Entre Páginas – Outlander: A Libélula no Âmbar

Por , 15 de maio de 2017 9:00

Você não precisa ser um leitor muito antigo do blog para perceber que um vício abateu duas de nossas integrantes nos últimos tempos…

Sim, eu e a Thais nos propusemos a finalmente iniciar a leitura de uma certa série que já habitava nossa estante há algum tempo e que, devido à sua grande quantidade de livros (e de páginas em cada um), levaria um bom tempo para ser desbravada – a verdade é que nem tínhamos a intenção de ler tudo de uma vez; a ideia era ler um a cada seis meses, ou até mesmo um por ano…

Mas nós subestimamos o poder de sedução de James Fraser e da riquíssima narrativa de Diana Gabaldon! Resultado: fomos completamente conquistadas e já estamos apaixonadas por Outlander!

Atenção! Pode conter spoilers do primeiro volume da série, A Viajante do Tempo!

 

Libélula no Âmbar

 

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?

 

Ah, Claire, meu coração dói de tanto amar você.

Confesso que quando iniciei a leitura do primeiro volume da saga épica de Diana Gabaldon não demorei muito para ser fisgada por sua escrita ágil, detalhada e muito bem contextualizada historicamente. Porém, levei um certo tempo para finalmente me conectar com os personagens – afinal, a Claire dos livros não é uma personagem tão “amigável”, e o próprio Jamie à primeira vista não se distancia muito de um bruto escocês.

Porém, conforme as páginas foram avançando, passei a ansiar pelos próximos capítulos e a temer os próximos revezes enfrentados pelos personagens (que não são poucos…). Encerrando a leitura do primeiro livro, emendei a primeira temporada da série de TV e aí a coisa só “piorou”. O vício se instalou e tenho sofrido da “doença” desde então.

Os primeiros sintomas se manifestaram em uma verdadeira ressaca literária, que me desconectou completamente de outras narrativas e me deixou pensando apenas em um certo guerreiro ruivo de kilt. O segundo foi uma verdadeira comichãozinha que sentia toda vez que passava pela estante e me fazia namorar (primeiramente à distância) o segundo volume. Por fim, acabei sucumbindo à tentação e mergulhei sem culpa na leitura de A Libélula no Âmbar!

E haja emoções…! O segundo livro já começa de uma forma totalmente inesperada e nos faz iniciar a leitura angustiados, com o coração na mão. Diana Gabaldon se prova excelente em trabalhar com a ansiedade do leitor e constrói alguns “cliffhangers” inacreditáveis, que tornam as 940 páginas de A Libélula no Âmbar em uma leitura rápida e afoita.

Com uma escrita que nos transporta pelo tempo e espaço, a autora nos insere na luxuosa corte francesa, entre seu rei narcisista, as fofocas da sociedade e os intermináveis jogos de poder. Neste livro passamos a ter uma visão ainda mais clara de cada peça que transita pelo tabuleiro da revolta jacobita e do papel de cada ação e de cada personagem.

É incrível perceber como Gabaldon consegue “brincar” com os acontecimentos e mesclar perfeitamente a sua ficção ao que de fato ocorreu na História. Parece mesmo que estamos lendo uma obra puramente histórica e que possivelmente nos encontraríamos com alguns de seus personagens nos registros do reinado de Luís XVI ou do levante jacobita de 1945.

Mas, se ela é extremamente competente em ambientar os leitores em cada um dos seus cenários, ela é ainda mais sagaz ao construir uma gama riquíssima de personagens tridimensionais, que ganham vida de forma extraordinária a cada página lida.

Como não se impressionar com os dilemas de Claire, não sofrer com as escolhas de Jamie, não se compadecer de Fergus, não revirar os olhos com Charles Stuart ou não simpatizar com a rabugentice de Murtagh?

Para vocês terem uma ideia de como a autora consegue brincar com os nossos sentimentos, certo dia me peguei prendendo a respiração durante uma viagem inteira de ônibus (intermunicipal, diga-se de passagem), porque havia sido surpreendida com um acontecimento chocante. Não reparei no trânsito “pré-greve” da chegada a São Paulo e nem notei a mais de uma hora de viagem: só queria saber como aquele acontecimento iria se desenrolar. E essa foi apenas uma das muitas surpresas…

A Libélula no Âmbar consegue ser um livro ainda mais intenso do que A Viajante do Tempo. Se no primeiro volume ainda estávamos nos situando com a nova realidade de Claire após sua viagem através de Craigh na Dhun para o ano de 1742, aqui temos um clima de tensão e de expectativa – e uma esperança de que o passado possa ser mudado para salvar o futuro.

Portanto, se você vai se aventurar por essas páginas fica o aviso: espere momentos de angústia, lágrimas e sorrisos – afinal esta se provou uma verdadeira montanha-russa de emoções… E uma aventura deliciosa!

Mal posso esperar pelo próximo capítulo dessa história!

 

Ficha Técnica:

Livro: A Libélula no Âmbar (Dragonfly in Amber)

Autora: Diana Gabaldon

Editora: Saída de Emergência

Páginas: 944 páginas

Classificação: 4.5/5 estrelas

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