Pipoca Salgada – A Princesa e o Plebeu

Por , 19 de agosto de 2016 12:05

Todo mundo tem um começo. E o da grande estrela Audrey Hepburn, foi em A Princesa e o Plebeu, ao lado de ninguém menos que Gregory Peck.

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A Princesa e o Plebeu, Roman Holiday no original, é uma espécie de história de Cinderela às avessas.

Uma princesa riquíssima tem uma crise nervosa por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes: o que ela quer é apenas viver como uma garota normal.

Então durante a noite foge do seu palácio e acaba encontrando não um príncipe encantado, e sim um jornalista interesseiro, que a reconhece (embora ela não saiba disso) e quer conseguir uma reportagem exclusiva que lhe renderá uma enorme quantia de dinheiro.

roman_holiday_thumb[2]Como disse, esse foi o primeiro grande filme de Audrey.

Hollywood e o mundo, ainda não a tinha descoberto, mas o seu companheiro de tela, e já um famoso ator Gregory Peck, sabia.

Ele sugeriu, por exemplo, que o nome de Audrey aparecesse primeiro nos créditos, porque segundo ele, ela ainda seria uma grande atriz.

E no papel da Princesa Ann, em busca de um tempo de diversão, Audrey conseguiu equilibrar beleza, sofisticação, delicadeza e um brilho no olhar, que é visível, mesmo o filme sendo em todo preto-e-branco.

Pela sua pouca experiência, Audrey deixou o diretor, William Wyler ( que ainda dirigia Ben-Hur, e voltaria a trabalhar com Audrey anos depois) louco em uma cena, porque ela não conseguia chorar, o que resultou na filmagens de vários takes.

zzroman0Gregory Peck, já tinha uma carreira estabilizada e só aceitou o papel em uma comédia, porque nunca tinha feito nada do gênero. Não o considero extremamente bonito, porém, com todo o seu charme, uma sobrancelha característica e um olhar firme, que consegue ser carinhoso e forte ao mesmo tempo. Não dá para resistir ao seu Joe Bradley.

O filme é bem montando, e concentra a maioria das cenas de drama para o final, então dá para divertir bastante até lá, mas já aviso: Aqui também tem uma história tocante, então prepare o lencinho para o seu final, que é real, bonito e emocionante.

Eu achei o roteiro um pouco chato em algumas partes, e as piadas não são tão engraçadas assim, mas não tira a beleza da trama. Mas como sempre, não leve muito a minha opinião, já que ele ganhou o Oscar de Melhor Roteiro.

Outro Oscar que o filme levou? O de Melhor Atriz para Audrey Hepburn.

Nada mal (e super merecido!) para uma novata, não?

Gregory Peck estava certíssimo.

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