#LendoKing #1 – O Pistoleiro

Por , 7 de julho de 2016 9:00

Se você leu o nosso post de introdução ao desafio #LendoKing sabe que a minha curiosidade em torno da obra do autor se deu paralelamente ao meu interesse pela série A Torre Negra.

Apesar de ainda ser um conceito um tanto quanto abstrato para mim, a saga épica desenvolvida por Stephen King ao longo de 22 anos, que mistura fantasia, ficção científica e terror, me deixou com a pulga atrás da orelha e com a promessa de um dia desbravar suas milhares de páginas.

Para ajudar a dar “aquele empurrãozinho”, Stephen King anunciou a adaptação do livro para as telonas, estrelada por Idris Elba e Matthew McConaughey, para 2017. Lembro de que, assim que saiu a notícia, eu e a Fanny trocamos mensagens praticamente simultâneas com a proposta: “Vamos ler ‘A Torre Negra’???” e até o Will entrou nessa com a gente!

É, esse dia finalmente chegou.

 

O Pistoleiro

 

‘O Pistoleiro’ apresenta ao leitor o fascinante personagem de Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam “seguiu adiante”.

Para evitar a completa destruição desse mundo já vazio e moribundo, Roland precisa alcançar a Torre Negra, eixo do qual depende todo o tempo e todo o espaço, e verdadeira obsessão para Roland, seu Cálice Sagrado, sua única razão de viver.

O Pistoleiro acredita que um misterioso personagem, a quem se refere como o homem de preto, conhece e pode revelar segredos capazes de ajudá-lo em sua busca pela Torre Negra, e por isso o persegue sem descanso. Pelo caminho, encontra pessoas que pertencem a seu ka-tet ou seja, cujo destino está irremediavelmente ligado ao seu. Entre eles estão Alice, uma mulher que Roland encontra na desolada cidade de Tull, e Jake Chambers, um menino que foi transportado para o mundo de Roland depois de morrer em circunstâncias trágicas na Nova York de 1977.

 

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”.

Antes de mais nada, gostaria de ressaltar que nem eu nem a Fanny somos peritas na obra do Stephen King e ainda não fazemos parte da comunidade de leitores aficionados pela série. Nossas impressões são de leitoras comuns, que admiram sim a escrita do King e resolveram mergulhar de cabeça em seus livros. Essa é uma experiência 100% nova para nós, que estamos tendo contato pela primeira vez com a mitologia e com o nosso ka.

Tendo dito isso, começo esse post sobre O Pistoleiro afirmando que gostei mais deste livro do que imaginava. Explico: em meio ao pouco que sei sobre A Torre Negra, sempre me deparei com uma opinião unânime: este primeiro volume é tido como algo bastante introdutório (e até mesmo um pouco confuso), mas todos recomendam que os futuros leitores não se deixem abater por ele e sim insistam, uma vez que a partir do segundo volume a história começa a ficar boa.

Pois bem. Iniciei a leitura sem nenhuma expectativa e o que encontrei foi uma leitura ágil, repleta de idas e vindas no tempo, e o ponto de partida de um enredo no mínimo fascinante. É bem verdade que por vezes me vi um pouco perdida, tentando situar o cenário da série no tempo e espaço e tentando entender os termos e elementos específicos deste novo mundo. Porém, fiquei curiosíssima para conhecer mais sobre Roland e sua busca pela Torre.

Para entender um pouquinho as referências empregadas pelo autor nesta obra, acho indispensável ler o prefácio que ele escreveu para a edição de 2003 (vale destacar que a primeira edição do livro havia sido publicada em periódicos e que, após publicar o último volume da série em 2003, King revisitou este primeiro livro e inseriu alguns elementos que ajudariam a compreender ou a prever acontecimentos futuros do enredo). Nele, o autor fala um pouco sobre o sentimento de invencibilidade da juventude e sua vontade de escrever “o romance popular mais comprido da história”, além da influência da obra de Tolkien e da Terra Média na criação do universo de A Torre Negra.

Como citei anteriormente, este é de fato um volume introdutório, que começa a desenhar a personalidade de Roland e seu objetivo maior de encontrar A Torre Negra – que em horas parece ser um lugar físico, em outras uma entidade, uma Força, que controla os diversos mundos e tempos paralelos. Nessa introdução acompanhamos a sua peregrinação pelo deserto atrás do homem de preto e os sacrifícios que ele deve fazer no caminho. Através de flashbacks e lembranças, também temos um vislumbre do garoto que Roland era e a sua jornada para ser O Pistoleiro.

Além disso, também temos uma leve indicação de “o que” seria este universo. Seria uma Terra pós-apocalíptica? Um universo paralelo? “O outro lado”? Acredito que, além da procura pela Torre, a busca por estas respostas irá nos conduzir pela série… E mal posso esperar por isso!

“(…) quando alguém anda à procura da Torre Negra, o tempo é um assunto que não tem absolutamente nenhuma importância”. (Stephen King)

 

Ficha Técnica:

Título: O Pistoleiro (The Gunslinger)

Autor: Stephen King

Editora: Ponto de Leitura (Suma de Letras)

Páginas: 287

Avaliação da Sabrina: 3.5/5 estrelas

Avaliação da Fanny: 3/5 estrelas

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