Nota Musical – Entre o Vazio e a Memória de Salomão Terra

Por , 19 de abril de 2017 18:52

Os mineiros vão conquistar o mundo. E eu não estou reclamando nem um pouco disso.

Salomão terra

Salomão Terra lançou em abril de 2016 seu primeiro disco solo, Pacífico, apresentando oito faixas que passeiam entre influências como o dreampop e o trip hop. Produzido por Lucas Mortimer e gravado ao longo de 2015, traz uma verve eletrônica aliada a instrumentos elétricos, para desenvolver texturas e inúmeras possibilidades de desdobramentos conceituais.

Quem acompanha o blog sabe que gostamos de músicas com uma produção bem caprichada, e encontramos isso em Pacífico. É aquele tipo de música que você não sabe como dançar com ela, mas que você não consegue ficar parado. Fica fazendo aqueles passinhos estranhos.

O CD tem canções muito legais como A EscadaSem Saber. Outras canções como Qualquer e A Linha, podem causar estranheza para quem ouve pela primeira vez esse tipo de som, mas totalmente vale a pena uma segunda audição.

Minhas favoritas do álbum são Mar (que tem vários elementos que amo em uma música todos juntos =D) e Não Há (Nada O que se Faça).

Essa última, ganhou um vídeo concebido e dirigido pelo fotógrafo Flavio Charchar, também produtor cultural conhecido da cena de Belo Horizonte e conta com a interpretação da multiartista Paloma Parentoni, que encabeça o projeto O Trajeto do Afeto, que por performances espalhadas em cidades, busca trazer o diálogo entre os espaços vazios e a memória.

Por isso, o clipe que passou no Parque Estadual do Rola Moça, pela estação central de metrô de Belo Horizonte é simples, mas cheio de mensagem.

“Não Há” é sobre aceitar que em algumas situações é preciso ter paciência, mas passa longe de retratar pessoas conformistas. Uma mensagem que é muito pessoal para mim e para um monte de gente.

Abaixo vocês conferem o clipe de Não Há:

Crédito do Fotos: ​Favio Charchar/Divulgação

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