Entre Páginas – Relendo Harry Potter em inglês: As Relíquias da Morte

Por , 29 de outubro de 2016 13:30

Nossa jornada ( e do Harry) está chegando ao fim, e uma nuvem de nostalgia me envolveu.

deathly-hallows-new-cover-630Harry Potter está prestes a fazer 17 anos, mas, ao contrário das outras vezes, não irá para Hogwarts após seu aniversário. Agora, escoltado por uma verdadeira brigada de bruxos, ele precisa fugir, antes que Voldemort o encontre. Esse ingresso brusco na vida adulta marca o início da aventura do jovem bruxo no último livro da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Em Harry Potter e as Relíquias da Morte, o encontro inevitável com Lord Voldemort não pode mais ser adiado. Harry, no entanto, precisa ganhar tempo para encontrar as Horcruxes que ainda estão faltando. E, pelo caminho, descobrir o que são afinal as Relíquias da Morte e como ele pode usá-las contra o Lorde das Trevas. Seguindo as poucas pistas deixadas por Dumbledore, Harry conta apenas com a ajuda dos leais amigos Rony e Hermione.

Juntos, eles percorrem lugares nunca visitados, descobrem histórias nebulosas sobre pessoas queridas e acabam por desvendar mistérios que os incomodavam há muito tempo. Enquanto Harry, Rony e Hermione vagam por diferentes lugares em busca de pistas, J. K. Rowling vai revelando aspectos até então desconhecidos sobre os principais personagens.

Em sua última e derradeira aventura, Harry não é exposto apenas a batalhas. Ele precisa superar traições, surpresas e, mais do que nunca, aprender a lidar com os próprios sentimentos.

Tudo estava bem. All was well.

Qualquer ser humano que nasceu de 2007 para frente, poderá a qualquer tempo, como fizemos nesses últimos meses, tirar todos os livros da saga do Harry Potter da prateleira e  ler toda a história, sem agonizar anos pela sequência, sem fazer teoria mirabolantes, sem ficar riscando os dias até o lançamento de cada novo livro.

Todas essas pessoas que descobrirão Harry Potter seja amanhã ou daqui a 50 anos, terão um universo já bem explorado e expandido, com a facilidade de tirar muitas dúvidas sobre os personagens no mesmo instante.

Mas há uma grande geração, que passou por todos os perrengues listados acima, e por isso, mesmo que a série atinja todas as pessoas que vão lê-la pela primeira vez (não importando quanto tempo tenha passado), sempre seremos a geração Harry Potter.

Uma geração que aprendeu, cresceu, amadureceu e viveu com Harry cada uma dos seus desafios.

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Harry enfrentou sozinho ou com pouca ajuda muita coisa em 7 anos, mas se tem uma coisa que esse menino inglês sempre teve foi companhia. E o contrário.

Sempre tivemos a companhia desse menino inglês, e isso é mais valiosos do que todo o ouro de Gringontes.

Desbravar as páginas de ‘As Relíquias da Morte‘ é perceber que você ainda torce para que um personagem não tenha morrido de verdade e chora quando ele se vai mesmo assim.

Todo livro da saga tem um começo, meio e fim, mas em Deathly Hallows o tempo inteiro sentindo aquela sensação de finalização. Rowling soube montar a saga tão bem que tudo o que aprendemos nos outros livros ou que é apresentado neles, não só vai fazendo sentido, como vai encontrando o seu devido lugar dentro da história.

Talvez a maior revelação desse livro tenha sido não o fato do Harry ter que precisar morrer para que Lord Voldemort tenha que ser finalmente vencido, mas Snape.

Desde o primeiro livro, ele foi um personagem fechado misterioso e odiado. Potter não encontrava nele o mesmo afeto ou tolerância que as outras pessoas lhe passavam.

Se para todo o resto ele era ‘O menino que sobreviveu‘, para Snape isso não era nada, e ele deixou claro desde o primeiro momento. Ao longo dos anos, fomos descobrindo pequenas coisas sobre Snape e a relação dele com Tiago, pai de Harry.

