Entre Páginas – Drácula #ProjetoPraVida

Por , 31 de julho de 2017 9:00

Um Clássico é um clássico!

Ler Drácula, de Bram Stoker, se tornou uma ~obrigação~ quando ele foi o título escolhido para o Clube do Livro do qual participamos. Mas como ele já figurava em nossa lista para o #projetopravida, foi ótimo riscá-lo de duas colunas diferentes.

 

arte_Dracula

 

Fonte de inúmeras adaptações para telas e palco, inspiração para músicos, escritores e artistas de todas as áreas, Drácula é um ícone incontestável e obra-máxima de Bram Stoker.

De um lado o conde Drácula – o mais famoso vampiro da literatura – e sua legião crescente de mortos-vivos. De outro, um grupo unido e decidido a caçá-lo: Jonathan e Mina Harker, o médico holandês Van Helsing e seus amigos. Romance epistolar ágil e bem-construído, esse livro enredará também você nessa dramática corrida contra o tempo.

 

Sabrina

 

Todo mundo já ouviu falar sobre o Conde Drácula, seja através de paródias ou de referências do personagem em diversas produções culturais modernas, mas poucos de fato leram a obra original de Bram Stoker que deu início à sua lenda.

Eu me encaixo nessa categoria. Sempre li, assisti ou ouvi diversas histórias inspiradas no vampiro mais famoso do mundo, mas nunca havia me aproximado do livro clássico que leva o nome do personagem… Até que ele foi eleito como a próxima obra a ser discutida no Clube do Livro do qual eu e a Fanny participamos.

Dito isso, acredito que vale a pena contar um pouquinho como foi meu primeiro contato com a obra. Eu possuía na minha estante uma edição da Civilização Brasileira, de 2013, com tradução do autor Lúcio Cardoso. Foi com ela que iniciei a leitura e tudo ia muito bem até o dia em que comecei a conversar sobre o livro com uma colega do trabalho que disse que infelizmente não tinha conseguido passar de um trecho muito descritivo logo no início da narrativa. Estranhei, uma vez que já havia passado da dita parte e não havia lido nada do tipo. Qual foi minha surpresa, então, ao descobrir que estava lendo uma adaptação?! Nada contra quem curte ler essas releituras, mas eu particularmente detesto ler obras adaptadas – me sinto traída como leitora, sabe? Para mim vale o mais próximo do original possível. Depois disso, resolvi aposentar minha edição e ler a versão comentada da Zahar.

É engraçado, mas confesso que não sei dizer muito bem o que esperava desse livro e da narrativa de Bram Stoker. Por se tratar de uma obra clássica, tinha a impressão de que encontraria uma leitura bem mais lenta e sóbria… Mas o que encontrei foi um texto fluido e com pitadas de um humor bastante espirituoso.

Parte disso se deve ao gênero epistolar de sua escrita, que nos transporta para depoimentos e pensamentos dos diversos personagens envolvidos na história. Ou seja, o que temos aqui são versões, interpretações e sentimentos de cada um dos protagonistas e seu terror diante da figura mística de um conde sedento por sangue.

Falando em Drácula, sua imagem causa sim um certo medo no início, mas conforme os embates se iniciam, a impressão que tive é a de que seu terror vai perdendo força. Um fator pode ser que, apesar de um ponto, ele não era mais um temor desconhecido para os personagens, mas um mero antagonista. Isso faz certo sentido quando pensamos que, desde o início da humanidade, nunca se temeu nada como o desconhecido – a ciência que o diga!

O resultado dessa experiência foi uma leitura refrescante e até mesmo divertida, com uma vibe de filme trash dos anos 80 – mas da melhor qualidade!

 

Fanny

 

Eu não tinha noção onde estava me metendo quando comprei minha edição do livro que leríamos para o próximo encontro do clube de leitura.

Apesar de Sabrina e eu estarmos miseravelmente atrasadas na nossa lista do #Projetopravida, Drácula foi uma leitura que adiei o máximo possível por não me interessar tanto por história de vampiro (but: Eu AMO Crepúsculo).

Porém, quando iniciei a leitura, me surpreendi com a facilidade o texto e como o li em pouco tempo. A história inteira se passa através de diários e relatos dos participantes da história e o começo é incrivelmente assustador, mas depois desse susto inicial somos deixados com uma história mais lenta e cadenciada. A escrita de Stoker envolve na medida certa. Se fosse outro escritor, poderia ser imensamente maçante algumas partes.

Como não sabia exatamente nada sobre a história, algumas informações foram uma surpresa como ler sobre o personagem Van Helsing! Eu vi o filme do Hugh Jackman a muitas primaveras atrás, mas não sabia que era baseado em um personagem ‘real’ da trama de Drácula.

Apesar de ter um pouco mais de 444 páginas, o final mesmo do livro é corrido demais e à medida em que a história vai focando nos outros personagens, o Conde mais famoso da Transilvânia vai perdendo o seu poder de assustar, apesar de ainda influenciar todas os acontecimentos até a última página.

Como disse, lemos esse livro para o clube do qual participamos, e quando sentamos para compartilhar as nossas impressões sobre o livro, fui alertada para tantas pequenas nuances e detalhes sobre a personalidade do autor e o papel da mulher na obra, que me fez olhar para a história com outros olhos e mais uma vez perceber como as crenças de um autor são incorporadas de uma forma tão poderosa, talvez até sem perceber, às suas criações.

 

Ficha Técnica:

Livro: Drácula

Autor: Bram Stoker

Editora: Sabrina: Zahar | Fanny: Nova Fronteira

Páginas: Sabrina: 472 páginas | Fanny: 444 páginas

Nota: Sabrina: 4/5 estrelas | Fanny: 3,5/5 estrelas

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