano.

O que começou em “Love On The Brain” é seguido em “ Higher” uma música que flerta com o antigo, e com uma pegada da era de ouro do rádio. Com um focal forte e pontuado o tempo todo, ela afirma “E eu sei que eu poderia ser mais criativo e vir acima com linhas poéticas”, que parece que ela fala sobre coisas corriqueiras em sua vida como amor e drogas.

Uma balada lenta ao som do piano anuncia “Close To You” a última música de “ANTI”, uma música linda e que faz lembrar aquela Rihanna de “California King Bed”. “Não, você não precisa da minha proteção. Mas eu estou apaixonada” fala a música que é uma das mais comoventes de sua carreira.

O que aprendemos com a nova Rihanna? Que é possível se reinventar sem deixar quem você é. ANTI é o trabalho mais arriscado de toda a sua carreira musical até aqui. Ele representa um desvio momentâneo da pista que Riri já estava acostumada. Agora resta saber se os fãs vão embarcar com ela nessa nova empreitada, e se também vão comprar suas idéias. É um tiro que Rihanna preferiu dar e que ela coloca tudo em seus próprios ombros, mas vamos até quando uma artista como ela fica sem um grande hit explosivo.

Aqui ela se afirmou uma artista completa que consegue performar e explorar vários territórios, vamos aguardar seus próximos passos porque ela afirmou no site do projeto “Vocês não viram nada ainda, tenham paciência!”. O que será que significa essa mensagem? Para muitos fãs da moça, quer dizer que vem mais um CD por aí, e não estamos falando da versão Deluxe de ANTI, e sim de um totalmente novo. Se isso é verdade? Só o tempo dirá, até lá vamos curtir essa viagem que é ANTI com a Rihanna.

Músicas que eu mais gostei: “Kiss It Better“, “Desperado“, “Work” e “Close To You“.

anti-Rihanna-Capa-CD-Alta-ResolucaoCD: Anti
Artista: Rihanna
Ano: 2016
Nota: 4 estrelas

Um comentário para “Nota Musical – Review de Anti, da Rihanna”

  1. Mari disse:

    De repente todo mundo estava falando em ANTI e Work no twitter e eu sem nem saber de que artista era. Mas acho interessante esse novo trabalho da Rihanna e como ela se reinventa. Não tenho certeza se amei o resultado tanto assim, mas acho que ela fez bem em arriscar.

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