Pipoca Salgada – Mulher Maravilha é ok

Por , 8 de junho de 2017 19:15

Mulher Maravilha chegou  quebrando recordes e mostrando que super heroínas também podem ter espaço no cinema.

Será um passo que terá um papel positivo para os filmes dirigidos/sobre mulheres, só não é toda essa Coca-Cola que montaram em cima dele.

WONDER WOMAN

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas.

Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Quando se fala de super heróis, cada uma tem um favorito. Seja pela história, o poder ou até mesmo o background do personagem, é possível se conectar (ou não), com cada um (ou vários) deles.

Eu nunca fui uma pessoa muito ligada na Mulher Maravilha (sempre gostei mais da Super Girl),  e tirando as suas participações no desenho da Liga da Justiça, não conhecia muito sobre a amazona que luta ao lado de Superman e o Batman. Tão pouco, me interessei pelas novas histórias contadas pela DC para os seus personagens.

Então, tinha uma posição mais aberta sobre o filme, não fui ver como uma fã incondicional, mas como uma espectadora.

Só que em algum momento, as histórias de super heróis ficarão muito sérias, com eles se achando os donos do universo (ou pelo menos das bilheterias) e na mesma velocidade, o meu interesse foi diminuindo. Tanto, que desde o segundo filme dos Vingadores, o único que fui ver no cinema foi Guardiões da Galáxia 2 e agora, Mulher Maravilha.

E há uma linha bem parecida entre ambos.

Enquanto Guardiões vem de um ramo menos conhecido do grande público, eles conseguiram ganhar um espaço entre os lançamentos dos outros filmes  da Marvel, que entre alguns erros e acertos, virou a referência para o mercado.

Mas ainda assim, Guardiões, consegue ser mais leve e engraçado, e eu sei que gosto mais deles por isso.

Um caminho parecido é traçado pelo Wonder Women. Dirigido por Patti Jenkins, o filme já virou a maior estreia de um filme dirigido por uma mulher, e caminha para ter um bilheteria de respeito, além de uma continuação já praticamente garantida.

Em vários momentos, o filme começa muito promissor, mostrando um lado mais humano do mito.

Dá para perceber no filme inteiro, o toque da mulher ali, seja de todo o peso da história que Diana carrega, ou o fato da direção ter ficado nas mãos de uma representante do sexo feminino. Nenhum estúdio queria apostar em uma mulher, até que um fez.

Critica Mulher maravilha

E é o filme que será um marco, não só pelo impacto financeiro, mas emocional da personagem, que como disse, é um ícone dos gibis e das super heroínas.

Isso sendo dito, ainda há grandes erros e saída utilizadas no filme, que não me agradaram. Consigo separar o mito e o impacto cultural da narrativa, e ao fazer isso, admito que o segundo ficou um pouco a desejar.

Gal Gadot não é uma má atriz e talvez não teria mulher mais perfeita para o papel, mas ela ainda precisa desenvolver para me convencer completamente. Nada que possa impedir dela se tornar um ícone, afinal Christopher Reeve tinha as suas limitações artísticas, e ele ainda é o Superman perfeito.

Se o roteiro é bem pontuado com umas piadas de bom gosto, é o final, um pouco corrido e com tentativas de tentar superar o que aconteceu antes que faz o filme não fechar como deveria.

Lá pelo meio do filme, há a cena em que a Mulher Maravilha começa a andar pelas trincheiras. E foi uma sequência tão bem desenhada, que o resto do filme precisa correr atrás para manter o restante das cenas naquele nível.

WONDER WOMANSó que é exatamente como ela entra nas cenas, que teme incomodou.

Em TODAS as cenas que ela entra totalmente vestida como Mulher Maravilha, a câmera fica lenta. Não há nenhuma andada poderosa no ritmo certo ou que não foi feita especificamente para o público ficar: UAU!

Podia ter passado despercebido se fosse uma ou duas vezes, mas aconteceu em TODAS as cenas, e isso me cansou.

Apesar de tão poderosa, são as conexões humanas que fazem com que um personagem se torne irresistível, não a velocidade de gravação. Além do mais, sendo bad ass, havia outras formas de deixar isso evidente ou marcante.

Além disso, pelo o que foi pincelado do vilão no filme inteiro, achei ele meio fraquinho. =/

Não tenho muitas esperanças de como será A Liga da Justiça, mas fico aguardo uma sequência que realmente faça juz a personagem. Ela merece um filme que seja verdadeiramente muito bom.

Agora é oba oba, mas o futuro cobrará se isso não acontecer.

Ficha Técnica:

Filme: Mulher Maravilha

Diretora: Patty Jenkins

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine e Connie Nielsen

Ano de Lançamento: 2017

Nota: 3,5/5

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