Nota Musical – Review Show da Laura Marling

Por , 20 de abril de 2016 12:39

A inglesa Laura Marling visitou pela segunda vez no Brasil, trazendo as músicas do seu mais recente trabalho e hipnotizando uma plateia inteira.

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Quando Laura Marling subiu ao palco do Cine Joia, poucos minutos depois do horário previsto (23:00), a plateia composta por idades e jeitos diversos (com um forte apelo para a casa dos 20 anos), as palmas vieram forte.

Porém, foi ela começar a entoar os primeiros acorde de ‘Once I was a Eagle’ que um silêncio surreal (mas muito bem vindo) caiu na plateia.

Você podia ouvir até os sons das latas sendo abertas ao fundo no bar. Todo esse silêncio fazia parte, afinal com uma voz maravilhosa e acompanhada de dois músicos e um violão, Laura Marling entregou ao público a mesma qualidade que ouvimos em seus CDs.

Ela tem algumas músicas para ‘se cantar junto’, porém o consenso geral foi que estávamos ali para ouvir ela e a sua voz.

Ao emendar sucessos da sua carreria, pouco a pouco os fãs e curiosos presentes, foram se soltando e um coro baixinho foi surgindo ao fundo.

Laura costuma improvisar ao vivo em algumas das suas músicas mais conhecidas, mas ela timidamente sorriu em todas as vezes que o publico cantou junto. Como se sentisse feliz ao ouvir com aquele pequeno coro lhe acompanhando.

As músicas tem um tom mais sombrio e apesar de acompanhar e gostar do eu trabalho, muitas vezes aqui e nas minhas redes sociais, afirmei que não sentia muito o seu coração ali. E aproveito esse mesmo espaço para afirmar que eu estava (felizmente) errada.

Show no youtube é uma coisa, show ao vivo é outra e Laura me mostrou da forma mais simples e incisiva: que ela canta muito mais do que com o coração.

Em casa música, a impressão que tive é que ela tenta se manter distante ao mesmo tempo que toda aquela ‘história’ que inspirou a música é revivida em algum canto da sua mente.

Tudo isso, tocando e cantando como se estivesse andando na rua, como se fosse uma segunda natureza do corpo humano.

Ver o show em um lugar pequeno também colaborou para esse clima magnifico. Talvez em um festival ou show grande, ela acabasse parecendo pequena e frágil no palco, mas ali com uma combinação de jeans, camiseta branca, sapatilha e sem efeitos especiais, essa inglesa de 26 anos era praticamente uma rainha, dominando os seus súditos com o melhor que ela poderia ofertar.

Ela não cantou duas das minhas músicas favoritas (Alas I cannot Swim e Blackberry Stone), mas pelo menos tenho vários motivos para com certeza, conferir a sua apresentação toda vez que ela pisar no Brasil.

Crédito da Foto: Instagram @fsquest

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