Nota Musical – O (Ótimo!) Drama da Lorde – Review Melodrama

Por , 3 de julho de 2017 12:24

Em 2013, Ella Yelich-O’Connor da Nova Zelândia, também conhecida como Lorde, nos conquistou. E em 2017, ela está de volta para mostrar que ainda vai ficar muito tempo por aí.

Lorde Melodrama Coachella

Quando Lorde apareceu na mídia derrubando barreiras e conquistando os criticios e as rádios com o seu Royals, muito estava na mesa. Ela era nova, talentosa, com letras maravilhosas e fazendo muito sucesso.

Tanto, que Royals foi a minha música favorita de 2013 e seu CD de estreia, Pure Heroine, entrou na lista dos favoritos do ano e ainda o escuto muito. Não só Royals e Team que se tornaram hits, mas o álbum tem várias joias que mostram o talento dela, como Glory and Gore, Still Sane e White Teeth Teens.

Só que as músicas falavam da sua vida ‘simples’, de como ela nunca seria uma “Royals”, sem dinheiro para as coisas e como ela ainda não tinha se acostumado com a fama.

Depois de aportar em terras brasileiras no ano seguinte (estávamos lá, e foi um showzão!) Lorde foi fazendo algumas coisas por aí, foi curadora da trilha de Jogos Vorazes – A Esperança, Parte 1 (O filme é ruim, mas não foi culpa dela), que infelizmente, não aproveitou nenhuma música no filme inteiro (A bela Yellow Flicker Beat, toca somente créditos finais).

Ela tirou um tempo e foi para a sua vida, sentar, escrever e voltou com Melodrama, o segundo CD da sua carreira.

Quando Green Light saiu, o primeiro single, eu já fiquei animada. A música era muito boa e dançante (acho que merece um post só para falar porque os artistas estão fazendo músicas uplift esse ano, não?).

Logo em seguida, veio a divulgação de Liability.

Em ambas as músicas, ela fala da dificuldade nas relações amorosas, em diferentes situações. Uma é muito animada a outra um pouco depressiva, mas as duas falam sobre isso de uma forma tocante.

Os últimos versos de Liability, ela canta soando triste e pensativa. Dá para imaginar ela olhando para um ponto e ficando perdida na lembrança daquelas palavras: “They’re gonna watch me, Disappear into the sun, You’re all gonna watch me, Disappear into the sun”.

Laura Marling também canta assim nos shows dela, e por mim, está tudo bem as duas terem essa mesma característica.

Se ali estava uma amostra, o resto de Melodrama ainda tinha muitas boas surpresas.

Sober II (Melodrama), a música que dá nome ao CD, fala sobre uma noite cheia de acontecimento, mas o significado de Melodrama está além disso.

Hard feelings/Loveless apesar de ser ‘duas músicas’ é o tipo de canção que eu amo. Que começa de um jeito, muda no meio e termina de uma forma completamente diferente. Muito Arcade Fire da Lorde fazer isso. Pode fazer mais vezes.A batida forte quando começa Loveless é tudo na vida. Fui procurar qujem produziu a música, mas sou péssima para encontrar essas informações. =P

Como disse, o álbum é carregado de músicas sobre relacionamento e separação e depois de muito imaginar, eu descobri que a Lorde terminou a muito tempo com aquele namorado dela.

Apesar de tudo, achei que a melhor música que define o sentimento que ela quis passar aqui é Writer In the Dark.

Principalmente nessas duas partes:

“Break the news – you’re walking out/To be a good man for someone else/Sorry I was never good like you/Stood on my chest and kept me down/Hated hearing my name on the lips of a crowd/Did my best to exist just for you”

I still feel you, now and then/Slow like pseudo-ephedrine/When you see me, will you say I’ve changed?/I ride the subway, read the signs/ I let the seasons change my mind/I love it here since I’ve stopped needing you”

Não tem como ouvir e não imaginar como aconteceu, o que ela sentiu, o que foi dito, todas as fases e caminhos que a levaram até esse momento.

O CD ainda tem algumas ótimas músicas como The Louvre, mas não tenho nenhum amor por Sober e Homemade Dynamite.

No todo, o Melodrama de Lorde tem todos os elementos para se tornar um álbum bem conceituado dentro da sua carreira e para ser um dos melhores discos do anos.

Mas como mensurar o crescimento de Lorde? Como perceber o quanto aquela menina de 16 anos evoluiu em uma jovem mulher de 20, com talento para escrever músicas únicas?

É só ouvir Pure Heroine e esse. Sim, há muito de ‘Lorde’ nos dois trabalhos, esse sopro de originalidade que ela trouxe para o mundo da música e que outras meninas tentam copiar por aí.

Se em Pure Heroine, Lorde já começou grande e com responsa pela qualidade, nesse, ela trabalhou para desenvolver os elementos, para se atualizar para o mundo 4 anos depois e ainda ser tão relevante quanto foi no inicio.

Apesar de não ter absolutamente nada haver com todo o sucesso dela, dá um orgulho ver como ela evolui nesse tempo e como foi muito bom confiar as fichas no trabalho dessa mulher da Nova Zelândia.

Volto agora para ouvir as minhas músicas favoritas do CD novamente, sabendo que estarão nas minhas playlist durante um BOM tempo.

Só digo uma coisa: Que ótimo te ver (ouvir) de volta, Lorde!

Ficha Técnica:

Lorde MelodramaÁlbum: Melodrama

Artista: Lorde

Nota: 4,5/5 estrelas

 

 

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