Pipoca Salgada – Rogue One – Uma P*** história de Star Wars

Por , 15 de dezembro de 2016 19:06

O filme tem as suas falhas, mas trás uma belíssima história dentro do universo Star Wars.

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Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

Já faz uns 8 anos que eu fujo de qualquer trailer/spot de divulgação de filmes que estou muito ansiosa. Pode parecer bobagem, mas percebi que ao longo dos anos, ver o trailer estraga a surpresa e grandes expectativas, como Animais Fantásticos e o próprio Rogue One, foram estréias de 2016 que evitei ver qualquer coisa.

Por isso, e aliado as criticas positivas e negativas que pesquei aqui e ali, fui para a sessão ontem de madrugada de Rogue One, literalmente não sabendo o que encontrar ou esperar.

Quer dizer, eu só tinha uma expectativa, curtir a Jyn o tanto que curti a Rey que desde o ano passado virou uma das minhas personagens favoritas de toda a saga (leia sobre a Rey AQUI).

Só que assim como a Rey é a Rey, a Jyn é a Jyn, com uma história própria bem apresentada durante os momentos inicias de Rogue One.

Felicity Jones está muito bem no papel da rebelde relutante, mas ainda peca nas cenas em que precisa chorar (uma característica negativa dela em outros filmes também), mas se ela aparenta chorar forçado, todo o resto da história de Jyn cola na protagonista e a química dela com Diego Luna, que interpreta Cassien vai nos levar por todo o filme.

146869Nenhum filme de Star Wars teve uma característica de romance, e esse também não tem, mas nenhum também teve um quase casal que não tem a mínima chance de ficarem juntos e ainda assim, parecerem que seriam muito bom juntos.

Ficando fora das histórias da saga, o filmes não tem os créditos iniciais tradicionais, e apesar de respeitar muito a fidelidade dos outros filmes, mostra uma nova parte do mundo que somente tínhamos um conhecimento, mas víamos na prática: o quanto o império destruía o mundo e a vida das pessoas.

A trilogia original carregava muito isso de resgatar o povo das garras do temível Darth Vader, mas nunca havíamos presenciado tão de perto e com tantas nuances e detalhes, essa realidade. Mesmo focando na história que envolve Jyn e no que resultará no roubo dos planos e forma de destruição da Estrela da Morte, o filme tira tempo para falar sobre o dilema do certo e o errado.

Até onde você pode ir para fazer algo errado pela causa certa?

Mais uma vez (sem surpreender ninguém) o filme trás efeitos maravilhosos e não apela para vários companheiros engraçados, colocando somente um androide mais espirituoso.

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O roteiro é bom conciso, mas admito que senti um pouco de sono, principalmente com o meio do filme. Fiquei pensando porque, tentando culpar as diversas cenas de luta e invasão que temos pelo caminho, mas aí me lembrei porque parecia que estava prevendo aquilo.

Obviamente, já sabemos o que acontece depois (que os planos são de alguma forma ou outra), resgatados. Só que ali na metade do filme, não temos dimensão do que isso custará para todos e como será o fim.

Se o meio do filme pode enrolar, os 15 minutos finais compensam por todos os minutos anteriores.

Uma arma letal, um objetivo que vale tudo, um Darth Vader inspirado e um velho rosto conhecido, todos se juntam para criar o final mais diferente e poderoso desde O Império Contra-Ataca.

O arco se fecha ali, e abre espaço para as aventuras seguintes.

Quando acabou Rogue One e vim embora para casa, fui um pouco dura com o filme. Depois pensando, percebi que eu posso não ter gostado do produto total, mas ele tem momentos de completa lucidez e clareza. Não tenta buscar soluções fáceis, nem mirabolantes.

Ele é o que ele é.

E agora, com a diferença de uma ano, tivemos uma história lá do começo do arco da trilogia original e outro que acontece muitos anos depois que esse acaba.

Ainda não sei o que esperar dos outros filmes que virão dentro do universo Star Wars, mas sei que a melhor coisa que aconteceu com a Disney foi ter comprado os direitos  e a melhor coisa que aconteceu conosco, foi exatamente a Disney ter comprado os direitos.

É uma situação win-win, e que a força continua cada vez mais forte.

Ufa!

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