Entre Páginas – Relendo Harry Potter em inglês: O Cálice de Fogo

Por , 9 de outubro de 2016 12:42

Chegamos no quarto ano de Harry Potter em Hogwarts, e é em O Cálice de Fogo que a caldo entorna de vez.

harry-potter-and-globet-of-fire-coverVerão, Harry Potter, agora com 14 anos, sente sua cicatriz arder durante um sonho bastante real com Lord Voldemort, o qual não consegue esquecer; três dias depois, já em companhia da família Weasley, com quem foi passar o restante das férias, na final da Copa Mundial de Quadribol, os Comensais da Morte, seguidores de Você-Sabe-Quem, reaparecem e alguém conjura a Marca Negra – o sinal de Lord Voldemort – projetando-a no céu pela primeira vez em 13 anos, causando pânico na comunidade mágica. Será que o terrível bruxo está voltando? Tudo indica que sim…

O ano letivo já começa agitado. Harry volta para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para cursar a quarta série. Acontecimentos inesperados – como, por exemplo, a presença de um novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas e um evento extraordinário promovido na escola – alvoroçam os ânimos dos estudantes. Para surpresa de todos não haverá a tradicional Copa Anual de Quadribol entre Casas. Será substituída pelo Torneio Tribuxo, uma competição amistosa entre as três maiores escolas europeias de bruxaria — Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang — que não se realizava havia um século. A competição é dividida em tarefas, cuja finalidade é testar a coragem, o poder de dedução, a perícia em magia e a capacidade de enfrentar o perigo dos campeões. Liderados pelo professor Dumbledore, os alunos de Hogwarts terão de demonstrar todas as habilidade mágicas e não-mágicas que vêm adquirindo ao longo de suas vidas.

Apesar de alunos menores de 17 anos não poderem se inscrever no Torneio, inexplicavelmente Harry é escolhido pelo Cálice de Fogo, um grande copo de madeira toscamente talhado cheio até a borda com chamas branco-azuladas, para competir como um dos campeões de Hogwarts. Tendo a seu lado os fiéis amigos Rony Weasley, Hermione Granger e agora também o seu padrinho, o bruxo Sirius Black, que fugiu de Azkaban no ano anterior, o menino feiticeiro tentará escapar mais uma vez das armadilhas de Lord Voldemort.

Além de todos os desafios, há feitiços a serem aprendidos, poções a serem preparadas e aulas de Adivinhação, entre outras, a serem assistidas, Harry terá que lidar ainda com os problemas comuns da adolescência: amor, amizade, aceitação e rejeição.

Quando eu descobri Harry Potter, o Cálice de Fogo estava para ser lançado. Porém, mesmo após o lançamento do primeiro filme (A Pedra Filosofal em 2001), eu ainda demoraria uns meses para ler o quarto livro motivado por vários fatores, mas principalmente pelo financeiro.

Eu li o Cálice emprestado da biblioteca em 3 dias. Foi um novo recorde em tempos de leitura, em uma época em que eu não sonhava que um dia, se eu terminaria um livro no mesmo dia com facilmente.

Além disso, esse foi um livro de aprendizagem.Até então, eu tinha uma ‘mania’ de ler o final do livros, dar uma olhada nas últimas páginas. Só que nesse, eu soube antes de começar a ler, que uma certa pessoa morreria.

Depois disso, eu NUNCA mais olhei as últimas páginas de um livro. NUNCA.

Se em O Prisioneiro de Azkaban descobrimos novos elementos sobre a vida e o passado de Harry, o Cálice vira o lado, e trás várias novidades sobre o mundo dos bruxos. É um livro recheado de eventos e novas pessoas, e com isso, vamos percebendo que o mundo dos bruxos é gigantesco, e até mesmo possuía uma escola de bruxaria no Brasil, que descobrimos ano passado que se chama CasteloBruxo.

