Blá Blá Blá – There’s no place like home e o que você encontra na Bienal

Por , 27 de agosto de 2016 14:02

Loving-Image

Em O Mágico de Oz, depois de tentar fugir de casa em seu mundo, Dorothy acaba presa em casa e arrastada para o mundo de Oz. Lá ela tem incríveis aventuras e conhece amigos, canta, se diverti e vê a vida de outra perspectiva.

Mas quando tudo acaba, Dorothy só quer ir para casa.

Para quem ama os livros, a vida é bem parecida com a história da Dorothy. Temos os livros que são as nossas casas, podemos abrir em qualquer lugar e estamos em casa, são o nosso refugio mesmo quando a história ali dentro não é tão animada e reconfortante.

E de vez em quando, um tornado vem destruir a nossa zona do conforto e nos arrasta para a vida. Essa mudança pode ser boa ou não, mas assim como Dorothy aprendemos andando por aí, nos divertimos, mas chega uma hora que o batuque das 4 da manhã se torna menos interessante e você só quer ir para casa e terminar aquele capitulo.

De uma forma, a Bienal (ou qualquer evento literário como a Flip) é a junção de Oz e a nossa casa. Não é um lugar que vamos ler livros o tempo todo (apesar de acontecer em vários momentos), mas estamos rodeadas por eles, e por pessoas que trabalham com eles e mais importante: Por pessoas que os amam e entendem o quanto eles são importantes.

Como leitores, muitas vezes escutamos pessoas nos perguntando porque gostamos de ler tanto. Elas não são leitores e entendemos isso, porém para eles parece impossível que um livro de 300 páginas possa nos fazer tão bem.

Mas dentro dos limites de um evento assim, estamos finalmente em casa por algumas horas, a única diferença é que essa casa vai nos apresentar a novos livros, fazer a nossa coleção aumentar e até mesmo nos fazer ter mais amigos.

Não há lugar como a Bienal, e para quem ama livros, é realmente como chegar em casa.

 

Deixe uma resposta