Retrospectiva 2016 – O Melhor do Café : Séries

Por , 27 de dezembro de 2016 20:40

O temido 2016 está ficando para trás. Entre tantas coisas ruins, trágicas e tristes que aconteceram nesses quase 365 dias que passaram, o ano trouxe alguns alentos que serviram para que ainda fosse possível sobreviver.

Filmes, séries, músicas e os nossos tão amados livros, que foram pontos de luz entre tantas trevas, e serão sobre esses grandes nomes (e algumas decepções) que falaremos durante a nossa retrospectiva nos próximos dias.

Hoje começamos falando das séries!

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Assistir séries hoje em dia não é o mesmo tormento de sempre.

Quando uma ótima séries não estreia no Netflix e Amazon com todos os seus capítulos devidamente disponibilizados para você ver tudo naquele momento a TV a cabo dá um jeitinho para que o mundo assista junto. Afinal, em tempos de twitter e Facebook dificilmente um spoiler não aparece na sua TL em 24 horas.

Seguindo uma tendência dos outros anos, em 2016 as produções para TV colocaram no bolso o cinema. Com fantásticos e cotados atores, diretores de peso, roteiros fantásticos e sem economizar nenhum dinheiro, as séries estão se tornando a referência para a qualidade e diversidade.

E é essa mesma diversidade que faz com que nossa equipe goste de coisas diferentes e diversas dentro do ano. Sabrina amou Stranger Things, a Fanny maratonou The Crown e ficou dividida com Jessica Jones e The OA, enquanto o Will e a Thais tiveram um ano corrido em que nenhuma produção que eles tiveram tempo de ver se destacou.

Na verdade, com a correria desse ano e tantos outros interesses, ainda não deu tempo de ver tudo o que gostaríamos de ver.

Séries elogiadas como This is Us e Victoria, ficarão para serem conferidas em 2017, e até mesmo Guerra e Paz de 2015 ainda não conseguimos baixar da nossa lista.

Abaixo vocês conferem a nossa lista de séries favoritas do ano, sem nenhuma ordem especifica e somente quando chegamos na lista fechada que reparamos que todas são do Netflix ¯\_(ツ)_/¯.

Stranger Things

–   Pela Sabrina

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Na minha opinião, esta foi a maior surpresa do ano no quesito séries.

A produção original da Netflix começou agradando os fãs de Cultura geek e terminou arrebatando milhares de pessoas pelo mundo todo – independentemente do sexo ou da idade dos espectadores.

Para mim, o maior exemplo disso é o que aconteceu na minha casa: eu comecei a assistir sozinha e a resgatar meu lado nerd, que jogava RPG nas férias com os amigos e lia “O Senhor dos Anéis” aos 13 anos. Porém, aos poucos a família toda foi sendo fisgada pelo suspense em torno do desaparecimento de Will, os poderes de Eleven e o Mundo Inverso.

Com muitas referências aos anos 80, a série mistura elementos de fantasia, ficção científica e teorias da conspiração que nunca (?) se comprovaram. O resultado desse mix é uma obra por vezes divertida e por vezes assustadora… e viciante!

The OA

– Pela Fanny

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Ainda falarei dessa série por aqui, mas receio que antes terei que assistir alguns episódios novamente.

Com episódios grandes e com várias nuances e histórias complementares é bom assistir com atenção e carinho, ainda assim essa é uma série que não responde todas as perguntas e questionamentos de forma clara.

Tendo sido totalmente feita de trouxa com Lost, mas ainda assim tirando um significado daquele final, minha esperança é que o mesmo aconteça aqui. The OA tem uns altos e baixos e mesmo depois de terminar os episódios não conseguia decidir se achava fascinante ou ridículo.

Mas por ter me feito ficar exatamente nessa situação, eu coloco a série como uma das melhores do ano, exatamente por isso.

Gilmore Girls – Revival

–   Pela Sabrina

Gilmore Girls

O revival em quatro partes produzido pela Netflix entrou para a lista mais por uma questão nostálgica do que por qualquer outra coisa.

Sempre amei “Gilmore Girls” e me identifiquei com a fixação de mãe e filha por café e livros (quem nunca?).

Por isso, quando anunciaram os novos episódios fiquei empolgada para saber por onde andavam personagens tão queridos nove anos depois.

O que encontramos foi um retrato um tanto duro, mas realista. O que senti (e o que se evidenciou ao longo do revival) é que, por mais que seja bom revisitar um local que guarda uma grande carga afetiva e que marcou sua vida, a experiência não é a mesma – porque nós não somos mais os mesmos. E isso dá um enorme sentimento de saudade e nostalgia.

Confesso que levei um tempo para digerir esses episódios, mas no final me peguei refletindo sobre os caminhos pelos quais conduzimos a nossa vida e constatei que sim, a série não foi igual a sua originária, mas foi muito verdadeira. E isso é bom.

Terminei de assistir o episódio de Outono aos prantos, mas já saudosa daquele universo.

 

The Crown

– Pela Fanny

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Quem me conhece sabe que amo a Inglaterra e toda a sua história, e quanto mais detalhes vier sobre isso, melhor!

Ainda assim, ver sobre os primeiros anos de reinado de uma das monarcas mais conhecidas e admiradas ainda viva, foi fascinante.

A séries tem vários triunfos como o roteiro,figurino, fotografia e o elenco muito bem escalado. E com uma segunda temporada já encomendada, é uma ótima pedida para quem gosta de séries históricas.

De tudo o que vi esse ano, é o que mais me impressionou.

Leia o nosso review completo sobre a série AQUI!

 

Decepções do ano: 2° temporada de Demolidor (Só o Justiceiro salva) e Luke Cage.

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