Fala Série! – O realismo de Black Mirror

Por , 6 de novembro de 2016 15:32

Black Mirror, brinca imaginando um futuro para a humanidade, usando a tecnologia como pano de fundo, mas em vários momentos é o melhor retrato da sociedade em que vivemos.

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A Netflix lançou duas temporadas dessa série em anos anteriores, e apesar de ter sido bem recebido, foi boom desse ano que fez essa série despontar no catalogo principal da empresa que está se tornando a maior em conteúdo para a TV e o de melhor qualidade também.

Black Mirror é uma das grandes produções de qualidade que tem ali para você ver a qualquer momento.

Na terceira temporada disponibilizada mês passado, ganhamos mais 6 episódios que imaginam futuros próximos ou não, onde a tecnologia tem um papel crucial.

Cada episódio conta uma história diferente com personagens distintos em momentos bem diferentes. E apear de cada um deles passarem uma mensagem e serem muito bem feitos é o primeiro episódio da temporada, Nosedive, que se destaca.

Não se enganem, Playstest, San Junipero e Hated in the nation, são episódios ótimos, mas é a história e futuro de Lacie (Bryce Dallas Howard) que fascina.

landscape-1471553666-cqktqcnwyaazgihO seu futuro, é totalmente controlado sobre como as pessoas avaliam uma as outras. Usando um tipo de tipo de implante, ela consegue olhar para uma pessoa e saber a sua pontuação, e com um celular sempre na mão, tudo é avaliado desde um atendimento em um cafeteria, passando por fotos postadas nas redes sociais e até uma simples conversa no elevador.

Lacie tem uma ótima pontuação, mas ainda não é com as maiores pontuações e quando a sua amiga da infância (que possui uma pontuação alta) lhe convida para o seu casamento, ela vê a possibilidade de finamente conseguir fazer parte da elite.

E fazer parte da elite significa acesso exclusivo, descontos únicos e viver acima de todos. E no meio do episódio eu me peguei percebendo, que o que estava sendo retratado como o futuro, é a nossa realidade.

Claro, ninguém tem um chip instalado para avaliar só de olhar as pontuações ‘sociais’ das pessoas, mas nós já vivemos na sociedade em que seu status social é avaliado pela quantidade de likes, compartilhamento e visualização das suas plataformas digitais.

Pessoas com muito seguidores e curtidas, viraram os digital influencers, e com isso ganham desconto, produtos gratuitos e facilidades que as outras pessoas simplesmente não tem pelo seu apelo nas redes.

Elas não tem seguidores suficientes, e por isso,  restante não tem qualquer relação ou importância.

Assistir qualquer episódio de Black Mirror é mergulhar em uma realidade que dá até medo do presente e para onde exatamente a nossa sociedade está caminhando.

2 comentários para “Fala Série! – O realismo de Black Mirror”

  1. Bárbara Maria da Silva disse:

    Ah, como eu adoro essa série <3 muito legal vocês comentarem sobre ela.
    Sem dúvida não tem como não achar em cada episódio pedacinhos de coisas que fazemos em nossa realidade, ou que, pelo menos, parece totalmente plausível de acontecer.
    Mesmo com o tempo curtíssimo atualmente, sempre tiro uma horinha da semana pra me deliciar com o episódio e a paranoia que ele causa hahaha
    Ótimo post (=

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  2. Layana disse:

    Realmente assistir BlackMirror me deu medo do presente também! Onde só os likes contam.. A vida virtual está tomando conta da nossa vida real! Muitas pessoas querem passear, viajar, conhecer restaurantes novos APENAS para compartilhar na internet e ganhar curtidas.
    Essa série é ótima pra nos despertar uma reflexão de como desperdiçamos muito tempo da nossa vida com essas distrações

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