#LendoKing #3 – A Escolha dos Três

Por , 13 de outubro de 2016 12:37

Por Fanny Ladeira e Sabrina Inserra

Próxima parada da série A Torre Negra e do nosso desafio #LendoKing!

Se em O Pistoleiro fomos “jogados” em um universo árido – e meio estranho –, em um enredo incômodo mas, ao mesmo tempo, fascinante, em A Escolha dos Três nos deparamos com uma narrativa ainda mais ágil e intrigante.

 

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Atenção! Pode conter spoilers de O Pistoleiro!

 

As cartas revelam aqueles que Roland deverá escolher para ajudá-lo em sua busca: O Prisioneiro, A Dama das Sombras e A Morte. Roland encontra três portas que o levam do Mundo Médio para três épocas diferentes. A primeira o transporta a 1987 e a Eddie Dean, um viciado em heroína. É O Prisioneiro, refém de seu vício. A segunda o transporta à mesma cidade, à década de 1960. A Dama das Sombras que Roland encontra é Odetta Holmes, uma ativista política cuja dupla identidade corresponde à Detta Walker, rebelde e cleptomaníaca. A terceira porta o leva a 1977, onde encontra Jack Mort, A Morte. Jack é um assassino inescrupuloso, responsável pela primeira morte de Jake. Durante seu domínio sobre Jack, o pistoleiro conseguiu evitar a morte de Jake, criando duas linhas de tempo diferentes em sua cabeça e na do menino. Ambos começam a ser dilacerados por essa dualidade, que será um dos temas principais do próximo livro.

 

Depois de sua jornada inicial pelo deserto atrás do homem de preto e do resultado traumático dessa primeira perna da empreitada, Roland se encontra em uma praia habitada por seres esquisitos (e mortais).

É neste local que ele começa a cumprir o que foi profetizado em seu encontro com o Oráculo: o número TRÊS se faz presente na manifestação de três portas, que se abrem para a consciência de seus futuros companheiros de jornada. Porém, se você tinha em mente um grupo formado por “mocinhos”, pode começar a mudar seus conceitos…

E esse é o máximo que vamos revelar do enredo.

Confesso que iniciei a leitura deste segundo volume de A Torre Negra com bastante empolgação. Achei a narrativa bem mais ágil do que no primeiro livro e acredito que parte disso se deva à evolução de King como autor e a outra parte ao fato de já estarmos mais acostumados a este universo fantástico. Para vocês terem uma ideia, em certo momento da narrativa estava tão entretida que cheguei a perder a minha parada na estação de trem – e isso é algo realmente inédito para mim.

Porém, tendo dito isso, da metade para o final senti que a obra começou a se arrastar – e grande parte disso se deve a outro personagem ao qual fomos introduzidos e pelo qual não senti absolutamente nenhuma empatia.

E para aproveitar todo é enredo da série, é necessário se desprender de alguns conceitos e ideias do mundo que conhecemos. Se ficar pensando muito, em como aquilo está acontecendo perderá o ritmo da história.

Apesar disso, A Escolha dos Três é um livro bem mais estruturado do que O Pistoleiro e nos dá um vislumbre do verdadeiro potencial da série. Acredito que a partir daqui a tendência é que os próximos volumes tenham um ritmo ainda mais intenso e eletrizante.

Meu veredito? Ainda não desisti de A Torre Negra!

 

Ficha Técnica:

Título: A Escolha dos Três (The Drawing of the Three)

Autor: Stephen King

Editora: Ponto de Leitura (Suma de Letras)

Páginas: 512

Avaliação da Sabrina: 3.5/5 estrelas

Avaliação da Fanny: 3/5 estrelas

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