Pipoca Salgada – Uma Garrafa no Mar de Gaza

Por , 26 de agosto de 2016 12:05

Imagine você vivendo, em um ambiente de guerra velada. Onde há momentos de paz e momentos de guerra.
Momentos de incertezas… e momentos em que a vida simplesmente tem que seguir em frente.

41628_thumb[2] Tal (Agathe Bonitzer) tem 17 anos, é francesa, judia e vive em Jerusalém. Naim (Mahmud Shalaby) tem 20, é palestino e vive em Gaza. Uma carta em uma garrafa jogada ao mar os aproxima do mundo distante um do outro.

Uma Garrafa no mar de Gaza, fala sobre um conflito em que estamos tão acostumados a ver no noticiário, que raramente paramos para analisar como deve ser vida das pessoas lá.

E paramos ainda menos, para pensar em como os jovens e as crianças vivem nesse ambiente.

Pequenos indivíduos que nasceram ou mudaram para lá pela força de outra pessoa, e foram ‘lançados’ dentro da rede de ódio e briga que dura há muitos anos.
20140561.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-20120615_070446_thumb[2]Por isso o filme é um soco no estômago para muitos. Olha! Tem gente morrendo lá, e nós não podemos fazer nada.

Assim como essas pessoas que são jovens participam de uma guerra que elas não começaram e talvez nem gostassem que continuassem.

Tal tenta viver a vida de uma adolescente normal, mas o conflito da sua região lhe motiva a viver uma vida mais regrada, controlada, com medo do que pode lhe vir a acontecer.

Quando ela começa a trocar mensagens com Naim parece que tudo começa a fazer sentido, mas não faz.

Em um momento do filme, Tal diz: “Achei que você me traria repostas, mas me trouxe mais perguntas”.

A vida de Naim é mais sacrificada, mas nem por isso é errada ou mais feia do que a de Tal. Ele não tem vergonha da sua cultura e da sua origem, muito pelo contrário. Porém, como qualquer pessoa, ele quer ver mais, quer conhecer o mundo que tem lá fora, além dos muros que sempre delimitaram a sua vida.

ff2d29e4-517c-11e1-af97-c8935d84be1a-493x328_thumb[1]De certa forma, um é um apoio para o outro. Mesmo com a distância. Mesmo com a separação religiosa.

O filme não quer mostrar quem está certo ou quem está errado, ele só quer mostrar o que é a vida para dois jovens que nasceram dentro de um conflito imposto pelas suas religiões.

Nesse momento, percebemos que a muralha erguida separando os dois mundo, é mais do que o concreto do muro, é o sentimento levantado durante anos e anos de lutas.

O final é maravilhoso, e você termina encantada com o que acabou de ver.

Um filme que lhe faz pensar, mas um filme que lhe emociona e lhe deixa com esperança de um mundo melhor. Um mundo, em que as pessoas desses opostos tão fortes, possam se relacionar.

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