Entre Páginas – Relendo Harry Potter em inglês: O Enigma do Príncipe

Por , 22 de outubro de 2016 22:49

Em Half-Blood Prince, Harry pela primeira vez tem ‘autorização’ para enfrentar perigos ao lado de Dumbledore e se prepara para enfrentar Lord Voldemort.

harry-potter-and-the-half-blood-princeHarry Potter e o enigma do Príncipe dá continuidade à saga do jovem bruxo Harry Potter a partir do ponto onde o livro anterior parou, o momento em que fica provado que o poder de Voldemort e dos Comensais da Morte, seus seguidores, cresce mais a cada dia, em meio à batalha entre o bem e o mal. A onda de terror provocada pelo Lorde das Trevas estaria afetando, até mesmo, o mundo dos trouxas (não-bruxos), e sendo agravada pela ação dos dementadores, criaturas mágicas aterrorizantes que “sugam” a esperança e a felicidade das pessoas.

Harry, que acabou de completar 16 anos, parte rumo ao sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, animado e, ao mesmo tempo, apreensivo com a perspectiva de ter aulas particulares com o professor Dumbledore, o diretor da escola e o bruxo mais respeitado em toda comunidade mágica.

Harry, longe de ser aquele menino magricela que vivia no quarto debaixo da escada na casa dos tios trouxas, é um dos principais nomes entre aqueles que lutam contra Voldemort, e se vê cada vez mais isolado à medida em que os rumores de que ele é O Eleito, o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas, se espalham pelo mundo bruxo. Dois atentados contra a vida de estudantes, a certeza de Harry quanto ao envolvimento de Draco Malfoy com os Comensais da Morte e o comportamento de Snape, suspeito como sempre, adicionam ainda mais tensão ao já inquietante período.

Apesar de tudo isso, ele e os amigos são adolescentes típicos: dividem tarefas escolares e dormitórios bagunçados, correm das aulas para os treinos de quadribol, e namoram. Rony e Hermione, os melhores amigos de Harry, se dão conta (finalmente!) da atração que sentem um pelo outro; Harry e a Gina, a irmã mais nova de Rony, também.

Depois de 5 reviews dos livros anteriores, há alguns comentários sobre a série que podem soar desnecessários e repetitivos da minha parte: o livro é mais engraçado do que me lembro, está sendo uma aventura ler toda a história novamente e quase ‘esqueço’ do que está por vim (apesar de conhecer a história de cor e salteado).

Quem leu os posts anteriores já leu todo esses relatos, então sigo em frente, mas saiba que continua tudo sendo verdade.

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Estou aproveitando essa releitura para ligar os pontos de vários detalhes da série e que depois voltam a tona em A Criança Amaldiçoada. Sei que alguns já leram em inglês e que outros vão devorar na semana que vem.

Quando finalizar a leitura, fica meu conselho: Pegue a série e releia tudo.

Eu sei que tem alguns grupos que está fazendo o contrário (relendo toda obra antes), mas lhe garanto que vai ser uma aventura fazer esse trabalho ao contrário também.

Mas voltando em O Enigma do Príncipe, esse é de todos o livro mais ‘tranquilo’ de toda a série para Harry. Apesar do perigo espreitar de todos os lados e do começo ao fim da história, mas a morte do seu ‘ultimo protetor’ como ele mesmo fala no final do livro dá  tom pra o último livro da série.

Aproveitando esse momento de calmaria antes da tempestade, Rowling mandou flechas de amor para todos os lado dentro da história. É nesse livro que temos a primeira grande dica de que Hermione e Ron gostam um do outro, que Fleur e Bill fazem todos os planos para o casamento e que Harry encontra (na verdade percebe) quem seria o grande amor da sua vida.

Mencionei no post de A Ordem da Fênix que quando a Luna entrou, achei ela perfeita para o Harry, relendo o livro que eu percebi que Gina era a perfeita escolha desde daquele livro.

Mas foi a relendo a cena do funeral do Dumbledore que me atingiu de uma vez que os dois foram feitos, um para o outro.

Lembro que vibrei muito quando os dois se beijaram pela primeira vez (uma cena memorável) e me diverti com ele sendo atormentado durante grande parte do livro com a possibilidade de ficar em ela.

São cenas que lembro de ler. Todas. Porém, a cena do funeral me pegou diferente dessa vez.

E o funeral desse livro tem um simbolismo maior para Harry, o mundo dos bruxos e a ordem da fênix do que qualquer outro. Com Voldemort de volta, os Comensais da morte invadindo Hogwarts e o perigo crescendo, a sua partida representa um golpe baixo para todos.

A aproximação de Harry com Dumbledore não facilita a partida, mas sabendo do seu destino, Dumbledore fez de tudo para o deixar preparado para o que vinha pela frente.

Somado a tudo isso, temos que acostumar com a estranha sensação de saber que Harry não voltará em Hogwarts para o seus últimos ano.

Lembro que quando terminei essa leitura fiquei pensando o quanto estranho seria isso, mas Rowling teceu uma boa narrativa para As relíquias da Morte que não deixa nada de fora.

Também terminamos esse livro com a sensação estranha de Snape. Na época o auge do Orkut, eu participava de uma comunidade que se chamava: “Odeio Snape, mas traidor? Nunca“.

Me senti bem ~trouxa~ com o final dele nesse, mas sabemos que o próximo será mais esclarecedor nesse ponto. Ainda assim, ler o Harry o chamar de covarde e ele responder em altura que ‘não era covarde’ arrepia quando você sabe o que está por vim, e o que há por trás de tudo o que aconteceu até aquele momento. Mas voltaremos a falar de Snape no próximo livro.

Tendo dito tudo isso sobre esse livro magnífico, admito que assim como os seus amigos, fiquei bem entediada com toda a obsessão com o Malfoy.

Ainda assim, o livro terminou com o maior gancho possível e nos embrenhamos em As Relíquias, para descobrir o destino de todos.

Ficha Técnica:

Livro: Harry Potter and the Half-Blood Prince

Autora: J.K. Rowling

Editora: Scholastic

Páginas: 652 páginas

Nota: 5/5 estrelas

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