Nota Musical – Gostar de Harry Styles, não é um sinal do fim dos tempos

Por , 21 de maio de 2017 11:11

Com o One Direction em hiato, o mundo da música ganhou nome (surpreendente) para falar bem.


Pode pergutnar para qualquer pessoa que presenciou o estouro de algo voltado para o público juvenil, que ela saberá lhe responder que: até que virou moda, ninguém ligava se era bom ou não. Depois que virou moda, automaticamente virou ruim.
E se uma coisa é montado para esse público, esquece! Não vamos nem perder tempo lendo/ouvindo/assistindo. É ruim e pronto.

Sempte gostei muito de livros juvenis, mas depois que passei da minha fase N’Sync e etc, fugia das modas juvenis de músicas, Jonas Brothers, Justin Bieber, Hannah Montana e One Direction são exemplos de músicas que nem chegava perto.

Só que quando fazemos isso, já colocamos um muro maior do que o que o Trump quer construir, e ficamos no outro lado de ouvido tampados. Não ligamos para o que está acontecendo por puro preconceito e perdemos quando um material é bom.

Foi necessário alguns anos, mas finalmente conseguir perder esse preconceito. Eu ouço para ver se é bom, e não tenho vergonha de falar quando percebo exatamente isso no material. O que aconteceu com os dois últimos CD’s do One Direction e as músicas novas do Justin Bieber.

Apresentar Harry Styles parece desnecessário, esse jovem rapaz de 23 anos, caiu na graça das meninas (assim como o restante da banda) quando o One Direction estourou, e por muito tempo, parecia que os pops chicletes que eles cantavam, era a única coisa que saíria dali.

Mas quando Zayn largou a banda, parece que algo se quebrou e talvez em um momento conjunto, o restante, percebeu que precisavam crescer musicalmente por conta própria, e quem sabe, voltarem mais evoluídos com essa bagagem.

Se Zayn saiu falando que queria fazer um material diferente,porém, apesar de consistente, seu disco de estreia não é tão edge como ele queria que soasse. Ele fala alguns palavrões, alguns batidas mais sexys, só que não há nada demais.

Do outro lado, Harry também não inventa a roda, mas mostra exatamente o que seria uma transição perfeita.

No geral, o CD é bom. Não ganhará o título de melhor  álbum do ano, mas é consistente e mostra o som que ele queria fazer, do começo ao fim, tem uma identidade.

Carolina é a mais alegrinha do CD,  enquanto Two Ghosts e Ever Since New York trazem uma carga de balada, com ambas as músicas sendo especuladas como possivelmente escritas para a Taylor Swift.

Only Angel, Kiwi tem um som nervoso, de indie rock britânico, na segunda tem Harry cantando “I must admit I thought I’d like to make you mine, As I went about my business through the warning signs, And end up meeting in the hallway every single time”

Já  Sweet Creature, From the Dining Table e Meet me in Hallway poderiam ser facilmente encontradas em álbuns de banda como Hozier, Kodaline e outras bandas que trabalham com um som mais tranqüilo.

O primeiro single, Sign of the Times, ainda continua como a melhor música do trabalho. Dá para entender porque ela foi escolhida, há uma força, sentimento e toque diferente de tudo o que tem no restante do CD.

O que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Não há nada que a supere. Ela é o ponto alto. Só que ao mesmo tempo, ela está ali, com ele cantando sobre uma situação impossível e dois (possivelmente) amantes, correndo de algo maior que eles.

No balanço geral, o disco é bem balanceado. Harry Styles não será a grande descoberta do ano, mas Sign of the Times tem grandes chances de ficar entre as 10 melhores músicas do ano da Café.

Não vale muita coisa longe dessas paginas, mas é um ótimo começo.

Ficha Técnica:

Artista: Harry Styles

Álbum: Harry Styles

Nota: 3,5/5

 

 

 

 

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