Fomos pegando raiva do personagem e desconfiando exatamente como Harry, se ele estava realmente do nosso lado. Como Harry, ou talvez porque estávamos lendo o livro ‘da sua visão’, não havia como alguém como Snape ser realmente do bem.

E o final de Enigma do Principe serviu para caprichar ainda mais nisso. Terminamos o livro odiando Snape com todo o nosso ser.

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Mas aprendemos que nem tudo é o que aparenta ser e que Snape não estava somente do nosso lado, como fez durante anos o trabalho mais perigoso que poderíamos imaginar, mesmo quando ele não queria.

Descobrimos que ele fez tudo isso, pelo seu amor por Lilian Potter.

Lilian era o seu verdadeiro amor, era tudo o que ele queria para a vida e que a perder foi o maior golpe que ele poderia ter sofrido.

Snape perdeu Lilian duas vezes. A primeira quando ela preferiu Tiago em favor dele e a segunda quando Lilian foi morta, por causa de uma informação que ele passou para o Lord Voldemort.

Sempre fiquei com a mentalidade que Snape odiava Harry porque ele se parecia muito com o seu pai. Depois que ele era ressentido com o menino exatamente pela sua mãe ter morrido para o defender.

Hoje, mais velha, ao reler carreguei a impressão que Snape odiava Harry porque ele era exatamente aquilo que ele perdeu na vida. O filho da mulher que ele amava.

Always, virou praticamente um lema para os fãs da série, e Snape ganhou o perdeu que merecia ao mesmo tempo em que carregou durante todos os 7 livros um dos maiores segredos da série.

Mas voltando a história em si, não é tão estranho assim ver o trio fora da escola, principalmente porque o livro é muito ativo e rápido.

Se em O Engima do Principe Harry é um porre às vezes por estar tão vidrado em Malfoy, nesse não há tempo para ficar fixado em um tópico só. Ele está preocupado co as Horcruxes, com seus amigos, com Voldemort, com Gina na escola e depois com as Relíquias.

Rony e Hermione são testados ainda mais nesse livro e apesar de tudo o que fizeram nos livros anteriores, andar com o indesejável n° 1 escondidos não é a posição mais segura.

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De todos, Ron é que mais tem o seu sofrimento palpável. Todas as suas inseguranças são elevadas ao máximo, mas ele ainda é o nosso Rony e não falta torcida por ele.

O livro é menor que  O Cálice e a Ordem, só que tem espaço para acontecer de tudo. desde um casamento, uma escapada do ministério, uma invasão a Gringontes e por fim, a grande batalha de Hogwarts.

Apesar de judiar muito da escola e dos seus alunos, a batalha acontecer em Hogwarts, a primeira casa de Harry e Voldemort é muito poética. Assim como não havia outro lugar para destruir o Um Anel do Frodo, não havia outro lugar para acontecer essa luta final.

E porque Rowling sempre foi verdadeira, e apesar do tema do livro, realista, se tem uma batalha, haverá mortes.

Perder Fred  foi um choque, mas pessoalmente a morte de Lupin e Tonks sempre foi a que mais me pegou. =(

Mesmo com mais de 3000 páginas, Rowling guardou o melhor para o final. Uma das melhores cenas de toda a saga é quando Harry caminha para a floresta com a Pedra da Ressureição.

Daquele momento, até a última frase do livro é só perfeição.

Em 2007, eu fiquei olhando uns 20 minutos para a página que dizia ’19 anos depois’, sem conseguir virar.

Na minha cabeça, Harry Potter estava acabando ali e eu não conseguia me despedir.

No final, infelizmente eu estava errada.

Terminei essa leitura abraçando o livro (faço muito isso) e pensando que quando estiver com 80 anos, vou reler a série e sentir tudo novamente.

Como Rowling falou muito bem uma vez: “Hogwarts will always be there to welcome you home“.

I’m Home.

Ficha Técnica:

Livro: Harry Potter and the Deathly Hallows

Autora: J.K. Rowling

Editora: Scholastic

Páginas: 759

Nota: 5/5 estrelas

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