Blá Blá Blá – Matando o TOEFL: Diário #01

Por , 9 de abril de 2017 9:30

Acabou a enrolação! É hora de enfrentar o TOEFL.

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Os meus estudos de inglês se iniciaram muito antes de eu entender o que estava fazendo. Com um encarte do primeiro CD da Christina Aguilera nas mãos e um dicionário muito antigo, grosso pesado de inglês que tinha em casa, eu fui tentando traduzir as músicas.

Especificamente Love Will Find a Way, que era uma das minhas favoritas do CD. O único problema era que eu (e ninguém de casa), tinha nenhuma noção de inglês e internet era uma coisa que existia em um lugar distante (estamos falando de praticamente 19 anos atrás).

Sem outra alternativa, ia procurando cada palavra no dicionário. Até que você já procurou tantas vezes Because, que o significado entrava na sua cabeça.

E fui nesse esquema de várias tentativas e um estudo capenga e muito superficial, até fazer um curso de verdade em uma escola. Nesse momento, juntou a fome com a vontade de comer, e sei que aproveitei bem esses 4 anos de estudos, exatamente por gostar muito da língua.

Hoje tenho isso ainda mais claro, exatamente porque tenho uma dificuldade grande de aprender espanhol, porque não tenho essa mesma afinidade, com o inglês e o francês (tenho grande dificuldade com o Francês também, só que me interesso mais em aprender por gostar).

Depois que terminei o curso de inglês, continuei vendo filmes em inglês(com e sem legenda), traduzindo músicas, lendo sites em inglês, e posteriormente, lendo livros em inglês.

Meu inglês atual não é perfeito, mas consigo entender conversas inteiras, acompanhar peças de teatro, tirar todas as informações que preciso e não passar aperto em viagem.

Também consigo (e às vezes prefiro) ler livros em inglês mesmo com tradução em português, como foi o caso de Guerra e Paz, Os Luminares e toda a obra de Shakespeare.

Só que mesmo assim, como eu nunca fiz um teste de proficiência, admito que tenho vergonha de afirmar que meu nível de inglês é Avançado.

Afinal, onde está escrito em um papel isso?

Coisa boba, eu sei. Mas sempre senti a necessidade de comprovar isso através dos testes oficias.

TO DO. Mas quando?

Só que querer e fazer são coisas bem diferentes, e quem me conhece deve ter ouvido mais de uma vez que eu estava me preparando para estudar para o TOEFL.

Até colocava uma data para fazer a prova, mas estudos, projetos, férias e até me esquecia que precisava estudar.

Só que esse ano, depois de uma começo um pouco manco, eu percebi o quanto preciso fechar vários projetos, sonhos e metas da minha vida.

A cada ano surgi mais umas 4/5 coisas diferentes que quero fazer e ao invés de ir matando as antigas, eu vou colocando todas juntas. Chega um hora, que eu não agüento, e todas elas ficam prejudicadas. Inclusive a minha saúde física e mental.

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Sabe aquelas frases motivacionais que passam pelo Insta? Foco, Fé, Força?

Entendi que não vou conseguir matar toda a minha lista de projetos esse ano, mas separei alguns muito importante e de peso, e estou aplicando ‘Foco, Fé, Força’ neles todos os dias.

E o teste é um deles.

Porque fazer um teste de Proficiência?

Não pretendo estudar em nenhuma faculdade de língua inglesa pelos próximos anos (nunca se sabe quando o reitor de Harvard vai lhe mandar um e-mail dizendo que você ganhou uma bolsa de 100% para o MBA. Não me inscrevi, mas nunca se sabe, né?), então, um teste de proficiência não era uma necessidade na minha vida atual.

IMG_1257Só que é um das coisas que o mundo não me cobra, mas que eu me cobro muito. MUITO! Vocês não tem idéia!

Segundo o ETS, instituo que aplica o TOEFL: “O teste TOEFL iBT avalia sua capacidade de usar e compreender o inglês no nível universitário. Ele avalia também sua capacidade de combinar as habilidades de Listening, Reading, Speaking e Writing para realizar tarefas acadêmicas.

Há outros testes, como o TOEIC, que poderia fazer e que não avaliam todos os pontos como o TOEFL. Mas é exatamente essa avaliação completa que o teste faz, que me interessa.

Ainda não paguei a minha taxa de inscrição por motivo de tempo (Leia-se $$), mas já coloquei na minha mente que farei na última semana de Junho.

Além de me dar quase 12 semanas se preparação, no final de semana seguinte acontece a FLIP(Feira Literária de Paraty), e quero ir para a feira com sensação de dever cumprido e sem me preocupar em estudar para a prova.

