Nota Musical – Review de Divide do Ed Sheeran

Por , 22 de março de 2017 8:00

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A Sabrina e a Fanny discordam em muitas (MUITAS) coisas, mas quando o assunto é Ed Sheeran elas são unânimes: Divide é um p*t$ CD BOM!

Quando o músico apareceu no Brasil há dois anos, ele ainda era apenas mais um cantor inglês que fazia canções para as menininhas. Ainda assim o seus dois shows realizados no Espaço das Américas, em São Paulo, lotaram em poucos dias – e é claro que as três mulheres desse blog estavam lá para conferir…

A Thais gostou, mas nós amamos. O show permaneceu em nossa memória durante muito tempo, e foi necessário ouvir Thinking Out Loud muitas vezes para finalmente nos cansarmos da música (isso aconteceu em meados de 2015 e até agora ainda temos que ouvir a música tocar todo dia no rádio).

Sheeran volta a o Brasil no final de maio deste ano, agora já com o status de “estrela”, tocando em estádio de futebol e tendo certeza que pelo menos uma vez na vida algum brasileiro já escutou a sua música no rádio ou na novela.

Divide, é o terceiro CD de sua carreira e, em seu novo trabalho, o cantor consolida o que conseguiu conquistar com X.

 

DivideMunido apenas de um violão, muita voz e letras recheadas de declarações de amor, Divide é aquele CD que você escuta já pensando no amor, no crush, em qualquer coisa, mas não consegue simplesmente ouvir.

O disco começa com Eraser e Castle on the Hill. Na primeira faixa ele canta sobre as dificuldades da fama e como é complicado confiar nas pessoas, principalmente nas mais próximas; já a segunda é sobre voltar para a casa e reencontrar os velhos amigos.

Apesar das letras difíceis, são canções gostosas de ouvir e de dançar, assim como o Galway Girl, Barcelona, Nancy Mulligan e o single Shape of You, que já está tocando muito nas rádios e colocando todo mundo para dançar (quem diria?!)

New Man e What do I Know?, dão um toque no meio do caminho. Não são para dançar, mas também não são baladas, diferentemente de Dive e Happier, que carregam bem na fala sobre os amores difíceis.

Perfect e Hearts Don’t Break Around Here são aquelas músicas que você, como mulher, fecha os olhos e imagina algum cara cantando para você. O mesmo pode ser dito de How Would You Feel, uma das músicas mais bonitas do CD, ao lado de Save Myself, onde o músico canta sobre crescimento, evolução e auto conhecimento. Na faixa, ele fala em algum momento que “Meu pai estava errado, eu não sou como a minha mãe, porque ela só sorri e eu coloco em uma canção”.

Ed-SheeranFaltou falar de uma música muito especial, que não é só a música mais bonita do CD, mas a música mais bonita que Sheeran já fez e uma das grandes concorrente a melhor música do ano: Supermarket Flowers. Feita para a sua avó, essa é uma daquelas músicas que vai vencer o teste do tempo. Em 20 anos, quando a carreira dele estiver no auge ou na lama, essa música ainda vai fazer valer todo o resto.

Devido a motivos financeiros, cogitei não ver Ed Sheeran novamente em maio. Afinal, havíamos visto seu show em 2015 e sempre existirá uma nova oportunidade… Mas isso foi antes de Divide.

Agora só queremos que ele toque todas as músicas, especialmente as nossas favoritas.

Já estamos pensando em como será cada momento com essas novas canções e qual irá nos emocionar mais durante a apresentação.

Um novo álbum deve fazer os fãs irem além.

Divide conseguiu.

 

 

Fonte da foto de abertura do post.

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