Blá Blá Blá – Metas, Resoluções e o perigo de não viver

Por , 2 de janeiro de 2017 11:31

Feliz 2017, Pessoal!
Espero que tenham tido uma virada de ano especial e se não tiverem…bom. é só mais um dia.

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Eu sou uma pessoa que me cobro muito. O que geralmente não espero de outras pessoas, quero que eu faça o dobro ou que não deixe de fazer. É uma bênção e uma maldição.

Isso porque além de me cobrar muito, gosto de fazer muitas coisas e tenho interesses diversos.

Gosto de: Livros, gosto de escrever no blog, de caminhar/correr no parque, de ver séries, filmes, futebol, futebol americano, escutar música, de estudar e tenho pelos menos alguns tópicos e línguas que preciso me aperfeiçoar e estou trabalhando como voluntária em um projeto social. Além disso, gosto de ficar boiando na piscina, de ficar de pernas para o ar sem fazer nada e trabalho 8 horas por dia, 5 dias por semana.

O que acontece é que todo começo do ano, junto tudo isso que eu gosto de fazer e coloco as minhas metas e resoluções para o ano que se inicia.

Mesmo aumentando consideravelmente todas as minhas atividades ao longo dos anos, as minhas metas continuavam as mesmas. Então ao invés de diminuir, por exemplo, o número de livros que eu leria naquele ano, eu simplesmente colocava a mesma meta.

100 livros era um número que funcionava bem comigo até 4 anos atrás, mas depois desse tempo eu nunca mais consegui atingir.

Passei perto, mas não consegui.

Nenhum problema aqui, certo? Afinal eu quase consegui atingi, não é?

Ah! Se tudo fosse tão fácil.

O problema é que quando coloco uma meta de verdade (porque meta tem que ter número, data de finalização e etc para não se tornar uma promessa vazia), eu me cobro para atingi-la a todo custo.

Só que merdas acontecem e de repente você entra em um curso (muito bom) de 400 horas no meio do ano, e as suas terças e quintas (e alguns finais de semana) ficam cheias e aí você tem menos tempo para ler.

Você resolve ver mais filmes e séries e acaba tendo menos tempo de ler.

Você resolve reler uma série de livros queridos (no caso, Harry Potter) e como não conta livros repetidos, a sua meta via ficando difícil de atingir.

E aí, a minha cabeça quebra entre o tempo e a quantidade de coisas que eu tenho para fazer, e o que eu realmente fiz.

Então, esse ano pela primeira vez, eu estou me dando um cartão de desconto para ver como me saio.

Sim, ainda fiz uma lista de resoluções que quero fazer nesse ano: aprender a nadar e andar de bicicleta (sim, eu sei!), resolver algumas situações financeiras, trocar de celular e comprar uma câmera, perder alguns quilos (eu tenho a quantidade e as data bem determinadas), ler 70 livros esse ano e mais duas outras metas que envolve alguns projetos meus.

E é isso.

Sei que preciso estudar inglês e fazer o TOEFL. Sei que tenho que voltar para o Espanhol. Sei que ~precisaria fazer~ várias outras coisas e elas não vão sair do meu radar.

Só que enquanto pensava em tudo o que eu precisa mudar para tornar o meu 2017 melhor, eu percebi que não adianta continuar sacrificando a minha saúde, por causa de metas inatingíveis.

Eu ainda preciso dormir, trabalhar e descansar.

Então, enquanto faço plano concretos para os quilos que preciso perder (essa sempre é uma meta dificil hahaha), eu vou reprogramando a minha mente para o desafio que será me cobrar menos nesse ano.

De uma forma bizarra, sinto que será mais complicado que a dieta e isso me assusta um pouco. Posso estar errada, mas tenho a impressão de que não deveria ser assim.

Não vou dar conselho, mas deixo aqui uma sugestão: hoje, pegue novamente a sua lista de resoluções e seja realista e bem critica sobre ela. Verifique o que você colocou ali e analise se de alguma forma, fará com que você viva menos em 2017.

Se tem uma coisa que o ano macabro de 2016 nos ensinou é que temos que aproveitar o tempo nosso enquanto estamos vivos e respirando.

E quero viver 2017 além das metas, das listas de TO DO e das obrigações.

Elas continuam aqui, do meu lado, porque de uma forma bizarra elas fazem parte de mim. Não se enganem pelo meu tom, eu fiz até um planner para me manter em dia.

Mas é isso. Elas fazem parte de mim. Elas não me definem.

Que venha mais 364 dias!

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Foto 1: danielarosu.com

Foto 2: Pinterest

2 comentários para “Blá Blá Blá – Metas, Resoluções e o perigo de não viver”

  1. Layana disse:

    Nossa vc realmente deve ter o dia bem cheio! Gostaria muito de aproveitar cada segundo do meu dia fazendo coisas, mas sei que o ritmo do meu corpo não é tão rápido como eu gostaria. Hoje, as poucas metas que coloquei no papel já me consomem bastante tempo! Mas, de pouco em pouco a gente consegue atingi-las. E se não conseguir? Ainda teremos mais 365 dias para fazer!

    [Responder]

    Fanny Ladeira disse:

    hahaha as meninas aqui do blog desconfiam que eu não durmo. hahaha

    Você está certa, temos que escutar e entender o nosso corpo e não ficar correndo atrás de cosias impossíveis e prejudicar a nossa saúde.

    Sucesso e sorte nas suas metas desse ano!

    Beijos, Fanny

    [Responder]

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