Agora Vai!

Por isso, a minha programação está sendo muito estratégica para essas próximas semanas de estudo.

Primeiro, internalizei que não terei ‘vida’ pelos próximos finais de semana, noites de sexta, feriados e etc. Não em matarei de estudar, e nem negarei alguns convites para saída, mas a minha prioridade é outra.

Também vai ser ótimo fazer isso pelos próximos meses, já que preciso economizar dinheiro, então, é uma situação win-win (viu como já estou rasgando o inglês desnecessariamente?).

Agora os materiais, eu escolhi a dedo.

Há muita coisa na internet e poderia estudar sem precisar comprar. Porém, além o trabalho de ficar procurando TUDO e eu ainda funciono melhor com um papel e caneta na mão +  um livro para rabiscar.

Essa edição do English Grammar in Use eu comprei a séculos, e até tentei estudar e colocar uma meta de exercícios por semana.

Pode ver que até marquei com cuidado todos os que precisava fazer, mas não passei da unidade 59. O livro tem 164 no total e são todos ligados a gramática.

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No TOEFL não há prova de gramática, mas você tem que escrever e como fazer isso se você não lembra mais das regras?

Por isso, ele será meu aliado para revisar/aprender o que preciso para a prova. Eu já havia feito parte dos exercícios em um passado distante, mas felizmente, vem um CD junto com o material e nele tem mais de 300 questões novas, então conseguirem estudar de qualquer forma.

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Há uma versão desse livro para Avançado. Me comprometi a batalhar para terminar o livro até meados de maio, e só assim, eu  posso comprar o avançado também.

Preferi não gastar dinheiro com o avançado agora, porque me interessei em comprar um livro especifico sobre a prova.

Pesquisei bastante na Internet qual seria o melhor material. Afinal, precisava de um que fosse informativo e ainda se aproximasse o máximo possível da prova. Muitos recomendavam o Cambridge como o melhor. Eu fui atrás, porque queria o melhor. Mas ele estava R$343,00.

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Com esse preço, fui atrás das outras opções, todos reclamaram do Kaplam e acabei optando pelo Cracking TOEFL IBT da The Princeton Review.

Ele chegou ontem com um tamanho que me assustou e alegrou ao mesmo tempo. Muito material para estudar. MUITO. Meu pai perguntou se era lista telefônica.

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Deus e o tempo saberá se essa ‘lista telefônica’ será útil.

A internet também ajuda muito. Na quinta, por exemplo, encontrei esse maravilhoso vídeo do Tedx, sobre o uso da vírgula.

O bom dessas aulas do Ted, é que tem exercícios depois para você ter certeza que aprendeu. Há mais uma 14 regrinhas, mas essa sempre me confundiu e agora ficou TÃO claro, que tenho certeza que dificilmente esquecerei.

Estou estudando sozinha, mas sou boa em montar programação (seguir é outros quinhentos), e já providenciei os podcasts, artigos e dividi os meus estudos durante a semana.

Tenho reuniões à noite, natação, trabalho das 8 às 18 e ainda tem o blog, os livros e os meus outros projetos que não podem parar. Ah! E eu ainda preciso dormir.

A diferença é que pelas próximas semanas eu verei menos filmes, não darei prioridade para as séries e as tarde de sábado não serão somente para tirar sonecas.

Mas nada que é importante acontece sem esforço, e compartilharei aqui com vocês o diário dessa minha aventura até o TOEFL.

E você? Já prestou ou prestará o TOEFL? Quais são as suas dicas e dúvidas sobre a melhor forma de estudar?

Um comentário para “Blá Blá Blá – Matando o TOEFL: Diário #01”

  1. Bella disse:

    Caramba, esses dias mesmo minha professora de inglês estava assustando os alunos dizendo como esse teste é difícil e como com nossas habilidades rasas nós penaríamos para conseguir estudar fora no futuro, e coisa e tal. Primeiro dei de ombros e pensei: “tanto faz, só tenho 16 anos mesmo, tem tempo pra estudar”, depois é que bateu aquele medo esquisito, sabe? Aquela coisa meio “carambolas, o que eu tenho na cabeça? Se a mulher tá dizendo que é bom já se preocupar agora deve ter algum fundamento.”
    De todo modo,eu provavelmente vou ficar só no medo mesmo. No futuro, quem sabe, esse assunto não retorne para o meu arquivo mental “Preocupações”? Acho que ainda é muito cedo pra eu roer as unhas.
    Te desejo bons estudos, e um bom teste lá pro meio do ano. Boa sorte!

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