Eu sei que algumas pessoas não gostaram muito desse nome, mas eu AMEI! Você escuta e lembra de castelo de Castelo Rá-Tim-Bum, que foi praticamente o primeiro bruxinho que tivemos acesso durante a nossa infância (seguido logo depois pela Fada Bela, obviamente).

Além disso, os momentos de pequenas paqueras se iniciaram aqui para nunca mais parar. Sabemos que o auge chegará em O Príncipe Mestiço, mas ainda assim é um bom inicio.

Leia Também:

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Novamente, me peguei prestando atenção em como Harry Potter é um livro divertido e engraçado. São pequenas frases e comentários, mas que fazem valer cada momento.

Apesar da dificuldade das tarefas do torneio Tribruxo, você percebe que as ajudas que Harry ganhou ao longo do caminhos em todas as tarefas, lhe ajudaram a não passar vergonha e a ficar vivo até o final do livro.

Mas ainda assim, nesse livro dá para perceber porque Harry foi escolhido para Grifinória. Nos outros livros, ele está enfrentando situações de vida e morte, mas mesmo cercado de professores em um ambiente ‘seguro’ ele possui uma coragem gigantesca.

Eu reli esse livro com muito cuidado em algumas partes, por conta de ouros detalhes do futuro, mas ainda assim a leitura foi tão proveitosa quanto.

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O inglês já deixou de ser um empecilho, porém, apesar de saber a história, é como se e estivesse lendo pela primeira vez. Ou como quando leio um romance histórico em que sei que o casal vai ficar junto no final, mas é história pelo caminho que é a grande diversão.

Ainda falta mais três livros para chegar em A Criança Amaldiçoada, mas por tudo que passei esse ano, exatamente por causa de Harry Potter, reler e sentir como se fosse a primeira vez, me mostra como eu fui uma criança/adolescente sortuda por ter tido Harry Potter em minha vida.

Mas voltando a história, esse foi um livro bem grande, que nos prepararia o terreno para enfrentarmos o gigantesco (não que estivéssemos reclamando) A Ordem da Fênix. Porém, ainda assim não tem uma parte sem importância. Todos os momentos ali serão importantes para o futuro da história, e é bom sentir que você não foi enganado ou enrolado.

Quem já leu sobre a série e Rowling sabe que o universo de Harry Potter tem toda uma base por trás, e que ela possuía cadernos e mais cadernos sobre conteúdos sobre os elementos da série. Acredito que a maioria desses segredos e histórias de suporte que não aparecem no livro ela está aos poucos disponibilizando no Pottermore, mas lendo os livros dá para perceber que ela sabia exatamente onde gostaria de chegar.

Luna Lovegood só apareceria no próximo livro, mas os Lovegoods são mencionados pelo Sr. Diggory antes deles pegarem a chave de portal para a Copa do Mundo de Quadribol.

Porém, pela primeira vez eu reparei em um erro dentro da série. No final de o Cálice de Fogo, os pessoal pega as carruagens de volta para o trem, e mesmo já tendo visto a morte do Cedrico, Harry ainda vê as carruagens sem os tresálios. Eu fui até a minha biblioteca (leia-se estante) e consultei a minha cópia de Animais Fantásticos e Onde Habitam (me senti a Hermione) para entender isso, mas eles nem são mencionados lá.

Das duas uma, ou o bruxo tem que ‘absorver‘ a morte para ver os tresálios ou Rowling esqueceu de fazer algo aqui.

Dessa vez passa, Joane. =P

Eu já estou relendo a Ordem da Fênix, e gostaria de saber como vivemos tanto tempo esperando pelo próximo livro. A história termina tão aberta e com tantas possibilidades (como seria todos os outros livros da série daqui para frente) que pensar que esperamos dois anos para saber a continuação, dá quase uma dor no coração.

Ficha Técnica:

Livro: Harry Potter and the Globet of Fire

Autora: J.K. Rowling

Editora: Scholastic

Páginas: 734 páginas

Nota: 5/5 estrelas

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